Saúde mental na infância e adolescência: como cuidar?

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Como cuidar da saúde mental na infância e adolescência?

O Hospital Pequeno Príncipe chama atenção para o tema e sugere atitudes de pais e responsáveis para contribuir com seus filhos
20/01/2023
saúde mental na infância e adolescência
Para cuidar da saúde mental na infância e adolescência, é importante que a família fique atenta a alterações de comportamento significativas e que perdurem mais de duas semanas.

Neste Janeiro Branco, o Hospital Pequeno Príncipe chama atenção de pais e responsáveis sobre como cuidar da saúde mental na infância e adolescência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental é um estado de bem-estar emocional e psicológico. Por meio disso, o indivíduo é capaz de fazer uso de suas habilidades emocionais e cognitivas para desenvolver suas funções sociais e de responder às solicitações comuns da vida cotidiana.

A coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Angelita Wisnieski da Silva, lembra que crianças e adolescentes tendem a ser mais vulneráveis ao sofrimento, porque estão em pleno processo de desenvolvimento dos seus recursos internos para lidar com as dificuldades. “Ou seja, ainda estão aprendendo a como ser enquanto humanos no mundo, nas relações e nos conflitos. Por isso, precisam de mais apoio de suas redes familiar, escolar, comunitária e de amigos”, explica.

Ainda de acordo com a especialista, crianças e adolescentes podem apresentar problemas emocionais como qualquer adulto. “Entretanto, é preciso atenção para diferenciar um quadro psicopatológico das vivências entendidas como normais da vida. Episódios de tristeza ou a ansiedade frente a algo novo ou desconhecido é diferente de estados intensos e persistentes, que atrapalham ou dificultam a rotina e podem indicar uma doença mental que exige tratamento profissional”, considera.

  • Confira, no vídeo a seguir, os sinais de alerta para a ansiedade:

Como cuidar da saúde mental na infância e adolescência?

A psicóloga indica algumas atitudes que devem ser consideradas por um adulto que podem ajudá-lo a interagir com crianças e adolescentes na busca de equilíbrio para a saúde mental. Afinal, pais e responsáveis são, antes de tudo, referência e modelo para as crianças e adolescentes.

  • Cuidar da própria saúde mental é o básico para conseguir ser uma boa referência de saúde para a criança e para o adolescente.
  • Estar atento à criança e ao adolescente em relação às suas necessidades de afeto e presença e às particularidades de cada faixa etária.
  • Mostrar disponibilidade para ajudar quando a criança ou o adolescente demonstrar precisar de ajuda ou quando der sinais de que necessite falar de algo que o incomode;
  • Ouvir e acolher sem julgamentos e sem repreensão.
  • Questionar para ajudar a própria criança ou adolescente encontrar estratégias de enfrentamento de seu sofrimento.
  • Oferecer orientações.
  • Respeitar o tempo de privacidade e intimidade da criança, especialmente na entrada na adolescência, certificando-se de que está em ambiente seguro.
  • Evitar sobrecarga de atividades, responsabilidades e cobranças sobre a criança.
  • Limitar o tempo de uso de telas (celular, computador, televisão…), considerando que essas faixas etárias ainda estão construindo sua capacidade de autorregulação e precisam de ajuda externa para isso.
  • Admitir que mesmo um adulto não tem respostas e soluções para tudo e que também pede ajuda para não enfrentar todos os problemas sozinho.
  • Promover acolhimento e investir em vínculos de confiança.

Sinais de alerta que a saúde mental não vai bem

É preciso que pais e responsáveis observem alterações significativas e que perdurem mais de duas semanas no comportamento e nas emoções de crianças e adolescentes.

– Manifestações exacerbadas de ansiedade.
– Agitação, irritabilidade e/ou entristecimento.
– Isolamento social.
– Desinteresse pelo autocuidado.
– Desapego dos vínculos sociais.
– Alterações persistentes no sono e apetite.
– Comentários depreciativos ou destrutivos frequentes.

  • Confira, no vídeo a seguir, os sinais de alerta para a depressão:

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).

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