Cientistas apresentam resultados de pesquisas sobre autismo e câncer - Hospital Pequeno Príncipe

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Cientistas apresentam resultados de pesquisas sobre autismo e câncer

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e da Universidade de Nice falaram a respeito de seus estudos nesta semana, em Curitiba
26/02/2014
Pesquisador Enzo Lalli, da Universidade de Nice
Pesquisador Enzo Lalli, da Universidade de Nice

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPP) e da Universidade de Nice apresentaram, nesta quarta-feira, dia 26, os resultados que obtiveram até o momento em pesquisas relacionadas ao autismo e ao câncer. A troca de experiências foi possível graças à parceria entre as instituições possibilitada por meio do Ciência sem Fronteiras, programa do governo federal.

Durante as palestras, foram detalhadas as pesquisas clínicas e moleculares relacionadas às doenças. Os pesquisadores Andrea Stachon e Adam Smith, do IPP, falaram sobre autismo. Eles destacaram as mudanças na classificação, epidemiologia e etiologia relacionadas à doença.

Segundo Andrea, além das mudanças de classificação, atualmente há critérios mais amplos de diagnóstico, maior conscientização tanto de médicos como da população em geral, um aumento dos serviços especializados e uma abordagem mais intensa do assunto na mídia. “Isso ajuda que essas crianças tenham uma vida perto, o máximo possível, do normal, em vista de outras que não têm a enfermidade”, afirmou.

Já a pesquisadora Barbara Bardoni, da Universidade de Nice, abordou as síndromes ligadas à deficiência intelectual. Um estudo realizado por ela e uma equipe de estudiosos da instituição francesa sobre mutações genéticas constatou a presença de enzimas em ratos que se manifestam no diagnóstico clínico. Isso seria uma prova de que elas estão presentes nas mudanças comportamentais dos pacientes avaliados.

Por sua vez, Bonald Cavalcante de Figueiredo, diretor-científico do Instituto de Pesquisa, e Enzo Lalli, da Universidade de Nice, trataram dos riscos para o desenvolvimento de câncer e variantes genéticas associadas à mutação de genes específicos. Os trabalhos se concentram no tumor de córtex adrenal, que se manifesta em crianças, e as relações com suas famílias, além da concentração de casos em determinadas áreas do Paraná e do país. “A ideia é deixar cada vez mais claro o link entre a alteração genética e a doença”, concluiu Lalli.

Pesquisadora Andrea Stachon, do IPP

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