Poliomielite: conheça os riscos de não imunizar as crianças

Notícias

Poliomielite: conheça os riscos de não imunizar as crianças

O Hospital Pequeno Príncipe alerta que as sequelas deixadas pela doença perduram por toda a vida e podem ser fatais
24/10/2022

poliomielite

A vacinação é a principal forma de prevenção para muitas doenças. Neste Dia Mundial de Combate à Poliomielite, o Pequeno Príncipe reforça a necessidade de imunização de crianças e adolescentes. A queda nos números de imunização acende o alerta para a volta da circulação do vírus da pólio entre a população, inclusive no Brasil.

O último caso da doença no país foi em 1989, e em 1994 a região das Américas recebeu o selo de erradicação da Comissão Internacional para a Certificação da Poliomielite. No entanto, em 2022, as notícias não são animadoras. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) colocou o Brasil na lista de países com alto risco de reintrodução da enfermidade.

Neste ano, no Oriente Médio, uma criança com paralisia foi diagnosticada com pólio, outras seis crianças também foram diagnosticadas, assintomáticas e sem contato próximo com o primeiro caso. Além disso, os Estados Unidos divulgaram, em julho, que um morador do país teve a doença.

“Esses novos casos no mundo só reforçam mais uma vez a importância da vacinação. É um grande equívoco pensar que a doença está erradicada permanentemente sem realizar a vacinação continuamente para todas as crianças, pois a não adesão à vacina da poliomielite leva à quebra da cadeia de proteção. O risco da reemergência da enfermidade, principalmente para as crianças, é iminente, e as sequelas perduram pela vida toda. Uma cobertura vacinal abaixo de 95% de adesão aumenta os números de crianças suscetíveis à enfermidade”, alerta a pediatra e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.

poliomielite
O esquema vacinal primário consiste em três doses – aos 2, 4 e 6 meses – e depois duas doses de reforço, entre 1 e 5 anos de idade.

Risco de retorno dos casos de pólio

A doença, que pode ser fatal, já teve coberturas vacinais altas. No entanto, a baixa procura pelo imunizante tem causado apreensão entre os especialistas. Enquanto o vírus da pólio estiver circulando pelos países, o risco de uma criança ser contaminada é grande. Segundo dados da OPAS, uma em cada 200 infecções leva à paralisia irreversível, geralmente das pernas. Entre esses casos, de 5% a 10% vão a óbito por paralisia dos músculos respiratórios.

A poliomielite

A doença é altamente infecciosa e afeta especialmente crianças menores de 5 anos de idade, mas pode atingir também outras faixas etárias, especialmente pessoas imunossuprimidas.

A transmissão ocorre por contato direto pela via fecal-oral, gotículas de secreções expelidas ao falar, tossir ou espirrar, por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de pessoas com o vírus da pólio. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão da doença.

Para a especialista, cada organismo reage de uma forma diante do vírus, embora alguns sintomas sejam mais comuns, como febre, dor de cabeça, espasmos, rigidez na nuca e flacidez muscular, portanto a vacinação na faixa etária correta é fundamental. “A vacinação é a única forma de prevenção. O esquema vacinal primário consiste em três doses – aos 2, 4 e 6 meses – e depois duas doses de reforço, entre 1 e 5 anos de idade, de preferência utilizando a vacina inativada de poliomielite”, explica a pediatra.

Sobre o Centro de Vacinas Pequeno Príncipe

O imunizante contra a poliomielite está disponível no Centro de Vacinas Pequeno Príncipe. A instituição é referência em imunizações há mais de 20 anos e conta com atendimento integral a todas as faixas etárias – de recém-nascidos até idosos. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 19h, e aos sábados, das 8h às 18h, sem necessidade de agendamento. Além disso, também é possível que uma equipe vá realizar a vacinação em casa, mediante agendamento por meio do telefone (41) 3310-1414 ou (41) 3310-1141. Siga o CEVA pelo Instagram e fique por dentro de assuntos importantes!

  • Confira, no vídeo a seguir, tudo o que você precisa saber sobre a poliomielite:

Acompanhe também as redes sociais do Hospital Pequeno Príncipe (FacebookInstagram, LinkedIn, X, YouTube e TikTok) e fique por dentro de informações de qualidade!

+ Notícias

25/02/2026

Como diferenciar o bicho-de-pé e o bicho geográfico?

Saber identificá-los evita complicações, infecções e dor desnecessária
24/02/2026

Nota de repúdio à decisão do TJ-MG

O Hospital Pequeno Príncipe, há mais de cem anos, atua pela defesa da proteção integral de crianças e adolescentes
18/02/2026

Dieta cetogênica no controle da epilepsia

Estratégia nutricional terapêutica ajuda a reduzir crises em crianças com quadros de difícil controle
09/02/2026

Bebê engasgado: como agir?

Reconhecer os sinais e aplicar corretamente as manobras é fundamental enquanto o serviço de emergência não chega
02/02/2026

Vírus Nipah em crianças: riscos, sintomas e formas de prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença não apresenta risco para o Brasil e tem potencial baixo para uma nova pandemia
27/01/2026

Como identificar sinais de ansiedade na volta às aulas?

Perceber as mudanças emocionais e comportamentais é o primeiro passo para apoiar crianças e adolescentes nesse recomeço
Ver mais