Mudança de escola: dicas para facilitar o processo

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Dicas para facilitar a mudança de escola de crianças e adolescentes

Ao seguir estas estratégias, os pais podem desempenhar um papel crucial no apoio emocional e na facilitação da adaptação de seus filhos
07/02/2024
mudança de escola
O apoio da família é essencial no processo de mudança de escola de crianças e adolescentes.

A mudança de escola pode ser um desafio significativo para crianças e adolescentes. Para facilitar a adaptação nesse processo, o diálogo é o ponto central. No entanto, essa conversa envolve os pais ou cuidadores expondo suas ideias, mas também escutando as preocupações, pensamentos e sentimentos dos filhos.

A psicóloga Daniela Pestes, do Hospital Pequeno Príncipe, destaca que se a ideia da mudança partiu dos pais, é crucial compartilhar as razões, seja por questões geográficas, filosofia educacional, logística familiar ou correlação com seus pensamentos, crenças e objetivos. Da mesma forma, se a criança ou adolescente expressar o desejo de mudar, é vital ouvir suas motivações e sentimentos.

Estratégias para facilitar a mudança de escola

1. Conhecer a nova escola e conversar com quem já frequentou

A psicóloga recomenda que tanto os pais quanto os filhos visitem a nova escola antes da mudança. Isso ajuda a avaliar a estrutura física, entender a rotina e, principalmente, permitir que a criança ou adolescente se sinta acolhido no novo ambiente. Além disso, se possível, conversar com alguém que já teve experiência na nova escola pode fornecer insights.

2. Compartilhar experiências já vivenciadas

No que diz respeito ao suporte emocional durante a mudança, Daniela sugere que os pais compartilhem suas próprias experiências, normalizando sentimentos como medo, insegurança e preocupação. “Além disso, uma situação vivida e aprendida nos ajuda a ter recursos para lidar com uma outra, mesmo que não seja idêntica”, explica.

3. Manter os vínculos estabelecidos

É comum que a mudança faça com que a criança ou adolescente se afaste de algumas pessoas, algo natural na vida. Mas vale os pais incentivarem encontros e atividades durante as férias para manter os laços. A conexão com a escola anterior também pode ser mantida por meio dos eventos escolares e que sejam abertos ao público. Isso pode ser valioso para o crescimento pessoal, familiar e cultural.

4. Criar um cronograma

A psicóloga também realça a importância de criar um cronograma regressivo para a preparação, envolvendo a criança ou adolescente na organização da rotina escolar. Planejar antecipadamente, separar o uniforme e escolher o lanche, essas são algumas ações que podem facilitar a confiança no início das aulas.

Sinais que indicam dificuldade na adaptação

Para os pais, é essencial estarem atentos aos sinais de dificuldade na adaptação, como:

– recusa a ir à escola;
– dificuldade em arrumar-se e alimentar-se;
– crise de ansiedade ao chegar à escola;
– insegurança e medo;
– dor de cabeça, náusea e enjoo; e
– isolamento.

A psicóloga aconselha que, nesses casos, os pais busquem um diálogo aberto e construtivo com a criança, procurando entender e abordar as dificuldades. Além disso, ela ressalta a importância do envolvimento com a escola. Manter um vínculo ativo com os professores e participar das atividades escolares proporciona um ambiente de apoio mais amplo, possibilitando a detecção precoce de problemas e a implementação de soluções.

Mudança de fase também merece atenção

Cada fase escolar pode ser marcada por um rito de passagem. Na pré-escola, a experiência é semelhante à vivida no ambiente doméstico, com atividades maternais, psicomotoras e brincadeiras. Ao transitar para o ensino fundamental, surge a necessidade de atividades de alfabetização, com ajustes na abordagem acadêmica. Já a transição para o ensino médio proporciona desafios adicionais, como o aumento do número de matérias e o ritmo acelerado, muitas vezes associado à preparação para o vestibular. Essas mudanças podem demandar apoio da família, escola e até acompanhamento psicológico para auxiliar a criança ou o adolescente a lidar com os desafios emocionais decorrentes dessa evolução.

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).

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