Lucas Gabriel dos Santos: campeão na luta pela vida - Hospital Pequeno Príncipe

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Lucas Gabriel dos Santos: campeão na luta pela vida

Em tempos de Paralimpíadas, Lucas Gabriel mantém vivo o sonho de um dia disputar uma competição mundial e se tornar campeão
12/09/2016

dsc_0322Com apenas 15 anos, Lucas Gabriel dos Santos exibe, com um sorriso no rosto, suas 20 medalhas. Paciente do Hospital Pequeno Príncipe desde 2002, passou por vários procedimentos médicos na instituição devido à mielomeningocele, uma doença congênita que provoca má formação na coluna vertebral. Em tempos de Paralimpíada, o atleta cadeirante mantém vivo o sonho de um dia disputar uma competição mundial e se tornar campeão.

Aos nove anos, Lucas Gabriel começou a frequentar o projeto de incentivo ao esporte, Atletismo solidário, em sua cidade natal, Querência do Norte, no Paraná. Há aproximadamente dois anos, participa do Talento Olímpico do Paraná (TOP) e já passou pelas modalidades de arremesso de peso, pelota, lançamento de dardo, corrida de cadeira de rodas e tiro com arco.

O esporte é um grande aliado do atleta na superação das dores. “As atividades físicas me ajudam no tratamento, porque fazem com que eu tenha mais saúde. Elas também influenciam no meu rendimento escolar. Além disso, por causa do esporte, alguns jovens saem do mau caminho. Por isso, ele é muito legal e importante”, destacou.

Para o ortopedista Evando Gois, exercícios físicos direcionados a crianças com deficiências físicas e motoras têm ainda um fator inclusivo. “Além de servirem para a reabilitação ou manutenção da função motora, eles também ajudam na inclusão social. Geralmente, esse tipo de paciente tem uma vida social mais limitada, mas quando pratica algum esporte, passa a se valorizar mais e ser admirado”, apontou.

Sobre Mielomeningocele
É uma doença congênita que provoca má formação na coluna vertebral e é considerada uma das mais graves anormalidades do tubo neural. Apesar de não ter cura, com tratamentos específicos e acompanhamento médico, é possível ter uma vida praticamente normal.

O tratamento da doença é conduzido inicialmente por um neurocirurgião, o qual fecha a falha da coluna e protege a medula. Por conta da má formação da placa neural, pode haver defeitos em órgãos internos – bexiga, reto, ânus – como também nos membros inferiores – atrofia muscular, pés tortos, paralisia. Nesses casos, entra em cena o papel dos urologistas e ortopedistas, respectivamente.

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