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A cólica em bebês é uma das principais preocupações dos pais nos primeiros meses de vida. Embora seja algo comum, o choro intenso e persistente pode gerar dúvidas. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe explica as possíveis causas, sinais e sintomas, formas de alívio e quando é necessário buscar avaliação pediátrica.
Diferenciar o choro normal da cólica nem sempre é simples. Afinal, todo bebê chora, especialmente nas primeiras semanas de vida, pois faz parte do desenvolvimento neurológico e comportamental dele.
A cólica em bebês é caracterizada por crises de choro inconsolável que duram mais de três horas por dia, ocorrem em pelo menos três dias por semana e persistem por mais de três semanas, conforme os Critérios de Wessel.
“Além disso, é algo sem causa identificável em bebês saudáveis, que se alimentam bem, ganham peso e não apresentam sinais de doença”, explica o pediatra Carlos Corrêa Júnior, do Hospital Pequeno Príncipe.
Esse quadro costuma surgir por volta da terceira semana de vida, com pico de intensidade na sexta semana. Os episódios passam a ocorrer com mais frequência no final da tarde e início da noite. E a cólica em bebês tende a melhorar espontaneamente até os 3 meses de idade.
A causa exata da cólica ainda não foi totalmente definida. Por isso, o pediatra destaca algumas causas prováveis, como:
Por outro lado, algumas hipóteses populares ainda não possuem consenso científico, como: intolerância à lactose como causa principal da cólica; excesso de gases por imaturidade intestinal; hipermotilidade intestinal.
A cólica costuma melhorar significativamente após os 3 meses de idade. Se os sintomas persistirem após esse período — especialmente depois dos 5 meses — ou se surgirem sinais de alerta, é importante investigar outras condições, como doenças intestinais ou inflamatórias ou problemas digestivos. Fique atento em caso de:
Muitas estratégias são utilizadas pelas famílias, mas nem todas possuem comprovação científica. Segundo o pediatra, as medidas com melhores evidências incluem:
“E, sempre, o mais importante: orientar os pais de que é algo transitório e que vai passar, pois faz parte do desenvolvimento do bebê”, finaliza Carlos Corrêa Júnior.
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O Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global desde 2019. E a iniciativa presente neste conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).