Cólica em bebês: o que fazer?

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O que fazer quando o bebê tem cólica?

Na maioria dos casos, esse é um quadro transitório e melhora naturalmente com o crescimento
22/06/2026
cólica bebê
Apesar de ser comum, a cólica em bebês gera muitas dúvidas. (Foto: Complexo Pequeno Príncipe/Wynitow Butenas)

A cólica em bebês é uma das principais preocupações dos pais nos primeiros meses de vida. Embora seja algo comum, o choro intenso e persistente pode gerar dúvidas. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe explica as possíveis causas, sinais e sintomas, formas de alívio e quando é necessário buscar avaliação pediátrica.

O que é considerado cólica em bebês?

Diferenciar o choro normal da cólica nem sempre é simples. Afinal, todo bebê chora, especialmente nas primeiras semanas de vida, pois faz parte do desenvolvimento neurológico e comportamental dele.

A cólica em bebês é caracterizada por crises de choro inconsolável que duram mais de três horas por dia, ocorrem em pelo menos três dias por semana e persistem por mais de três semanas, conforme os Critérios de Wessel.

“Além disso, é algo sem causa identificável em bebês saudáveis, que se alimentam bem, ganham peso e não apresentam sinais de doença”, explica o pediatra Carlos Corrêa Júnior, do Hospital Pequeno Príncipe.

Esse quadro costuma surgir por volta da terceira semana de vida, com pico de intensidade na sexta semana. Os episódios passam a ocorrer com mais frequência no final da tarde e início da noite. E a cólica em bebês tende a melhorar espontaneamente até os 3 meses de idade.

O que causa cólica em bebês?

A causa exata da cólica ainda não foi totalmente definida. Por isso, o pediatra destaca algumas causas prováveis, como:

  • fatores gastrointestinais: engolir ar durante a mamada, superalimentação, alterações transitórias na digestão, mudanças na microbiota intestinal;
  • fatores biológicos: imaturidade do sistema digestivo;
  • fatores ambientais: exposição à fumaça, poeira ou cigarro;
  • fatores psicossociais: excesso de estímulos, temperamento do bebê ou estresse no ambiente.

Por outro lado, algumas hipóteses populares ainda não possuem consenso científico, como: intolerância à lactose como causa principal da cólica; excesso de gases por imaturidade intestinal; hipermotilidade intestinal.

Quais são os sinais e sintomas de alerta?

A cólica costuma melhorar significativamente após os 3 meses de idade. Se os sintomas persistirem após esse período — especialmente depois dos 5 meses — ou se surgirem sinais de alerta, é importante investigar outras condições, como doenças intestinais ou inflamatórias ou problemas digestivos. Fique atento em caso de:

  • falta de ganho de peso;
  • falta de vontade de mamar;
  • desenvolvimento fora do normal;
  • sangue nas fezes;
  • distensão abdominal;
  • sonolência excessiva;
  • mudança importante de comportamento;
  • moleira afundada ou abaulada;
  • testículos inchados ou avermelhados (nos meninos).

O que realmente ajuda a melhorar a cólica?

Muitas estratégias são utilizadas pelas famílias, mas nem todas possuem comprovação científica. Segundo o pediatra, as medidas com melhores evidências incluem:

  • ajuste da alimentação: o primeiro passo é avaliar a amamentação ou a fórmula utilizada. Pequenas correções podem reduzir o desconforto do bebê;
  • probióticos: alguns probióticos demonstram reduzir o tempo de choro em determinados casos, mas não eliminam completamente a cólica;
  • conforto e acolhimento: acolher o bebê durante as crises é uma das medidas mais eficazes. O contato físico, colo e ambientes tranquilos ajudam a reduzir o estresse;
  • banho morno: especialmente em posição semelhante à de um ofurô, pode promover relaxamento muscular e aliviar o desconforto.

“E, sempre, o mais importante: orientar os pais de que é algo transitório e que vai passar, pois faz parte do desenvolvimento do bebê”, finaliza Carlos Corrêa Júnior.

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