Como resgatar as brincadeiras tradicionais na era digital?

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Como resgatar as brincadeiras tradicionais na era digital?

Neste Dia Mundial do Brincar, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância de equilibrar o tempo de tela com atividades lúdicas
28/05/2024
Brincadeiras tradicionais na era digital
Hospital Pequeno Príncipe ressalta a importância de resgatar as brincadeiras tradicionais na era digital.

Brincar é fundamental para o desenvolvimento afetivo, cognitivo e social das crianças, além de ser um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em tempos de intensa digitalização, as brincadeiras ganharam um forte concorrente para a atenção das crianças: as telas. Neste Dia Mundial do Brincar, o Hospital Pequeno Príncipe ressalta a importância de resgatar as atividades lúdicas na era digital.

A psicóloga e gerente do Setor de Voluntariado do Pequeno Príncipe, Rita Lous, destaca que o maior problema é o excesso de uso e a falta de orientação sobre as telas. “Cada atividade tem seu tempo adequado no desenvolvimento infantil. Leitura e jogos didáticos na tela podem ser benéficos, desde que usados com moderação. O problema surge com o excesso, que pode expor a criança a conteúdos inadequados e causar conflitos”, explica Rita.

Encontrar um equilíbrio entre o tempo de tela e atividades lúdicas se torna crucial. Nesse contexto, os pais e responsáveis desempenham um papel fundamental ao introduzirem esse tempo de diversão às crianças e incentivá-las a se envolverem nisso.

Brincadeiras tradicionais na era digital
No Hospital, os voluntários levam alegria por meio das brincadeiras.

Dicas para incluir as brincadeiras tradicionais na era digital

Brincadeiras tradicionais são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e motor, bem como para a sociabilidade, que não é plenamente substituída por interações on-line. A interação presencial proporciona experiências valiosas que a tela não pode oferecer, como aprender a lidar com emoções e frustrações diretamente.

Para despertar o interesse das crianças, a psicóloga sugere atividades com argila, tinta e massinha, bem como jogos de tabuleiro, entre outros materiais que incentivem a criatividade, planejamento e organização. A escolha do passatempo deve acompanhar a faixa etária. Além disso, é importante envolver as crianças em todo o processo das brincadeiras, desde a escolha e preparação dos materiais até a execução e organização.

Com a tecnologia muito presente na rotina, vale buscar maneiras de integrá-la de forma complementar e estratégica. Rita dá o exemplo de usar a internet para buscar tutoriais ou receitas de brincadeiras. “Você pode encontrar uma receita de massinha na internet, por exemplo, e assistir com a criança. Ela vai aprender as etapas da confecção da massinha, quais ingredientes são necessários, quais são as texturas dos materiais, como acondicionar, entre outros.”

Brincadeiras tradicionais na era digital
Jogos de tabuleiro são boas opções lúdicas e de aprendizado para as crianças.

Opções de brincadeiras

  • Jogos de tabuleiro: clássicos como dominó, xadrez, dama ou, ainda, jogos de cartas são ótimas maneiras de reunir a família e ensinar habilidades importantes, como paciência e estratégia, e lidar com a vitória e a derrota.
  •  Brincadeiras ao ar livre: jogos tradicionais como amarelinha, pular corda e pega-pega são mencionados como formas de interação e atividade física. Se forem feitos em ambientes externos, é importante a supervisão de um adulto.
  • Atividades artísticas: desenhar e pintar tem poder de relaxamento e desconexão das preocupações, sendo benéficas tanto para crianças quanto para adultos.
  • Caça ao tesouro: envolve planejamento, produção de pistas e interação. Isso não só diverte, mas também educa e envolve a criança em um processo criativo e colaborativo.

Brincar e prevenir a violência

Em março deste ano, foi sancionada a Lei 14.826, que institui a parentalidade positiva e o direito de brincar como estratégias para prevenção à violência contra crianças. Ou seja, é um dever do Estado, da família e da sociedade prevenir as violações de direitos e garantir um crescimento saudável de forma integral.

Campanha Pra Toda Vida

Neste Maio Laranja, o Pequeno Príncipe intensifica as ações da Campanha Pra Toda Vida – A Violência não Pode Marcar o Futuro das Crianças. Maus-tratos e abusos se manifestam por meio de indícios físicos, emocionais e comportamentais. Um deles é desinteresse por coisas de que antes gostava, como brincadeiras. Essa mudança pode indicar também que a saúde mental precisa de atenção redobrada e apoio profissional especializado.

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3) e Educação de Qualidade (ODS 4).

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