Dia Internacional da Mielomeningocele: pacientes com cifoescoliose severa precisam de cuidado especial nesta fase de pandemia - Hospital Pequeno Príncipe

Notícias

    Dia Internacional da Mielomeningocele: pacientes com cifoescoliose severa precisam de cuidado especial nesta fase de pandemia

    Neste 25/10, o Hospital Pequeno Príncipe reforça ainda a importância de garantir o desenvolvimento integral, a inclusão social e a garantia de direitos das crianças e adolescentes diagnosticados com o problema
    25/10/2020
    Com os tratamentos específicos e o devido acompanhamento médico, é possível garantir uma boa qualidade de vida aos meninos e meninas diagnosticados com mielomeningocele.

    Neste Dia Internacional da Mielomeningocele (25/10), o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância de garantir o desenvolvimento integral, inclusão social e garantia de direitos das crianças e dos adolescentes diagnosticados com o problema. Considerada uma das mais graves anormalidades do tubo neural, trata-se de uma doença congênita que provoca uma má-formação na coluna vertebral e, apesar de não ter cura, com os tratamentos específicos e o devido acompanhamento médico, é possível garantir uma boa qualidade de vida a esses meninos e meninas.

    A mielomeningocele é uma doença rara que atinge 1 a cada 1.000 recém-nascidos. O diagnóstico precoce é fundamental e pode ser feito por meio de exames pré-natal, ultrassom ou logo após o nascimento.

    Nesta fase de pandemia, um alerta: “Há maior risco para os pacientes com cifoescoliose severa (além da escoliose, há uma corcunda ou proeminência óssea da coluna). Os cuidados com o distanciamento social, uso de máscara e evitar grandes aglomerações devem ser seguidos à risca”, explica o cirurgião pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Antonio Carlos Amarante.

    O diagnóstico pré-natal, lembra o especialista, permite a possibilidade do tratamento cirúrgico intrauterino. “Esse tratamento parece reduzir as chances do aparecimento de hidrocefalia, mas não melhora muito o prognóstico para a bexiga neurogênica e nem para algumas sequelas motoras de membros inferiores”, completa.

    Em tempos de pandemia, o cirurgião pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Antonio Carlos Amarante, chama a atenção para os cuidados com os pacientes com cifoescoliose severa.

    Acompanhamento
    Criado em 1992, o Programa de Apoio, Proteção e Assistência às Crianças e Adolescentes com Mielomeningocele – Programa Appam se destaca por oferecer, gratuitamente, todos os atendimentos necessários às crianças e adolescentes diagnosticados com a doença: sessões de fisioterapia, hidroterapia, psicologia, além de acompanhamento e orientação de assistente social para os pacientes e família. Há ainda diversas atividades de integração.

    A equipe da Appam faz a diferença na rotina de crianças e adolescentes com mielomeningocele.

    Em 2013, a Appam, localizada em São José dos Pinhais e que atualmente conta com 334 famílias cadastradas, foi incorporada à Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, mantenedora do Hospital Pequeno Príncipe. “A reabilitação, com foco na funcionalidade, amplia os horizontes e contextualiza o indivíduo, a família e a comunidade, privilegiando aspectos relacionados à inclusão social, ao desempenho das atividades e à sua participação na sociedade, mesmo que de forma adaptada. Promove o acesso aos recursos e permite a retomada da vida mesmo que o indivíduo tenha algumas limitações de atividades ou restrições, porém com o claro objetivo de atingir seu melhor desempenho e a maior independência”, diz a diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro.

    A equipe da Appam adotou todos os protocolos necessários para assegurar o atendimento nesta fase de pandemia.

    Com a pandemia e a suspensão dos atendimentos presenciais na Appam, a equipe precisou inovar e se adaptar rapidamente para garantir a continuidade do processo de reabilitação das crianças e adolescentes com deficiências. “Foram estabelecidos protocolos e agenda para os atendimentos remotos por meio de videochamadas, seguindo as orientações e resoluções dos conselhos profissionais. Tem sido excelente a adesão das famílias e pacientes. No momento são realizados os atendimentos remotos de fisioterapia motora e respiratória, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e serviço social, de forma síncrona ou assíncrona, além das atividades lúdicas, culturais e educacionais  postadas diariamente nos grupos de pacientes e familiares”, comenta a coordenadora da Appam, Patricia Bertolini Izidorio.

    A distribuição dos kits de materiais médicos e alimentos acontece mensalmente e foi adaptada  para o formato drive-thru temático, trazendo sempre um assunto lúdico de interesse dos pacientes. “Dessa forma, é possível manter o vínculo terapêutico com os pacientes, a orientação aos familiares e o monitoramento da saúde mental de todos durante o período de afastamento social”, reitera a coordenadora.

    História de superação

    Além de enfrentar os desafios impostos pela mielomeningocele, o adolescente Alisson Louback, de 16 anos, foi vítima de um problema grave ocasionado pelo coronavírus: a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). “Essa síndrome é extremamente letal, pois afeta diversos sistemas do corpo, com manifestações respiratórias, cardíacas, neurológicas, renais, gastrointestinais, hematológicas, hipotensão, choque cardiogênico e, até mesmo, problemas de pele”, explica o médico infectologista do Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Junior.

    Nos 41 dias que permaneceu internado na UTI da instituição, Alisson teve uma parada cardíaca, os rins pararam, 95% do pulmão foi tomado pelo vírus e ele ainda foi submetido a duas cirurgias no cérebro. A mãe do garoto, Simone Louback, disse que o menino chegou a ser desenganado: “Foram momentos muito difíceis e desesperadores, mas nunca perdemos a fé e agora ele está conosco em casa, ainda se recuperando, porque o coronavírus maltrata muito o paciente, mas ele está conosco. Tivemos muita fé e fomos recompensados”, fala.

    O sucesso da recuperação de Alisson viralizou nas redes sociais e tornou-se uma das grandes histórias de superação da COVID-19. “Graças ao atendimento multidisciplinar que conseguimos oferecer no Pequeno Príncipe, ele venceu essa batalha”, reitera Victor Horácio de Souza Costa Junior.

    Alisson venceu a batalha contra a COVID-19.
    • Confira o vídeo especial:

    + Notícias

    26/04/2026

    Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe completa 20 anos

    Com apoio de Pelé, iniciativa aposta na pesquisa científica como caminho para avançar no cuidado infantil
    24/04/2026

    Tirzepatida para crianças e adolescentes: quando é indicada?

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a nova opção terapêutica, a partir dos 10 anos de idade, para casos de diabetes tipo 2
    22/04/2026

    Qual é a forma correta de iniciar a introdução alimentar?

    Mais do que uma mudança na rotina, essa fase influencia a nutrição e como a criança se relaciona com a comida ao longo da vida
    13/04/2026

    Cuidados com o coto umbilical do bebê

    Apesar de exigir atenção, a higienização é simples e faz parte da rotina nos primeiros dias do recém-nascido
    07/04/2026

    Dia Mundial da Saúde: Complexo Pequeno Príncipe reforça papel da ciência na saúde infantojuvenil

    Com protagonismo do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, instituição integra ensino, assistência e mais de cem estudos para avançar na saúde de crianças e adolescentes
    03/04/2026

    Hospital Pequeno Príncipe se despede do médico Eurípides Ferreira

    Pioneiro na oncologia pediátrica e no transplante de medula óssea, especialista dedicou mais de cinco décadas à instituição e é um dos grandes nomes de sua história
    Ver mais