Complexo, Hospital

UTI Neonatal do Pequeno Príncipe comemora 25 anos transformando vidas

Mais de seis mil bebês já passaram pela unidade de terapia intensiva, que atende os mais complexos casos desde 1991

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“O início da vida, apesar de, às vezes, não passar de 1 quilo, tem um peso enorme em nossas mentes e corações”. Foi com o sentimento de dedicação, aprimoramento, maturidade e, principalmente, aprendizado em equipe, que a coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Pequeno Príncipe – Dr. Ivan Beira Fontoura, Silmara Possas, ressaltou a gratidão na celebração de 25 anos da unidade. A festa, realizada no último sábado, dia 26, reuniu médicos, enfermeiros, diretores e pacientes que marcam esta história.

Desde a sua fundação, em 1991, a unidade de terapia intensiva atende casos complexos que envolvem bebês extremamente prematuros e neonatos que precisam de tratamento cirúrgico. Devido à alta complexidade, a equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por mais de cem colaboradores que se dedicam aos cuidados com os pacientes que ficam internados nos 20 leitos da unidade. “Compomos uma equipe heterogênea de formação, mas completamente homogênea de caráter, dedicação e esperança”, destacou a coordenadora. Ao longo destes 25 anos, mais de seis mil vidas passaram pela UTI Neonatal da instituição.

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“É dia de celebrar, mas mais do que isso, de agradecer. Agradeço a Deus por exercer a medicina, a nossa presidente voluntária Ety Gonçalves Forte por incentivar a evolução de todas as especialidades e confiar em todos nós. Ao médico Ivan Beira Fontoura, que há 25 anos previu a necessidade de uma unidade voltada aos neonatos e permitiu que colocássemos em prática. Ao médico Donizetti Giamberardino Filho, por acreditar que a Neonatologia é um pilar da Pediatria e no poder do trabalho em prol do ser humano. Ressalto que a UTI Neonatal nada seria sem o esforço da equipe médica e de enfermagem, que com valentia desvendam, diariamente, o estudo da arte da neonatologia”, pontuou Silmara.

O momento marcou a gratidão por todos aqueles que se dedicam ou se dedicaram neste serviço de forma altamente qualificada e comprometida, com eficiência técnico-científica e cuidado humanizado e de qualidade. “A instituição tem muito agradecimento e reconhecimento a essa equipe. Hoje é uma data marcante para que novos caminhos possam ser traçados”, salientou o diretor clínico do Hospital, Donizetti Giamberardino. “Sou grato e tenho orgulho por ter participado desde o início dos estudos da UTI Neonatal até a concretização da unidade. O Pequeno Príncipe é uma família para mim”, disse o primeiro coordenador da unidade e um dos percursores do serviço, Wilmar Mendonça Guimarães.

Histórias de superação

São considerados prematuros os bebês nascidos antes das 37 semanas de vida. Dentre os seis mil casos atendidos durante estes 25 anos de história da UTI Neonatal do Hospital Pequeno Príncipe – Dr. Ivan Beira Fontoura, três pacientes marcaram presença na festa do último sábado, dia 26. Conheça as histórias inspiradoras!

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Manuella, filha de Karine Ivanovski e Alex Sobral, nasceu com 30 semanas e com menos de 1,5 quilo. Devido à complexidade de seu caso, a menina foi submetida a uma microcirurgia logo em seu terceiro dia de vida para corrigir uma má-formação congênita que envolvia o esôfago, o estômago e o pulmão. Após os 50 dias de UTI e todo o cuidado recebido no Pequeno Príncipe, os pais são extremamente gratos. “Foi algo novo para nós e todos foram muito cuidadosos e solícitos. Além de toda a assistência do Hospital, ressalto a importância dos pais em toda a recuperação. A Manuella sempre soube que estávamos ali com ela”, disse a mãe Karine. Aos quatro meses, a menina teve seu primeiro passeio comemorando os 25 anos da unidade.

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André, filho de Miriam Sester Retorta e José Retorta Garcia, nasceu com 33 semanas, 28 cm e apenas 1,1 quilo, tendo que ficar na UTI por 47 dias. Considerado um dos casos mais emblemáticos, o menino adquiriu uma toxoplasmose durante a gravidez de sua mãe. Até os seis anos, André foi subnutrido extremo e tinha riscos de não conseguir nem falar. Hoje, aos 17 anos, ele é um vitorioso. Cursa técnico em Informática, mas sonha em seguir o Direito. Um ritual que a família faz em todo aniversário seu, em junho, é levar um bolo para a equipe e pais da UTI Neonatal. “Sou grato a todo trabalho desenvolvido pelo Pequeno Príncipe. Sem vocês, não estaria aqui hoje”, comentou o paciente André.

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Leonardo, filho de Elizangela Ferreira da Rosa e Adilson Rosa, também tem uma linda história de superação. Quem o vê correndo pelos corredores não imagina que o menino, hoje com quatro anos, já passou por quatro cirurgias. Leonardo nasceu com a síndrome do intestino curto, uma doença de má absorção resultante da ressecção cirúrgica do intestino delgado. A família ressalta que se hoje Leonardo está bem, é por causa de todo o cuidado e atendimento prestado no Hospital Pequeno Príncipe. “Trabalhei como técnica de enfermagem aqui na UTI Neonatal e não imaginava que um dia precisaria do serviço. Nada acontece por acaso e, no fim, tudo dá certo”, desabafou a mãe Elizangela.

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