Durante o fim de semana, a instituição participou de uma maratona em que participantes de diversas áreas do conhecimento uniram esforços para desenvolver soluções em saúde
As inovações no ambiente hospitalar precisam ser constantes. Pensando nisso, o Hospital Pequeno Príncipe apoia o Hacking Health, um movimento mundial em prol de soluções tecnológicas para a área da saúde. Como parte das ações do programa, foi realizado no último fim de semana o Hackathon, que contou com a participação da instituição. Durante os dias 14, 15 e 16, a maratona envolveu participantes de diversos setores do conhecimento, que uniram esforços para resolver problemas em saúde.
A ação colaborativa teve como obstáculo a ser ultrapassado a dificuldade dos fluxos de comunicação, e contou com aproximadamente 90 pessoas, divididas em 12 grupos, dispostas a quebrar essa barreira. “Profissionais de saúde, design, negócios e desenvolvimento de sistemas se reuniram para criar resoluções aos problemas impostos. Durante o Hackathon, que durou 48 horas de muito trabalho, os projetos foram potencializados e, no fim desse período, os participantes criaram um produto mínimo viável. Por fim, eles foram julgados e os três primeiros lugares foram premiados com incentivos para darem continuidade a seus trabalhos”, explicou a diretora de desenvolvimento global do Hacking Health, Annie Lamontagne.
Na abertura do evento, o diretor técnico do Pequeno Príncipe, Donizetti Dimer Giamberardino Filho, apresentou dois importantes princípios. “Precisamos lembrar que as informações dos pacientes são sigilosas e não podem, de forma alguma, expô-los. Além disso, toda ação está seguida de uma responsabilidade. Propor-se a dar informações de saúde não é tarefa fácil. O Hospital apoia a inovação e a utilização da inteligência para o bem. Contamos com vocês”, destacou o médico.
Após os três dias de trabalho intenso, o diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro, fez uma avaliação positiva de eventos colaborativos como o Hackathon. “Somos um Hospital quase centenário, mas precisamos nos manter contemporâneos. Pensamos sempre em inovação e acreditamos que as soluções para os desafios impostos em saúde ocorrem com o apoio de toda a sociedade”, concluiu. O diretor foi um dos jurados que avaliaram os produtos desenvolvidos.
Campeões
Os vencedores do Hackathon foram premiados com mentorias para seus projetos, um servidor de hospedagem, bolsas de estudo e participação em um evento global. Confira quem foram os campeões:
1.º lugar – Grupo BearLuv
A equipe propôs um aplicativo que utiliza um assistente pessoal (urso de pelúcia) com “gamificação” para adesão de crianças em tratamento de câncer às rotinas saudáveis. 2.º lugar – Grupo HospiTALK
Consiste em um aplicativo que busca facilitar a comunicação entre profissionais de saúde e pacientes, evitando a administração incorreta de medicamentos. 3.º lugar – Grupo LEPIO Health Assistant
Uma plataforma em tempo real na qual o principal objetivo é salvar dados e interações de pacientes desde a entrada até a alta hospitalar. Mais votado pelo público – Grupo Helppo
Um aplicativo com o objetivo de captar sinais de alerta para imunodeficiências primárias e indicar potenciais pacientes para que a equipe médica inicie a investigação do diagnóstico.
Apoio do Pequeno Príncipe
O apoio do Pequeno Príncipe ao Hacking Health não se resumiu à participação no Hackathon. A instituição cedeu espaço para a realização de duas clínicas preliminares à maratona, nas quais as dificuldades em saúde foram listadas. Além disso, dois profissionais do Hospital atuaram como mentores do Hackathon, o médico Fábio Motta e a coordenadora do Núcleo da Qualidade, Roseli Matos. A equipe mais votada pelo público, Helppo, também contou com a participação de colaboradores do Pequeno Príncipe, a imunologista e alergista, Carolina Prando, e o informata biomédico Nicolas Pansardi.
Para o médico Fernando Carbonieri, um dos organizadores do evento, o apoio do Hospital foi fundamental. “A instituição foi pioneira e abraçou logo a ideia. Trouxe substrato intelectual e uma direção com a mente aberta para a inovação”, declarou.
Criar um ambiente onde a criança possa explorar diferentes interesses, sem pressão, mas com incentivo, é um passo importante para o desenvolvimento integral
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