Oficina “Outras Formas de Olhar” traz conceitos de acessibilidade aos pacientes do Pequeno Príncipe - Hospital Pequeno Príncipe

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Oficina “Outras Formas de Olhar” traz conceitos de acessibilidade aos pacientes do Pequeno Príncipe

Por meio da ação, que beneficia a instituição, os participantes são sensibilizados pela causa dos deficientes visuais
16/09/2019
As atividades fizeram com que pacientes e responsáveis refletissem sobre a realidade dos deficientes visuais.

Tema emergente, a necessidade de garantir acessibilidade aos deficiente visuais vem ganhando espaço nas discussões sociais. Estima-se que cerca de 36 milhões de pessoas no mundo são cegas e outras 217 milhões têm baixa visão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

É essa a temática do projeto “Histórias e Memórias do Instituto Paranaense de Cegos”. A ação, que beneficia o Pequeno Príncipe, promove as oficinas “Outras Formas de Olhar”, no Setor de Educação e Cultura (EDUC) do Hospital, que têm a intenção de dialogar e refletir sobre a questão da deficiência visual, em paralelo com a arte.

Uma das idealizadoras da oficina, Adriana Villar, vê a atividade como parte fundamental para abordar os temas de acessibilidade. “A intenção é trazer dinâmicas que sensibilizem as pessoas que enxergam e trazer um pouquinho da vivência dos deficientes visuais. Nós trazemos atividades de percepção tátil, livros com escrita em braile e imagens com audiodescrição”, explica.

Na oficina, os pacientes colocam vendas e acompanham desenhos animados, somente com audiodescrição. As crianças também exploram, a partir do tato,  objetos cotidianos. Para finalizar a atividade, todos os participantes criam desenhos em relevo e são desafiados, sem o auxílio da visão, para que descubram a ilustração feita pelo outro participante.

Sarah Tairá Bianchini Albuquerque, 16 anos, participou da oficina cultural no Hospital Pequeno Príncipe e gostou muito da ação. “Eu achei muito legal, porque mostra experiências diferentes, revela uma outra forma de sentir. É bem interessante, porque você nunca pensa como o outro está se sentindo ou como é a realidade do outro”, conta.

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