Notificação de caso de febre amarela no Paraná exige atenção especial de toda população
Um alerta importante: foi registrado em Antonina, município do litoral do Paraná, o primeiro caso de febre amarela no estado este ano. Desde 2015 não haviam notificações da doença, que exige atenção especial de toda população.
Com o caso do jovem de 21 anos, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nessa terça-feira, dia 29, além da confirmação da presença do vírus da febre amarela em macacos encontrados mortos na mesma região, a imunização faz-se necessária. “A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem próximas às áreas de epizootia, praticamente todo o mapa do Brasil agora. Ela já está na rotina do calendário pediátrico para todo o Brasil a partir de 9 meses – 1 ano de idade”, explica a médica e coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar (SECIH) do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Giamberardino.
Em situações de epidemias, lembra a especialista, a vacina poderá ser aplicada a partir dos 6 meses até os 60 anos. “Acima dos 60 anos, poderão receber 1 dose após avaliação médica e se não estiverem em uso de medicação imunossupressora”, completa.
Em relação às crianças, a médica faz uma ressalva importante: “As que receberam 1 dose antes dos 2 anos de idade deverão fazer uma segunda dose até os 4 anos, devido ao risco de falha primária”, reitera Heloisa Giamberardino.
Mais de 4 mil pessoas foram imunizadas em Antonina nos últimos dias. A orientação da Sesa é que os moradores de Curitiba, região metropolitana e litoral que ainda não se vacinaram contra a febre amarela procurem um posto de saúde.
Os sintomas da doença são febre com início súbito em pessoas que nunca tomaram a vacina contra a febre amarela ou com vacinação há menos de 10 dias e que tenham passado por áreas de matas, rios ou áreas de circulação viral comprovada nos últimos 15 dias. Essas condições devem estar associadas a outros dois ou mais sinais, como cefaleia, náusea, vômitos, dor articular, dor abdominal, dor lombar, icterícia ou hemorragias.A Sesa orienta que toda informação sobre macacos mortos e ocorrência de casos suspeitos sejam imediatamente notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que está em plantão permanente. Os telefones são (41) 99117-3500 e (41) 99917-0444.