Mielomeningocele: ácido fólico é aliado na prevenção da doença

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Mielomeningocele: ácido fólico é aliado na prevenção da doença

Neste Dia Internacional da Mielomeningocele, o Pequeno Príncipe ressalta os benefícios de a vitamina ser consumida ainda na gestação
25/10/2022
mielomeningocele
No Hospital Pequeno Príncipe, o cuidado aos pacientes com mielomeningocele engloba desde a cirurgia de correção até o processo de reabilitação.

 

A mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida, é caracterizada por uma malformação da coluna vertebral. Essa alteração ocorre no período embrionário, não tem cura e apresenta múltiplas causas. Entre os fatores de risco está a deficiência de ácido fólico (vitamina B9), que possui um papel importante no processo da multiplicação celular no feto em formação. Por isso, neste Dia Internacional da Mielomeningocele, o Hospital Pequeno Príncipe destaca o benefício de se consumir ácido fólico antes e durante a gestação para auxiliar na prevenção dessa condição.

A suplementação de ácido fólico é indicada para prevenir malformações como a mielomeningocele, que está associada a alterações graves, como hidrocefalia, bexiga neurogênica, cifoescoliose e deformidades ortopédicas nos membros inferiores. “Se a mulher está em idade fértil, é sexualmente ativa e pretenda engravidar, é importante fazer o uso de suplementação de ácido fólico antes do início da gestação”, explica o neurocirurgião e chefe do Serviço de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Adriano Keijiro Maeda.

No Brasil, a fortificação com ácido fólico é realizada nas farinhas de trigo e milho. Entretanto, o neurocirurgião enfatiza a importância de políticas públicas visando à suplementação em alimentos mais acessíveis. “Essa é uma doença muito relacionada a épocas de turbulência social e desnutrição. No país, temos realidades muito diversas. Nem todos têm acesso a farinha de trigo, por exemplo, e o prato típico da mesa do brasileiro, o arroz e feijão, não é fortificado”, ressalta.

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A hidrocefalia é uma das alterações mais graves da mielomeningocele.

Sobre a mielomeningocele

A mielomeningocele é uma malformação da coluna vertebral e da medula espinhal que ocorre numa fase inicial da formação do embrião. A ocorrência é de um para cada mil nascidos vivos. A doença tem consequências variadas, dependendo da gravidade de cada caso, e pode ser diagnosticada a partir da 18.ª semana de gestação pelo ultrassom. Existem dois tipos de tratamentos: o intraútero, por meio da cirurgia fetal, e o pós-natal, com o fechamento cirúrgico do defeito congênito.

Com o desenvolvimento da medicina fetal, o neurocirurgião informa que o tratamento intrauterino tem sido priorizado devido à diminuição do risco de alterações graves. “Estão sendo desenvolvidas técnicas cirúrgicas para o tratamento pré-natal da mielomeningocele. Desta forma, o feto é operado antes do término da gestação, visando à diminuição de ocorrências de hidrocefalia e melhora das alterações urológicas e ortopédicas”, completa Maeda.

Em razão da gravidade dos problemas associados à mielomeningocele, o chefe do Serviço de Urologia do Pequeno Príncipe, Antonio Carlos Amarante, frisa a importância da assistência de uma equipe multidisciplinar. “Cada paciente tem suas particularidades e deve ser acompanhado por diferentes especialistas; por exemplo, um ortopedista para avaliar e tratar os possíveis problemas de marcha e de postura, assim como por um cirurgião, neurocirurgião ou urologista pediátricos, para atender outras necessidades de tratamento”, reforça.

Clique aqui e baixe gratuitamente o manual com mais informações e cuidados sobre a mielomeningocele disponibilizado pelo Pequeno Príncipe por meio do Projeto Saber + Participar Melhor.

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O Laboratório Computadorizado de Marcha do Pequeno Príncipe é o único em funcionamento no estado destinado às avaliações clínicas de pacientes.

 

Cuidado multidisciplinar

O Hospital Pequeno Príncipe conta com uma linha de cuidado específica aos pacientes em tratamento com mielomeningocele, que engloba desde a cirurgia de correção até o processo de reabilitação. Desde 2013, a instituição conta com um trabalho de assistência, inclusão social e garantia de direitos desenvolvido pelo Programa Appam. O espaço foi ampliado, incorporando novos públicos e serviços, e hoje é chamado de Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe. As famílias e pacientes usufruem os serviços promovidos de forma gratuita, entre eles: fisioterapia, hidroterapia, terapia ocupacional, psicologia, assistência social e atividades de educação, cultura e lazer.

“No momento, atendemos pacientes com todas as deficiências, de maneira interdisciplinar, com base no modelo centrado na família”, realça a coordenadora do Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe, Patricia Bertolini Izidorio. A profissional menciona também o Laboratório Computadorizado de Marcha, que é o único em funcionamento no estado destinado às avaliações clínicas de pacientes. “Todos esses serviços contribuem para uma condução terapêutica mais eficiente, assertiva e personalizada de pessoas com deficiência física”, finaliza.

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