Fator genético é essencial para o diagnóstico de colesterol alto - Hospital Pequeno Príncipe

Notícias

Fator genético é essencial para o diagnóstico de colesterol alto

Neste Dia Nacional de Combate ao Colesterol, 8 de agosto, o Pequeno Príncipe destaca a importância de manter os níveis de gordura no organismo equilibrados, a fim de evitar problemas cardíacos
08/08/2017

O colesterol é um tipo de gordura que contribui para a formação das membranas envoltas nas células, produção de hormônios e de vitamina D. Parte dele provém de produtos de origem animal (carne vermelha, ovos e bacon) e outra é produzida pelo fígado. Seu excesso é prejudicial e aumenta os riscos de problemas cardíacos. Além da má alimentação, o fator genético é essencial para o diagnóstico de colesterol alto.

“Em adultos, o estilo de vida sedentário e o consumo de fast foods, por exemplo, podem levar à obesidade e também ao diabetes, que contribuem para o aumento do colesterol. Em crianças e adolescentes, o fator de risco realmente importante é ter o pai ou a mãe com a gordura em níveis elevados. A partir daí, uma vida pouco saudável já pode agravar a situação”, explica a médica endocrinologista do Hospital Pequeno Príncipe, Rosângela Rea.

O público infantojuvenil corre ainda mais riscos. “Uma criança ou adolescente com aumento de colesterol permanecerá muitos anos com níveis elevados no sangue, o que poderá aumentar em até 30 vezes o risco de problemas cardíacos”, destaca a médica.
Não existem sinais ou sintomas de aumento do colesterol. Em casos extremos podem aparecer pequenos depósitos ou tumores benignos compostos de matérias gordurosas. Para seu diagnóstico é indispensável a realização de exames de sangue. “Deve ser feito em todas as crianças com mais de 10 anos e, se o pai ou a mãe tiverem colesterol alto, antes mesmo disso”, aponta a profissional.

Para diminuir os índices de colesterol no organismo é preciso manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas, mas nem sempre isso é o suficiente. “Nos casos de herança genética, faz-se necessário o uso de medicamentos. O pediatra saberá indicar o melhor tratamento e identificar situações nas quais o paciente deverá ser encaminhado a um especialista”, afirma a endocrinologista.

HDL e LDL
Existem dois tipos de colesterol. O LDL é considerado “ruim”, porque se deposita nos vasos sanguíneos e pode interromper a circulação, o que pode causar, por exemplo, infarto. Ao contrário, o HDL é o “bom”. Os estudos indicam que ele pode remover o excesso de colesterol das placas encontradas nos vasos e proteger contra o infarto.

+ Notícias

19/03/2026

Como agir no caso de picada de cobra em crianças?

Os primeiros sintomas geralmente aparecem no local atingido e variam conforme o tipo de veneno
11/03/2026

Exposição de bebês à sujeira: qual é o equilíbrio entre proteção e exposição?

O sistema imunológico precisa de estímulos para amadurecer, mas o momento e os cuidados certos fazem toda a diferença
06/03/2026

Transtorno de conduta na infância e adolescência: como identificar?

O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são fundamentais para reduzir impactos familiares, escolares e sociais
25/02/2026

Como diferenciar o bicho-de-pé e o bicho geográfico?

Saber identificá-los evita complicações, infecções e dor desnecessária
24/02/2026

Nota de repúdio à decisão do TJ-MG

O Hospital Pequeno Príncipe, há mais de cem anos, atua pela defesa da proteção integral de crianças e adolescentes
18/02/2026

Dieta cetogênica no controle da epilepsia

Estratégia nutricional terapêutica ajuda a reduzir crises em crianças com quadros de difícil controle
Ver mais