Cardiopatias congênitas exigem atenção - Hospital Pequeno Príncipe

Notícias

Cardiopatias congênitas exigem atenção

Anomalias que ocorrem durante a formação do feto atingem dez crianças em cada mil nascidos vivos; cirurgias são indicadas na maioria dos casos
29/12/2014
O Hospital Pequeno Príncipe é referência em tratamentos cardiológicos.
O Hospital Pequeno Príncipe é referência em tratamentos cardiológicos.

Dez crianças em cada mil nascidos vivos. Essa é a incidência de cardiopatias congênitas, doenças comuns e que requerem atenção dos pais, visto que muitas delas necessitam de tratamento cirúrgico nos primeiros meses de vida. Por isso, ao verificar sintomas como dificuldade para mamar, baixo ganho de peso, cansaço ou desânimo, e coloração azulada no lábio e nas unhas, um médico deve ser procurado.

De acordo com o cardiologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe Nelson Miyague, as doenças que apresentam maior risco nos primeiros meses de vida e que se manifestam com maior frequência são a transposição das grandes artérias, a coarctação da aorta e a drenagem anômala de veias pulmonares. O médico salienta que boa parte dos casos de cardiopatias congênitas necessita de cirurgia. “Em torno de 35% das crianças com essas doenças complexas precisam de tratamento cirúrgico no primeiro ano de vida. A mortalidade é extremamente alta nesses pacientes”, ressalta.

A explicação está na complexidade dessas doenças. Nas cardiopatias congênitas, por exemplo, existem comunicações entre as câmaras do coração, ou comprometimento valvar, que não podem ser curadas com medicação.“Na cardiologia pediátrica, o tratamento geralmente inclui um procedimento cirúrgico. Muitas necessitam de tratamento medicamentoso como terapêutica auxiliar, mas nunca curativa”, reitera Miyague.

A mais frequente
Miyague ressalta que a mais frequente das cardiopatias congênitas complexas é a transposição das grandes artérias. “Se não forem operadas precocemente, 50% das crianças com a enfermidade morrem no primeiro mês de vida e somente 5% conseguem sobreviver após o primeiro ano”, alerta. “Mas a cirurgia muda a história natural dessas doenças. A saúde dos pacientes é transformada e eles têm a possibilidade de desenvolvimento semelhante ao das crianças sadias”, completa.

Transplante
Em alguns casos, o transplante de coração é o tratamento indicado. Um exemplo é quando a miocardiopatia dilatada se manifesta. “Essa enfermidade compromete toda a musculatura do coração”, explica o cardiologista. “Fazemos uma cirurgia paliativa para desenvolver a criança e posteriormente o transplante cardíaco”, acrescenta.

Cardiologia em números
O Hospital Pequeno Príncipe realiza em média:
520 cirurgias por ano;
421 cateterismos anualmente, sendo 295 para diagnóstico e 126 terapêuticos;
700 ecocardiogramas por mês;
3 transplantes de coração foram realizados de janeiro a novembro deste ano.

+ Notícias

23/06/2022

Festas juninas pedem atenção redobrada com a alimentação das crianças

Pequeno Príncipe alerta que o consumo de doces e de comidas típicas pode prejudicar condições de saúde já existentes
21/06/2022

Asma: vacinas atuam na redução de doenças que afetam o sistema respiratório

A doença não possui um imunizante específico, mas existem outras vacinas que auxiliam nas síndromes respiratórias
17/06/2022

Corpus Christi: Pequeno Príncipe recebe bênção do Santíssimo Sacramento

A ação, realizada em carro aberto, fez parte da programação especial organizada pela Arquidiocese de Curitiba
14/06/2022

Doar sangue é um ato de amor ao próximo

Neste Dia Mundial do Doador de Sangue, o Pequeno Príncipe reforça a importância desse ato de solidariedade, que pode salvar até quatro vidas
13/06/2022

Albinismo é distúrbio raro que precisa de cuidado multidisciplinar

A condição é definida pela ausência ou diminuição importante na produção de melanina – pigmento que determina a cor da pele, dos olhos e do cabelo
12/06/2022

Cardiopatias congênitas: diagnóstico precoce é fundamental para tratamento assertivo

O conjunto de doenças pode ser descoberto ainda na gravidez, com o ecocardiograma fetal, ou nos primeiros dias após o nascimento, por meio do teste do coraçãozinho
Ver mais