Agradecer faz bem para a saúde física e mental - Hospital Pequeno Príncipe

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Agradecer faz bem para a saúde física e mental

Neste Dia Internacional do Obrigado, o Hospital Pequeno Príncipe dá dicas de como falar sobre gratidão com as crianças
10/01/2022
O ato de agradecer auxilia também na saúde mental.

De forma geral, o hábito de reclamar é mais comum que o de agradecer, pois isso está relacionado à questão cultural, histórica, social e biológica. Por isso, a gratidão precisa ser praticada e desenvolvida, e é importante que esse hábito comece ainda na infância. Neste Dia Internacional do Obrigado, celebrado em 11 de janeiro, o Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do país, reforça que reconhecer as vivências e os atos positivos realizados por outras pessoas pode contribuir com a saúde mental.

A gratidão pode ajudar a promover e manter relacionamentos afetivos que produzem satisfação pessoal, cooperação e coesão social, senso de comunidade e equilíbrio. De acordo com a psicóloga Angelita Wisnieski da Silva, do Hospital Pequeno Príncipe, a melhor forma de falar sobre questões abstratas e subjetivas com as crianças, como a importância de agradecer, é com o próprio exemplo dos adultos que convivem com elas.

É fundamental que as crianças reconheçam desde cedo o que é positivo.

“É fundamental que os adultos ajudem a criança a reconhecer o que de positivo há na sua vida; a perceber o que os outros fazem por ela e que as ações de outras pessoas trazem o bem e a satisfação. A gratidão vai além de ensinar a agradecer, a dizer ‘obrigado’. Ser grato tem mais a ver com a consciência individual em perceber e atribuir valor ao ser prestigiado por uma dádiva, seja ela abstrata [por ex., a criança está calma, com a saúde em equilíbrio], intencional [por ex., alguém faz algo pela criança] ou concreta [por ex., alguém dá algo para a criança]”, exemplifica a psicóloga.

Na adolescência, a tendência a viver e expressar gratidão se desenvolve de acordo com fatores pessoais e ambientais. A presença do sentimento e o hábito de expressá-lo nas relações familiares, entre os amigos, mídia e redes sociais contribuem para o desenvolvimento da gratidão. “Esse sentimento pode influenciar que emoções autodestrutivas, frequentes na adolescência, sejam transformadas em sensações fortalecedoras e reparadoras”, frisa Angelita.

Atitudes para auxiliar a criança a perceber o outro
Veja como mostrar aos meninos e meninas como a ação intencional do outro faz bem para a criança:
– na espera por um prato no restaurante, é importante que a família explique e mostre para a criança que alguém está dedicando-se a atendê-los;
– esse mesmo ato pode ser feito em um atendimento de saúde, no qual outras crianças às vezes precisam de mais atenção e cuidados naquele momento;
– em casa, ao limpar e organizar o ambiente, é importante que a criança entenda que o ato contribui para seu bem-estar e que há intenção, dedicação, cuidado e amor.

Diário da gratidão: coloque o ato de agradecer na sua rotina diária!

Escrever ou desenhar os motivos pelos quais é grato ajuda no bem-estar emocional.

Os pequenos não têm maturidade para compreensões abstratas, como o sentimento de gratidão. Por isso, é importante que os adultos os ajudem a entender que alguém quis ajudar, dedicou-se e se esforçou pela criança. Alguns estudos e especialistas sugerem a confecção de um “diário da gratidão”. Criar o hábito de escrever (ou desenhar), no fim do dia, algo pelo qual você é grato e, diariamente ou sempre que for necessário, ler as razões pelas quais se é grato pode ajudar no desenvolvimento da gratidão como hábito de vida. “Cultivar esse sentimento pode ajudar a manter o bem-estar emocional, reduzir a proporção do que nos faz mal e, assim, minimizar os fatores desencadeadores de estresse, promovendo bem-estar e saúde mental”, reforça a psicóloga.

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