Veja a trajetória do paciente Emanuel Tejo Rosa

“Até os 3 anos, o Emanuel nunca tinha ficado doente. Mas um dia, meu menino teve uma febre muito forte. Fomos até o hospital em Salvador e, após vários exames, recebemos o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda (LLA) do tipo B [tipo de câncer agressivo da medula óssea que afeta os glóbulos brancos]. Enfrentamos blocos de quimioterapia, e o câncer entrou em remissão. Três anos depois, fui dar banho no meu filho e percebi que o testículo dele estava rígido. Fomos até o médico, e a biópsia apontou que a doença tinha voltado. Novamente, passamos por todo o tratamento, e foi para manutenção. Em 2024, o Emanuel vivia uma vida normal, frequentava a escola e jogava futebol. Mas, novamente, durante o acompanhamento, notou-se que a hemoglobina dele estava oscilando muito. Os resultados dos exames de hemograma e mielograma apontaram que mais de 90% da medula estava tomada por células cancerígenas. Seguimos para o tratamento e começamos a busca por um doador, pois seria preciso realizar o transplante de medula óssea. O pai foi o doador, e o transplante deu certo. A medula pegou, mas ocorreu a rejeição, o que pode acontecer. Foi quando os médicos nos deram a alternativa de fazer o tratamento de células CAR-T [terapia avançada contra alguns tipos de câncer que utiliza as próprias células de defesa do paciente (linfócitos T) para que reconheçam e destruam células cancerígenas]. Foi então que viemos para o Pequeno Príncipe para seguir com o tratamento, novo no Brasil, mas que tem bons resultados. Durante o processo, recebemos a notícia de que a LLA tinha voltado no testículo e na medula. Seguimos com a infusão e as quimioterapias, e hoje a medula dele está limpa. No começo, deu um pouco de medo, pois você vai para um estado diferente passar por um processo sozinha. Mas eu gostei muito do Hospital. Aqui encontrei acolhimento e humanização. Se você for fazer um procedimento particular, pelo SUS ou convênios, é o mesmo atendimento. Eu amei o Pequeno Príncipe, gostei de tudo. É difícil encontrar instituições que pensam no acompanhante durante o tratamento. E aqui no Hospital, senti que enfrentar esse momento difícil foi um pouco mais leve, pois fui muito bem-acolhida. Mensalmente, estamos no Pequeno Príncipe para exames e consultas. As equipes médicas e de enfermagem do Transplante de Medula Óssea [TMO] e da Hematologia são perfeitas. Além dos profissionais maravilhosos da higienização e da cozinha. Todos nos acolheram e nos trataram muito bem. Uma palavra positiva e um gesto de afeto ajudam a enfrentarmos esses momentos. Eu me apaixonei por Curitiba. As pessoas são muito educadas. E quando você fala do Pequeno Príncipe, todos dizem que é um ótimo hospital e já te acolhem. É bem legal.”
Laís Carvalho Tejo, mãe do paciente Emanuel Tejo Rosa. O menino percorreu mais de dois mil quilômetros — de Salvador, na Bahia, a Curitiba, no Paraná — para realizar o tratamento inovador CAR-T Cell no Pequeno Príncipe, que reprograma geneticamente as células de defesa (linfócitos T) do próprio paciente em laboratório para que reconheçam e destruam células cancerígenas. Emanuel foi atendido pelas equipes dos serviços de Transplante de Medula Óssea e de Oncologia e Hematologia da instituição.