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Jantar de Investidores no Rio de Janeiro reforça compromisso com a saúde infantojuvenil

Até os 7 anos, João Francisco Ferreira Diniz não havia apresentado problemas de saúde. Uma crise convulsiva, porém, mudou a trajetória de sua família e deu início a uma busca por respostas. O diagnóstico foi de uma doença rara, neurodegenerativa e fatal: leucodistrofia metacromática (LDM). Foi com essa história que Luciana Patrícia dos Santos Ferreira, mãe de João Francisco, iniciou seu depoimento durante o Jantar de Investidores do Complexo Pequeno Príncipe, realizado no Rio de Janeiro.
A busca por alternativas levou a família ao Hospital Pequeno Príncipe, onde João passou a ser acompanhado por profissionais de diferentes especialidades. Assim, Luciana encontrou uma rede de cuidado preparada para acolher a criança e sua família ao longo de toda a jornada. “A gente não consegue diferenciar quem está sendo atendido pelo SUS, por plano de saúde ou de forma particular. Todas as crianças recebem o mesmo cuidado”, destacou a mãe.
A história de João Francisco representou, naquela noite, a de milhares de famílias que encontram no Pequeno Príncipe atendimento especializado, acolhimento e novas possibilidades diante de diagnósticos complexos.
Filantropia fortalece a saúde pública e o cuidado integral
O encontro reuniu investidores sociais para compartilhar os principais resultados alcançados pelo Complexo Pequeno Príncipe em 2025 e demonstrar como o apoio da sociedade se transforma em assistência, pesquisa, ensino, inovação e esperança.
Durante a apresentação, o vice-diretor de Inovação e Tecnologia do Complexo Pequeno Príncipe, Luiz Álvaro Carneiro, contextualizou a importância das instituições filantrópicas para o sistema de saúde brasileiro. “Hoje, 61% dos internamentos de alta complexidade, 70% dos transplantes de órgãos, 67% dos atendimentos oncológicos e 37% dos leitos de UTI no Brasil são realizados por instituições filantrópicas, como o Pequeno Príncipe.”
Segundo Luiz Álvaro, embora o sistema de saúde seja público, uma parcela expressiva dos procedimentos mais especializados é realizada por instituições filantrópicas. “A alta complexidade precisa de um número de centros maior do que existe hoje.”
A diretora-executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro, agradeceu a confiança dos investidores e destacou que o cuidado oferecido pela instituição sempre foi pensado de maneira integral. “O Pequeno Príncipe sempre foi uma organização que pensou de forma integral, não apenas nas questões de saúde, mas também na presença da família, na garantia de direitos, na educação e na cultura.”
Ela lembrou que os recursos recebidos permitem investir em equipamentos, ampliar estruturas e desenvolver iniciativas que respondem às necessidades específicas de crianças com quadros de alta complexidade.

Abrir um futuro para cada criança
A importância de concentrar conhecimento, equipes especializadas e tecnologia em um mesmo lugar foi abordada pelo chefe do Serviço de Transplante Hepático do Hospital Pequeno Príncipe, José Sampaio.
Para explicar a estrutura necessária à alta complexidade, ele comparou o Hospital à Cidade do Samba, no Rio de Janeiro. Assim como a reunião de profissionais, fornecedores, tecnologia e conhecimento contribuiu para transformar o carnaval carioca em referência mundial, a integração de diferentes especialidades permite que o Pequeno Príncipe ofereça tratamentos que poucos centros conseguem disponibilizar.
Segundo o médico, somente quatro centros brasileiros realizam regularmente transplantes de fígado em crianças com menos de dez quilos. Entre eles, o Hospital Pequeno Príncipe é o único filantrópico aberto a pacientes do SUS, de planos de saúde e particulares, mantendo o mesmo padrão assistencial.
Nos últimos seis anos, o serviço realizou mais de 130 transplantes e recebeu pacientes de 21 estados brasileiros. A estrutura também permitiu atender Carmen, uma bebê do Paraguai que não tinha acesso ao procedimento em seu país e foi encaminhada a Curitiba para fazer o tratamento.
Ao agradecer aos investidores, José Sampaio resumiu o impacto desse apoio em sua rotina profissional. “Quando a gente sabe que algo pode ser feito por uma criança, é muito triste dizer que não há disponibilidade. Quando negamos uma oportunidade a uma criança, deixamos de abrir um futuro inteiro. Obrigado por eu não ter que negar oportunidades aos meus pacientes.”
Resultados impactam novos investimentos
A prestação de contas também foi um momento para ouvir os representantes de organizações que apoiam o Complexo Pequeno Príncipe.
“Os números são impressionantes, a excelência de tudo o que vocês fazem também, mas, sobretudo, é sobre pessoas. É aí que a gente se encontra, porque a Icatu também é uma empresa que protege vidas. Ter uma parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, que é um centro de excelência e trata as pessoas de maneira humanizada, está totalmente ligado ao que a gente acredita. São números incríveis, mas que representam impactos reais em pessoas. É nisso que a gente acredita e é nisso que queremos ajudar o máximo que pudermos.” — Simone Grossmann, diretora de Pessoas e Sustentabilidade da Icatu
“Quando algo tem uma boa reputação, isso vale mais do que muita coisa. A boa reputação que vocês vêm construindo ao longo do tempo é percebida a cada prestação de contas e a cada reunião com a equipe. O nosso argumento é que o Pequeno Príncipe acolhe crianças e famílias de todo o Brasil, inclusive dos estados por onde passa a nossa linha. Há pessoas desses locais que já passaram, passam ou ainda passarão pelos cuidados humanos, profissionais e técnicos do Hospital. Quando a gente fala de criança e de alta complexidade, existe a precisão necessária para o procedimento e, ao mesmo tempo, o calor de não desistir. A gente acredita 100% que vocês fazem sempre o máximo.” — Ton Chen, gerente administrativo da Belo Monte
O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Parcerias e Meios de Implementação (ODS 17).