Bate-Bate Coração: projeto inova no cuidado das cardiopatias

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Bate-Bate Coração: projeto inova no cuidado das cardiopatias congênitas

A iniciativa conecta UTIs neonatais regionais ao Hospital Pequeno Príncipe por meio da telemedicina pediátrica
25/03/2026
projeto Bate-Bate Coração
O projeto Bate-Bate Coração se destaca por usar a telemedicina para regionalizar o cuidado com a saúde infantil.

O Paraná registra cerca de 150 mil nascimentos por ano, com estimativa de que aproximadamente 1.200 bebês apresentem cardiopatia congênita, dos quais perto de 400 necessitem de cirurgia ainda no período neonatal. Diante de um cenário de alta demanda e para garantir um melhor cuidado, o Hospital Pequeno Príncipe desenvolveu o projeto Bate-Bate Coração. A primeira parceria dessa iniciativa, firmada com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), levará diagnóstico a mais pacientes por meio da telemedicina.

Nesse contexto, o objetivo é acelerar o diagnóstico e o cuidado dos bebês cardiopatas, promovendo uma resposta rápida, integrada e eficaz na rede de saúde. A detecção ainda na gestação, a escolha do local do parto e o cuidado pós-natal são etapas essenciais, segundo o cardiologista Cassio Fon Ben Sum, diretor-técnico do Hospital Pequeno Príncipe. “Queremos contribuir para que as unidades de saúde do estado estejam preparadas para o atendimento e conectadas para efetivar o melhor desfecho clínico de cada caso”, explica.

No Paraná, as cardiopatias congênitas representam um desafio relevante de saúde pública. Entre 2015 e 2024, essas condições estiveram associadas a 9,7% das mortes de crianças menores de 1 ano, demonstrando a importância de estratégias estruturadas para diagnóstico e tratamento precoce. “O impacto da iniciativa se insere em um cenário de alta demanda, e o projeto Bate-Bate Coração foi desenvolvido para oferecer suporte remoto a uma parcela desses casos, promovendo um cuidado mais ágil, seguro e recebendo apoio institucional e financeiro da Sesa”, diz o diretor-corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro.

Como funciona o projeto Bate-Bate Coração?

Com foco na redução da mortalidade neonatal e morbidade infantil especialmente por cardiopatias congênitas, o projeto Bate-Bate Coração conecta UTIs neonatais regionais ao Hospital Pequeno Príncipe por meio da telemedicina pediátrica. A iniciativa inclui:

  • construção de uma linha de cuidado ao cardiopata congênito;
  • interação em tempo real entre as equipes locais e os especialistas do Hospital;
  • compartilhamento seguro de exames e imagens entre hospitais;
  • sala de situação dedicada à teleconsultoria no Pequeno Príncipe;
  • capacitação de profissionais locais e implementação de protocolos clínicos.

A primeira fase envolve o Hospital Regional do Norte Pioneiro (Santo Antônio da Platina), Hospital Norospar (Umuarama), Santa Casa de Paranavaí, Santa Casa de Irati e Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecotis (Francisco Beltrão).

As teleconsultorias no Paraná começaram no segundo semestre de 2025 e, em poucos meses, essas ações já apresentaram resultados relevantes. Até o momento, foram mais de 700 discussões de casos clínicos, envolvendo a avaliação de 205 recém-nascidos e a participação de 49 profissionais das unidades hospitalares que integram a iniciativa. Nesse período, 32 pacientes foram diagnosticados com cardiopatia; desses, quatro precisaram ser transferidos.

O que são cardiopatias congênitas?

A cardiopatia congênita é uma alteração no coração que surge ainda durante a formação do feto, podendo ser leve, moderada ou grave. No cenário nacional, cerca de 30 mil crianças nascem com essa condição todos os anos. E 90% dos casos ocorrem sem fator de risco conhecido, o que evidencia a relevância do diagnóstico precoce, segundo o Ministério da Saúde.

Além disso, as cardiopatias congênitas estão entre as principais causas de falecimento na infância, sendo a terceira maior razão de óbito neonatal. Contudo, o diagnóstico pode ser feito ainda na gestação, por meio do ecocardiograma fetal — exame que avalia o funcionamento do coração do bebê.

Com a sanção da Lei 14.598/2023, exames como o ecocardiograma fetal e a ultrassonografia especializada agora são garantidos pelo SUS. Essa conquista fortalece o diagnóstico precoce e o acesso à saúde de qualidade para milhares de famílias brasileiras. No Paraná, o projeto Bate-Bate Coração se destaca por usar a telemedicina para regionalizar o cuidado com a saúde infantil.

Sinais de alerta para cardiopatias congênitas

Após o nascimento, o teste do coraçãozinho, realizado entre 24 horas e 48 horas de vida, também é essencial para detectar possíveis alterações cardíacas graves. Portanto, fique atento aos sinais de que o coração precisa de cuidados.

  • Em bebê: pontas dos dedos e/ou língua roxas; transpiração e cansaço excessivos durante as mamadas; respiração acelerada enquanto descansa; dificuldade em ganhar peso; e irritação frequente e choro sem consolo.
  • Em criança: cansaço excessivo durante a prática de atividades físicas; crescimento e ganho de peso de forma não adequada; infecções pulmonares repetitivas, lábios roxos e pele mais pálida quando brinca muito; coração com ritmo acelerado; e desmaio.

Excelência que pulsa no cuidado

Reconhecido nacionalmente, o Hospital Pequeno Príncipe é um dos mais importantes centros brasileiros de cardiologia pediátrica. E é referência no diagnóstico e tratamento de cardiopatias congênitas. A instituição oferece cuidado integral que inclui desde consultas e exames até cirurgias complexas e transplantes cardíacos com o suporte de equipes experientes e multiprofissionais. Em 2025, foram realizadas 598 cirurgias cardíacas, sendo 92 em bebês com menos de 1 mês de vida, além de 12 transplantes de coração e 34 transplantes de válvulas cardíacas.

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