Ansiedade na volta às aulas: como identificar e ajudar?

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Como identificar sinais de ansiedade na volta às aulas?

Perceber as mudanças emocionais e comportamentais é o primeiro passo para apoiar crianças e adolescentes nesse recomeço
27/01/2026
ansiedade na volta às aulas
Estar atento aos sinais de ansiedade na volta às aulas é, portanto, o primeiro passo para apoiar crianças e adolescentes.

A vida escolar, assim como o brincar, é uma das experiências centrais da infância e da adolescência e faz parte do cotidiano. Entretanto, a volta às aulas representa um período de mudanças e readaptações, que pode despertar sentimentos como ansiedade e estresse. Embora essas emoções façam parte do desenvolvimento saudável, é importante reconhecer quando os sinais indicam a necessidade de atenção.

Diversos fatores podem aumentar o nível de ansiedade no retorno escolar. Entre eles, mudanças na rotina, demandas acadêmicas, adaptação a novos grupos, exigências e dificuldades de aprendizagem. “Níveis moderados de ansiedade podem ser positivos, estimulando organização, responsabilidade e engajamento. O problema surge quando essas demandas ultrapassam a capacidade de enfrentamento da criança ou do adolescente”, explica a  psicóloga Karine Almeida, do Hospital Pequeno Príncipe.

A capacidade de lidar com ansiedade e estresse depende da idade e do funcionamento individual. Nesse sentido, o apoio da família é essencial. “Um ambiente familiar seguro e acolhedor é a base para que crianças e adolescentes aprendam a lidar com esses sentimentos de forma saudável e viver esse momento de forma mais leve, acolhedora e positiva”, reforça a especialista.

Sinais de ansiedade na volta às aulas

É natural que crianças e adolescentes sintam ansiedade e estresse ao retornar à escola, manifestados por expectativas, medos ou inseguranças. Esses sentimentos costumam ser transitórios e fazem parte do processo de adaptação. No entanto, quando os sinais se tornam mais intensos ou persistentes, podem indicar que foi ultrapassado o nível esperado, como nos casos de:

  • irritabilidade ou choro frequente;
  • isolamento social;
  • dificuldade de concentração;
  • queixas físicas recorrentes, como dor de cabeça ou dor de barriga;
  • vontade de evitar a escola de forma consistente;
  • problemas na atenção, memória e concentração;
  • resistência persistente em vincular-se aos colegas e professores;
  • baixo rendimento acadêmico e pouco engajamento nas atividades.

Segundo a especialista, quando a ansiedade e o estresse são intensos e duradouros, e interferem no sono, na aprendizagem, no comportamento ou nas relações sociais, é hora de buscar avaliação profissional de um psicólogo.

Como os pais e cuidadores podem ajudar na ansiedade do retorno à escola?

O apoio familiar é essencial para ajudar a criança a desenvolver estratégias eficazes de enfrentamento. Os pais e cuidadores têm papel fundamental na adaptação à volta às aulas com as seguintes ações:

  • encarar a volta às aulas como algo positivo, importante e benéfico para toda a família;
  • criar rotinas previsíveis para transmitir segurança;
  • ouvir de forma atenta e validar as emoções da criança sem minimizar ou julgar;
  • ajudar na organização do dia a dia e das tarefas escolares;
  • evitar cobranças excessivas e transmitir confiança;
  • gerenciar a própria ansiedade para não a transferir para os filhos.

As escolas também desempenham um papel essencial na identificação e manejo do estresse. Nesse sentido, é fundamental observar mudanças persistentes no comportamento e manter o diálogo constante com a família para pensar em estratégias em conjunto. “Essa parceria é crucial para apoiar a criança ou adolescente de forma consistente e integrada”, finaliza a psicóloga.

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