Complexo, Hospital

Diabetes já atinge 13 milhões de brasileiros

No Hospital Pequeno Príncipe, somente em 2014, 2.569 consultas foram realizadas no Serviço de Endocrinologia, muitas delas por conta da enfermidade.

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O diabetes mellitus é uma doença crônica que já atinge 13 milhões de brasileiros. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, isso representa 6,9% da população do país. No Hospital Pequeno Príncipe, somente em 2014, 2.569 consultas foram realizadas no Serviço de Endocrinologia, muitas delas por conta da enfermidade.

Conhecer a doença, seus sintomas e os cuidados necessários é fundamental para conviver melhor com a enfermidade. O primeiro passo é saber as formas da doença. São dois tipos principais: o tipo 1 aparece quando o pâncreas para de produzir insulina. Já o tipo 2 geralmente ocorre após os 30 anos de idade e está relacionado à obesidade e à história familiar. Em ambos os casos, o corpo do paciente não produz ou não consegue empregar a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas que controla a quantidade de uma das principais fontes de energia no sangue: a glicose. Assim, é preciso oferecer ao organismo a insulina produzida em laboratório.

Sem títuloDiabetes entre crianças e adolescentes
O diabetes tipo 1 aparece principalmente em crianças e adolescentes, e seus sintomas podem ser de difícil identificação. “Ultimamente, o número de casos desse tipo está aumentando, especialmente em crianças até os quatro anos, quando o diagnóstico não costuma ser suspeitado”, explicou a médica Rosângela Réa, responsável pelo Serviço de Endocrinologia do Pequeno Príncipe. Além disso, os sintomas da doença – como urinar excessivamente e tomar muita água – são dificilmente percebidos quando a criança usa fraldas e ainda está sendo amamentada. Nos pacientes mais velhos, os sintomas mais comuns e que também podem ser indicadores do diabetes são emagrecimento – mesmo comendo acima do habitual –, visão turva, fraqueza e indisposição.

Hiper e hipoglicemia
Pacientes com diabetes são caracterizados por uma alteração de glicose no sangue, em índices maiores ou menores da substância. São as chamadas hiper e hipoglicemia, respectivamente.

hiperA hiperglicemia ocorre quando o sangue está com muito açúcar. Isso pode acontecer caso o paciente se esqueça de tomar insulina ou se ela for utilizada em menor quantidade do o necessário. Ingerir alimentos com muito açúcar e não fazer exercícios físicos também contribui para o aumento da glicemia.

hipoA hipoglicemia, por sua vez, ocorre quando o sangue está com pouco açúcar. Isso pode ocorrer caso alguma refeição não seja efetuada, ou quando a alimentação não é suficiente. Tomar uma maior quantidade de insulina do que o desejado também pode contribuir para a diminuição da glicemia no sangue.

Alimentação saudável
Comer de forma correta é um dos segredos para conviver bem com o diabetes. Dos componentes nutricionais do corpo, os que mais afetam a glicose no sangue são os carboidratos. Eles são divididos em dois tipos: os simples e os complexos. Os primeiros, de absorção rápida, compostos por balas, mel, geleias, gelatinas e suco de frutas. Os segundos são mais lentos, como as massas, bolos, arroz e batata. Em caso de diabetes, são os carboidratos simples que devem ser evitados. Mas é preciso ter cuidado: numa situação de hipoglicemia, eles devem ser consumidos.

Exercícios físicos
Praticar exercícios físicos é fundamental para a saúde – e ainda mais para quem tem diabetes, pois as atividades fazem a insulina agir melhor no organismo. Porém, por baixar a glicose, os exercícios também podem provocar hipoglicemia. Por conta disso, a insulina deverá ser  ajustada nos dias de muita movimentação.

 

 

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