Semana da Coluna transforma a vida de pacientes com escoliose

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Semana da Coluna transforma a vida de pacientes com escoliose

Procedimentos de alta complexidade são realizados por especialistas do Hospital Pequeno Príncipe com apoio de ex-residentes que hoje são referência no país
10/06/2025
Semana da Coluna
O Hospital Pequeno Príncipe realiza a Semana da Coluna pelo segundo ano consecutivo. (Foto: Complexo Pequeno Príncipe/Camila Hampf)

Em alusão ao mês mundial de conscientização da escoliose, o Hospital Pequeno Príncipe realiza, de 10 a 13 de junho, a Semana da Coluna. Ou seja, um mutirão de cirurgias de alta complexidade que pretende transformar a vida de oito crianças e adolescentes com escoliose grave. Todos os pacientes, com idades entre 10 e 15 anos, são atendidos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e foram selecionados conforme o grau de comprometimento da coluna e o tempo de espera pela cirurgia.

O que é a escoliose?

A escoliose é caracterizada por uma curvatura anormal da coluna em forma de “S” ou “C”. Além de dores musculares e desconforto, os casos mais graves podem afetar a capacidade respiratória e o funcionamento do coração.

As causas da escoliose podem ser congênitas, neuromusculares, idiopáticas ou degenerativas. A idiopática é a mais comum — representa cerca de 80% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde — e tem origem desconhecida. Quando identificada precocemente, é possível evitar a progressão da curvatura e preservar a função pulmonar e motora.

“As doenças graves da coluna estão cada vez mais evidentes no público infantojuvenil. Por isso, reforçamos a importância da atenção ao desenvolvimento físico das crianças e adolescentes e da busca por diagnóstico o quanto antes”, destaca Munhoz da Rocha.

Como ocorre a Semana da Coluna?

Os pacientes passarão por um procedimento chamado artrodese da coluna, que consiste na fusão de duas ou mais vértebras para estabilizar a estrutura óssea e melhorar a qualidade de vida.

Serão duas cirurgias por dia, cada uma envolvendo uma equipe de aproximadamente dez pessoas e com média de duração de quatro horas e 30 minutos. O Hospital contará ainda com o apoio de quatro cirurgiões convidados, três deles ex-residentes da instituição que hoje atuam como referência no tratamento de deformidades da coluna em diferentes regiões do país.

“O impacto desse tipo de cirurgia na vida de uma criança ou adolescente é imenso. Trata-se de devolver dignidade, permitir que eles voltem a brincar, estudar e projetar o futuro com mais autonomia. E, em muitos casos, a cirurgia muda não somente a vida dos pacientes, mas de toda a família”, afirma o chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital Pequeno Príncipe, Luis Eduardo Munhoz da Rocha.

Encontro de gerações na Semana da Coluna

A mobilização também tem um significado simbólico: reúne gerações de profissionais formados no próprio Hospital Pequeno Príncipe. “Algumas dessas cirurgias exigem esforço físico e emocional muito intensos. Então, seria pesado para a equipe fazer tudo sozinha. Por isso, convidamos colegas que passaram pela residência aqui e hoje são referência nacional em escoliose. Além de ajudar nos procedimentos, esse reencontro representa uma rica troca de conhecimento”, realça Luiz Müller Ávila, especialista do Serviço de Ortopedia.

Entre os convidados estão Samuel Conrad, de Porto Alegre (RS), principal cirurgião de escoliose do estado, ex-fellow do Pequeno Príncipe. Daniel Cunha e André Moreira Castilho, de Belo Horizonte (MG), reconhecidos por sua atuação em deformidades pediátricas em Minas Gerais. E também Fernando Soccol, de Pato Branco (PR), ex-residente que hoje atua com coluna pediátrica e adulta no interior do estado.

“O mutirão é mais do que uma ação pontual. É a síntese do nosso compromisso com a assistência de excelência, a formação profissional e o cuidado integral com nossas crianças e adolescentes”, finaliza Luiz Müller.

Ortopedia no Pequeno Príncipe

O Serviço de Ortopedia do Hospital Pequeno Príncipe é o maior do Brasil em atendimento exclusivamente pediátrico e referência nacional no tratamento de escoliose. Em funcionamento desde 1969, foi o segundo do Paraná a oferecer residência médica na área, com reconhecimento da Sociedade Brasileira de Ortopedia e do Ministério da Educação.

Atualmente, conta com 20 médicos e uma estrutura que contempla cirurgias de grande porte, como as que serão realizadas na próxima semana. No centro cirúrgico, uma das salas mais modernas do Brasil está equipada com intensificador de imagem e mesas cirúrgicas ajustadas para diferentes tipos de procedimentos.

  • Confira, no vídeo a seguir, a história da Rafaelly, que foi transformada na Semana da Coluna: 

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).

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