Veja a trajetória da paciente Maria Luiza Leonardi Vitorino

“Ainda na gravidez, descobrimos que a Maria Luiza tinha uma dilatação no rim esquerdo. Desde o nascimento, fazemos acompanhamento com um nefrologista. Por meio de exames, minha filha foi diagnosticada com uma doença rara que parava os rins e o fígado. A Maria tinha muito corrimento, pus, febre e infecção urinária. Ainda bebê, sofria com muita cólica renal. Quando minha pequena tinha 1 ano, o médico do nosso estado nos encaminhou para o Pequeno Príncipe para consultarmos com a equipe da nefrologia da instituição, e aqui ela refez todos os exames. Além do rim esquerdo dilatado, tinha uma anomalia nos ureteres [tubos musculares que transportam a urina ativamente dos rins para a bexiga], que era cirúrgica. Mas, naquele momento, não foi aconselhada a cirurgia. Voltamos para a nossa cidade, mas seguimos com as teleconsultas com a equipe do Hospital. Até que, após um tempo, o rim dela começou a parar. A Maria tinha também muito corrimento. No início, o remédio ajudava a controlar a infecção urinária, e não precisávamos ir para o hospital. Minha filha tomava remédio contínuo, antibiótico, e tomou cefalexina [antibiótico indicado para o tratamento de infecções bacterianas] do primeiro dia de vida até os 3 anos de idade. Quando completou 4 anos, passou a ter infecção urinária todos os meses. Não parávamos mais em casa, em Colíder, íamos para Sorriso para que ela fosse internada. Foi quando nos foi orientado a operar, pois os ureteres dela eram mais largos e grossos, como uma tripa. Então voltamos para Curitiba. Decidimos operar no Pequeno Príncipe, pois é uma instituição especializada em crianças e poderiam nos dar todo o apoio. A cirurgia foi por vídeo e deu tudo certo. O Hospital é maravilhoso. É um lugar em que todos os profissionais te acolhem com o coração gigante. Chegamos com medo, e a equipe médica me passou muita segurança. Eu, que sou ansiosa, nunca me senti tão tranquila. Fiquei muito positiva esperando a Maria Luiza nas três horas de cirurgia. Só agradeço por estar aqui e por poder ir embora. Vou levar essa experiência para a vida inteira. O Hospital Pequeno Príncipe é o melhor. Além disso, minha filha participou de várias atividades durante esse tempo. A Maria gosta de brincar, pintar, desenhar e escrever. E no Pequeno Príncipe tinha tudo isso. É muito legal, pois são iniciativas que mantêm as crianças entretidas. Tudo que você imagina, minha filha fez. Para as mães que estão passando pelo mesmo que nós, digo: tenha fé e acredite. Pense positivo e tenha paciência, pois a paciência é o que nos deixa mais fortes nesses momentos. Entregue a Deus, pois Ele sabe de todas as coisas.”
Valdriane Dias, mãe da paciente Maria Luiza Leonardi Vitorino. A menina, de Colíder, município localizado no Norte do estado de Mato Grosso, realizou uma cirurgia renal e foi atendida pelo Serviço de Nefrologia do Hospital Pequeno Príncipe.