Veja a trajetória do paciente Eron Atanásio da Silva

“Eu descobri que estava grávida de gêmeos com dois meses de gestação. Quando completei 31 semanas, tive muitas contrações, e meus filhos nasceram prematuros. Uma semana após o nascimento, o médico avaliou o Eron e identificou um sopro no coração dele. Fizemos o ecocardiograma e descobrimos que era uma massa. Meu menino não ficava roxo e não sentia falta de ar. Nós somos de São Francisco do Guaporé, interior do estado de Rondônia. Eu ganhei os gêmeos em Vilhena, e fomos encaminhados para Porto Velho em busca de mais suporte para o caso dele. Quando chegamos na cidade, os médicos nos informaram que o Eron precisaria de cirurgia e que era urgente. Então, nossa luta começou. Precisávamos buscar atendimento fora do nosso estado, pois lá não tinha suporte para esse tipo de procedimento. Entramos com o TFD [tratamento fora de domicílio], porém foi negado. Ficamos muito tristes e com muito medo. Entramos na Justiça e conseguimos o tratamento via SUS [Sistema Único de Saúde]. Quando foi aprovado, nos encaminharam para Ji-Paraná, também em Rondônia, pois nos disseram que um médico de lá poderia fazer essa cirurgia. Avaliaram o Eron, e a equipe falou que devíamos esperar ele crescer, que não era a hora de fazer uma cirurgia. E eu continuei aflita. Então, nossa pediatra nos orientou a procurarmos outro hospital. Compramos as passagens e viemos para o Pequeno Príncipe. Nós pesquisamos e escutamos outras pessoas falarem que o Hospital era muito bom e que estávamos em boas mãos. Quando deu certo, foi um alívio. Cheguei com a esperança de levar meu filho para casa bem e vou levar. Assim que entramos no Hospital, a equipe já estava nos esperando. E eu não sabia que seríamos tão bem-recepcionados. Meu filho internou, e os médicos nos disseram que era, sim, preciso fazer a cirurgia. O Eron tinha um tumor, e a cirurgia durou quatro horas. Graças a Deus, deu tudo certo. Eu fiquei sabendo do Programa Família Participante quando já estava aqui e amei. Posso ficar perto do meu filho o tempo todo. Além disso, nos facilita poder fazer as refeições dentro do Hospital. No Pequeno Príncipe, tudo é maravilhoso. Fomos muito bem-atendidos. Nota 1.000 para todos. Além disso, todo o tratamento é pelo SUS, e nada nos foi cobrado. Estamos muito gratos por isso. Agradeço primeiramente a Deus e depois a todo o suporte que a instituição nos deu. Vamos ficar mais alguns dias aqui para acompanhamento e em breve voltamos para a nossa Rondônia.”
Gisele Andréia da Silva, mãe do paciente Eron Atanásio da Silva. O menino percorreu quase 2,9 mil quilômetros — de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, a Curitiba, no Paraná — para realizar uma cirurgia cardíaca no Pequeno Príncipe. Eron foi atendido pelas equipes da cardiologia e UTI da Cardiologia. A família ainda contou com o suporte da equipe multiprofissional da instituição e com a estrutura do Programa Família Participante. Todo o tratamento foi realizado via Sistema Único de Saúde (SUS).