Sinais

Fique atento e ajude a salvar uma vida

É fundamental que fiquemos atentos a sinais de violência, negligência ou assédio. Maus-tratos e abusos se manifestam por meio de indícios físicos, emocionais e comportamentais.   

Estar alerta ao comportamento de crianças e adolescentes do seu convívio é a primeira forma de ajudar a identificar situações de violação de direitos, como violência sexual, física, psicológica, entre outras como a violência digital, além de negligência. 

Como acolher uma criança ou um adolescente que esteja passando por alguma situação de violência?

  • Busque estabelecer uma vinculação positiva. Acolha e escute a criança ou o adolescente em ambiente reservado, tranquilo e seguro.
  • Esteja disponível e com tempo para escutá-lo com atenção, explicitando a consideração e a crença no que está sendo relatado.
  • Demonstre interesse em saber tudo o que a criança ou o adolescente conseguir falar, mas sem fazer perguntas em excesso ou emitir julgamentos.
  • Acolha as expressões emocionais e esteja atento para não reagir a elas de forma excessiva, o que pode potencializar possíveis sintomas psicológicos.
  • Mostre que a criança ou o adolescente não está sozinho. Ele pode contar com alguém em quem confia para buscar ajuda de profissionais e órgãos especializados. Isso preserva o sigilo, protege e apoia a vítima, ajudando também a família a enfrentar a situação. Assim, garantem-se seus direitos fundamentais e promove-se seu desenvolvimento e bem-estar.

Não hesite em denunciar.  

Sua denúncia pode ajudar a proteger uma criança. 

Fique atento

Algumas atitudes e comportamentos são indicativos de que algo está errado. Observe:

  • mudança brusca de comportamento;
  • excesso ou falta de apetite;
  • irritação e agressividade (reprodução das agressões);
  • choro incessante durante diversos momentos do dia ou da noite;
  • recusa ou dificuldade para dormir;
  • gritos acompanhados de barulhos como batidas;
  • volta da evacuação nas roupas (após fase de desfralde – inclusive na adolescência);
  • autolesões;
  • lesões na pele não compatíveis com a idade e também de arcada dentária de adulto;
  • hematomas em várias partes do corpo e de diferentes colorações;
  • tentativa de esconder marcas no corpo;
  • fraturas próximas das articulações, em costelas, crânio ou dentes;
  • aspecto de má higiene;
  • tristeza, isolamento, insegurança, culpa e medo exagerado;
  • desinteresse por coisas de que antes gostava;
  • retração, mutismo;
  • queda no rendimento escolar;
  • isolamento após uso do celular, exclusão de contas, vergonha ou recusa em falar sobre o que acontece on-line.

Tudo isso indica problemas no mundo digital.

Principais tipos de violência 

No Pequeno Príncipe, os principais tipos de violência contra crianças e adolescentes atendidos em 2024 foram: sexual e física, além de negligência e autoagressão.
Conhecer e entender os conceitos dessas violências é imprescindível para fazer a denúncia em casos suspeitos de abuso ou maus-tratos.

  • Sexual: ação que force criança ou adolescente a praticar ou presenciar ato sexual, de modo presencial ou virtual, inclusive exposição do corpo em foto ou vídeo por meio eletrônico ou não. A violência sexual inclui o abuso sexual comercial e o tráfico de pessoas. Ex.: atos libidinosos, estupro, exploração sexual e pornografia.
  • Física: ação que impacte negativamente a integridade ou saúde corporal, causando sofrimento físico. Ex.: uso da força física deixando ou não marcas evidentes pelo corpo.
  • Psicológica: atitudes que comprometam o desenvolvimento psíquico ou emocional, inclusive expor a criança ou adolescente direta ou indiretamente a crime contra outras pessoas. Ex.: agressão verbal, humilhação, ameaça, rejeição, desrespeito, discriminação, manipulação, xingamentos, ridicularização, indiferença e intimidação sistemática (bullying).
  • Institucional: ação praticada por funcionários que prejudique o atendimento a crianças ou adolescentes. Ex.: descaso em abrigos, escolas e creches.
  • Patrimonial: retenção ou destruição de documentos pessoais, bens e recursos, incluindo os para as necessidades básicas. Ex.: deixar de pagar pensão alimentícia.

Fonte: Unicef, com base na Lei 13.431/2017 (Lei da Escuta Protegida).

Outras definições importantes de violência contra crianças e adolescentes além da legislação nacional 

  • Negligência: falta de cuidados quanto às necessidades da idade e do desenvolvimento. Pode ser de proteção, saúde, educação ou estrutural.
  • Autoagressão: geralmente decorrente da violência psicológica, que leva à mutilação e até ao suicídio.
  • Violência digital: cyberbullying, assédio on-line, exposição a conteúdos nocivos, vazamento de imagens, jogos e desafios ou qualquer comportamento que cause dano emocional ou psicológico às crianças e adolescentes. 

Conheça os canais de denúncia e saiba como agir.

Proteger a infância é um compromisso de todos.

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