A Campanha

Vinte anos de mobilização pela proteção da infância

Há 20 anos, o Pequeno Príncipe atua na mobilização da sociedade para o enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. Nesse período, a Campanha Pra Toda Vida — A Violência Não Pode Marcar o Futuro das Crianças e Adolescentes deixou de ser apenas uma ação de conscientização. Mais do que dar visibilidade a esse problema, a mobilização reforça uma convicção que acompanha a trajetória da instituição: proteger a infância exige atenção, responsabilidade e ação coletiva.


O Hospital se consolidou como referência no atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência, na produção de conhecimento técnico sobre o tema e na mobilização de diferentes públicos em torno da proteção infantojuvenil. Nesse mesmo período, mais de dez mil crianças e adolescentes já foram atendidos em decorrência de diferentes formas de violência — agressões físicas, abuso sexual, negligência, automutilação e tentativa de suicídio.

Toda violência deixa marcas profundas, nem sempre visíveis, de dor e trauma.

Uma atuação que vai além do 18 de Maio

O enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes faz parte da atuação permanente do Pequeno Príncipe. A instituição trabalha de forma contínua na assistência às vítimas, na qualificação de profissionais e na produção de conteúdos voltados à prevenção e à proteção da infância.

Entre os materiais disponíveis estão:

Pela relevância, o Pequeno Príncipe também produz conteúdos para a imprensa e compartilha informações em seus perfis nas redes sociais.

Literatura na defesa das crianças

Desde 2006, o Hospital Pequeno Príncipe realiza a Campanha Pra Toda Vida — A Violência Não Pode Marcar o Futuro das Crianças, com o objetivo de dar visibilidade às ações de enfrentamento à violência desenvolvidas na instituição.

Ao longo dessa caminhada, o Hospital entendeu que é fundamental não apenas proteger, mas também fortalecer as crianças, para que reconheçam abusos, saibam pedir ajuda e se sintam seguras para dizer NÃO. Ao mesmo tempo, é essencial conscientizar pais, mães e responsáveis sobre a importância do diálogo, do acolhimento e da escuta ativa na prevenção da violência.

Nenhum Beijinho à Força e Nenhum Carinho à Força, da escritora alemã Marion Mebes e da ilustradora Lydia Sandrock, abordam, de forma sensível e acessível, a importância do respeito ao corpo e aos sentimentos. 


A literatura infantojuvenil desempenha um papel diferenciado nessa abordagem, que ajuda crianças a reconhecer situações inadequadas, compreender limites e fortalecer sua autoproteção. Entre os livros estão Nenhum Beijinho à Força e Nenhum Carinho à Força. Com muita sensibilidade e poesia, a escritora Marion Mebes e a ilustradora Lydia Sandrock abordam como é gostoso receber um beijo ou carinho quando se deseja — porém destacam: quem decide isso é você! É seu direito escolher, recusar e dizer NÃO!

Eu sei de mime Eu sei de mim. Ah! Sei sim!, livros de poesia da autora Thelma Alves de Oliveira, contribuem para o fortalecimento emocional e para a construção de repertórios de proteção desde a infância.A importância do autocuidado também está presente nos livros de poesia Eu sei de mim, Ah! Sei sim!, volume 1, para crianças de 3 a 7 anos, e volume 2, de 8 a 12. Ambos foram escritos por Thelma Alves de Oliveira, e as ilustrações são de Gabriel Rischebieter

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Conheça a campanha ano a ano 

Desde 2006, a Campanha Pra Toda Vida vem ampliando o debate sobre a violência contra crianças e adolescentes, fortalecendo a rede de proteção e mobilizando a sociedade para agir.

2026
2026

A campanha completa 20 anos realçando que a proteção da infância é uma responsabilidade coletiva. O Pequeno Príncipe intensifica a produção de conteúdos e a mobilização da sociedade, fortalecendo a atuação conjunta entre indivíduos, instituições e poder público. “Proteger a infância é um compromisso de todos.” Pode começar com você!

2025
2025

A campanha passa a incluir a violência digital como pauta prioritária, abordando cyberbullying, assédio on-line e exposição a conteúdos nocivos, diante do aumento da presença de crianças e adolescentes no ambiente digital. E o mote fica ainda mais direto: “Atenção! Violência não!” São atendidos 637 casos.

2024
2024

O Pequeno Príncipe intensifica a produção de conteúdos e informações qualificadas sobre a violência contra crianças e adolescentes, ampliando a conscientização e o acesso ao tema. A adesão de microinfluenciadores e de pessoas públicas reforça a importância do tema ”Respeito sim! Violência não!” São atendidos 720 casos.

2023
2023

O mote “As crianças precisam da nossa atenção! Violência não!” é reeditado, e a campanha ganha reforço por meio de projeto viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com a tradução e distribuição dos livros Nenhum Beijinho à Força e Nenhum Carinho à Força. São atendidos 745 casos.

2022
2022

“As crianças precisam da nossa atenção! Violência não!” evidencia a urgência do tema. Não há tempo a perder. A hora de agir é agora! Precisamos incentivar a denúncia e mobilizar todos os setores da sociedade para a proteção dos nossos meninos e meninas! São atendidos 652 casos.

2021
2021

A campanha convoca a sociedade com o tema “Veja — Ouça — Denuncie”, incentivando a atenção aos sinais e ação diante de suspeitas de violência. São atendidos 620 casos.

2020
2020

O ano da pandemia da COVID-19 revelou uma triste realidade: os pequenos ficaram ainda mais expostos à violência. Com o mote #fiqueemcasacomamor, a campanha reforça que o ambiente familiar deve ser um espaço seguro. Os profissionais do Pequeno Príncipe também orientam a importância de estar atento aos sinais de negligência e das violências sexual, física e psicológica como forma de proteção. São atendidos 554 casos.

2019
2019

No ano do centenário do Hospital, a campanha passa a contar com o apoio de influenciadores digitais para ampliar a conscientização e incentivar a denúncia. O mote “Você pode salvar uma vida” apela à responsabilidade que cada cidadão tem nessa corrente de proteção. São atendidos 689 casos.

2018
2018

Casos graves evidenciam a vulnerabilidade da primeira infância. Com o mote “Estamos de Luto”, a campanha escancara uma triste realidade: cada vez mais chegam à instituição bebês e crianças na primeira infância. Ao todo, 66% dos atendimentos envolvem crianças de até 6 anos. São atendidos 586 casos.

2017
2017

Com o tema “Quem ama cuida. Quem cuida protege. Quem protege denuncia”, a meta é reforçar a ideia de que o cuidado e a proteção dos meninos e meninas são de responsabilidade de toda a sociedade e que, em uma atuação conjunta, é possível transformar a vida de cada um deles. São atendidos 607 casos.

2016
2016

Ao completar dez anos, a campanha é reconhecida com o Prêmio Criança, concedido pela Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente, por sua atuação na proteção da primeira infância. Ultrapassa a marca de 140 mil exemplares do manual distribuídos. E traz o mote “Cuide. Proteja. Denuncie. Denunciar é uma responsabilidade de todos”. São atendidos 533 casos.

2015
2015

A campanha conta com duas ferramentas muito especiais: os livros de poesia Eu sei de mim e Eu sei de mim. Ah! Sei sim!, da autora Thelma Alves de Oliveira, que visam a despertar a importância do autocuidado por meio da literatura. Intensifica o incentivo à denúncia, reforçando que a responsabilidade pela proteção é de todos. São atendidos 415 casos.

2014
2014

Com o tema “Juntos podemos mudar o futuro das nossas crianças”, a campanha reforça a importância de um ambiente de cuidado, proteção, carinho e atenção. Nesse mesmo ano, amplia seu alcance no ambiente digital com a publicação de conteúdos no Facebook. São atendidos 378 casos.

2013
2013

Para marcar o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes, o Complexo Pequeno Príncipe reedita a ação “Mude o rumo de uma história: denuncie a violência infantojuvenil.” A iniciativa busca ampliar a conscientização da sociedade sobre os maus-tratos contra crianças e adolescentes, divulgar os canais de denúncia e estimular a mobilização coletiva. Cerca de 20 mil fôlderes são distribuídos com o apoio de parceiros como Ecovia, Shopping Palladium e Grupo Positivo. São atendidos 373 casos.

2012
2012

Como forma de protesto contra os maus-tratos, o Complexo Pequeno Príncipe convida a população a unir-se à instituição: “Mude o rumo de uma história: denuncie a violência infantojuvenil.” Faixas e banners pretos em suas fachadas retratam que o luto também simboliza o silêncio de quem poderia ter denunciado a violência. São atendidos 315 casos.

2011
2011

A campanha ganha reforço de material voltado à população em geral, com folhetos informativos sendo distribuídos tendo o apoio de diversos parceiros. São atendidos 374 casos.

2010
2010

O Complexo Pequeno Príncipe mobiliza colaboradores e médicos como porta-vozes da causa, fortalecendo o engajamento interno na proteção de crianças e adolescentes. São atendidos 333 casos.

2009
2009

Outdoors na BR-277, em parceria com a Ecovia, e ações no jornal Gazeta do Povo garantem ainda mais visibilidade ao tema. São atendidos 278 casos, sendo que 67% sofrem maus-tratos por familiares — e, em 95% dos casos, os agressores são conhecidos.

2008
2008

A campanha reforça a importância de reconhecer os sinais de violência, que podem manifestar-se de diferentes formas — físicas e psicológicas —, como: fraturas, hematomas, queimaduras, ansiedade, medo, insegurança e isolamento. São atendidos 354 casos.

2007
2007

O Hospital amplia a mobilização para profissionais da educação e desenvolve manual para professores com orientações para diagnóstico precoce, encaminhamento adequado e notificação dos casos. Profissionais das redes municipal, estadual e privada de educação de Curitiba recebem o manual. São atendidos 305 casos.

2006
2006

É idealizada e lançada a Campanha Pra Toda Vida com apoio da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Frequentemente, ortopedistas atendem crianças com ferimentos que não condizem com a história relatada. Cerca de cinco mil especialistas de todo o país recebem um manual com orientações e participam de um fórum sobre o tema. São atendidos 282 casos.


Proteger a infância é um compromisso de todos.

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