Um em cada cinco transplantes cardíacos pediátricos do Brasil em 2025 foi realizado no Pequeno Príncipe

Hospital alcança marca histórica, consolida-se como referência nacional em transplantes infantis e amplia a esperança de crianças que dependem de procedimentos de alta complexidade para continuar vivendo

Quando recebeu a notícia de que um coração compatível havia sido encontrado, Mariah Cruz dos Santos não pensou nos riscos da cirurgia nem no longo caminho que percorreu até aquele momento. A menina, de Lages (SC), pegou o telefone e ligou para a família para contar que estava prestes a ganhar um coração novo.

Para os pais, a emoção veio acompanhada de medo e esperança. Depois de enfrentar cirurgias, internamentos e o diagnóstico inesperado de uma miocardiopatia dilatada, a família chegou ao Hospital Pequeno Príncipe em busca da única alternativa capaz de mudar o futuro da filha: um transplante cardíaco.

“Minha pequena é transplantada, e o coração dela é novo, saudável e forte. Agora, a Mariah poderá brincar, correr e nadar — coisas que não podia fazer. Foi uma mistura de esperança e de alívio”, recorda a mãe, Rubia Cruz dos Santos.

Referência nacional

Histórias como a de Mariah ajudam a explicar um marco alcançado pelo Hospital Pequeno Príncipe em 2025. Referência nacional em cardiologia pediátrica, a instituição realizou 12 transplantes cardíacos ao longo do ano — o maior volume anual de sua trajetória e o equivalente a aproximadamente 20% de todos os transplantes cardíacos pediátricos realizados no Brasil no período.

O resultado veio poucos meses após outro momento histórico: a realização do 50.º transplante cardíaco da instituição. Mais do que números, os marcos representam novas oportunidades de vida para crianças e adolescentes que chegam ao Hospital em condições extremamente graves, muitas vezes depois de esgotarem todas as demais alternativas terapêuticas.

A excelência do programa é sustentada por uma estrutura altamente especializada. O Pequeno Príncipe conta com UTI exclusiva para pacientes cardiológicos, além de serviços de Hemodinâmica, Eletrofisiologia e Ecocardiografia, que permitem avaliações precisas e intervenções integradas em todas as etapas do tratamento. Essa combinação de tecnologia, conhecimento e experiência torna possível oferecer segurança mesmo nos casos mais complexos.

Outros transplantes

Mas a atuação da instituição em transplantes pediátricos vai muito além do coração. O Hospital mantém programas consolidados de transplante hepático, renal, de medula óssea e de válvulas cardíacas, atendendo pacientes de todo o Brasil. Na hepatologia, é um dos poucos serviços brasileiros habilitados para realizar transplantes em crianças com menos de dez quilos, oferecendo uma alternativa para casos graves, como hepatites fulminantes, doenças metabólicas, tumores hepáticos e alterações das vias biliares.

Na nefrologia, o transplante renal ocupa um lugar especial na história da instituição. Foi a primeira modalidade de transplante realizada pelo Hospital e continua sendo um dos pilares da assistência, integrada a uma linha completa de cuidados que inclui terapias dialíticas e acompanhamento de longo prazo.

O Pequeno Príncipe também avança na implantação do Serviço de Transplante Intestinal, ampliando sua capacidade de atender crianças com falência intestinal, uma das condições mais complexas da pediatria.

Por trás de cada procedimento, existe uma rede de profissionais dedicados a transformar diagnósticos difíceis em novas possibilidades. E há também um gesto fundamental sem o qual nenhum transplante seria possível: a doação de órgãos.

“Quando descobri a doença da Mariah, virei doadora de sangue e agora também sou defensora da doação de órgãos. É importante deixar claro para a família que você deseja ser doador. Essa atitude salva vidas”, afirma Rubia.

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