Silmara Possas: de residente a gestora das UTIs

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Silmara Possas: de residente a gestora das UTIs

“É gratificante ver a expertise de todas as equipes multidisciplinares que atuam de forma individualizada em cada leito. Busco contribuir para que a gente continue atendendo do jeito do Pequeno Príncipe: com um cuidado integral, completo e único.”
17/01/2023
Silmara Possas
A médica neonatologista Silmara Possas entrou como residente e hoje é gestora das outras quatro unidades de terapia intensiva do Hospital

 

A médica neonatologista Silmara Possas começou sua história com o Hospital Pequeno Príncipe na residência de pediatria, em 1990. Ao longo de sua trajetória, dedicou parte da sua vida à coordenação da UTI Neonatal, na qual possui diversas histórias marcantes, de pequenos pacientes que geraram grandes lembranças na mente e no coração. Com muito aprimoramento, maturidade e aprendizado em equipe, a intensivista pediátrica se tornou a gestora das quatro unidades de terapia intensiva da instituição – UTI Neonatal, UTI da Cardiologia, UTI Geral e UTI Cirúrgica.

A escolha pela medicina e chegada ao Pequeno Príncipe

“A inspiração para a escolha da medicina foi em uma brincadeira entre crianças. Meu irmão chegou e disse: ‘Você pode optar por várias profissões no futuro, mas terá que ser médica, dentista, engenheira ou arquiteta. Qual dos quatro você quer?’ E, ainda na brincadeira, a resposta foi medicina. E assim me tornei a primeira médica de uma família grande. Hoje, já somos cinco médicos. Após formada, minha primeira e única opção de residência foi a pediatria do Pequeno Príncipe. Para além de toda a referência da instituição, eu tinha também uma história de família, pois meu pai já havia sido internado no então Hospital de Crianças César Pernetta e tinha recordações de ser bem acolhido e cuidado.”

Os recém-nascidos presentes na mente e coração

“Sempre pensei em cuidar de recém-nascidos. Então, ainda aqui no Hospital, fui muito incentivada pelo médico Wilmar Mendonça Guimarães – o primeiro coordenador da UTI Neonatal e um dos precursores do serviço – e também pelo médico Waldecir Vedoato a fazer especialização na área de neonatologia. Na época, não era muito habitual fazer uma segunda residência. Mas fui uma das primeiras da minha geração a seguir adiante e fiz a residência no Rio Grande do Sul. Porém, como meu coração ainda estava aqui, depois de um ano, voltei para Curitiba. O Dr. Wilmar estava montando o Serviço de Neonatologia no Pequeno Príncipe e assim começou definitivamente a minha história com o maior hospital exclusivamente pediátrico do país.”

Gratidão por uma história marcada pelo crescimento

“Não faria nada diferente. O Hospital não só acolhe o residente, mas ele realmente tem espaço pro seu crescimento dentro da instituição. O tempo foi passando e os preceptores foram se aposentando ou indo para outros caminhos, e então fui convidada a ser chefe da UTI Neonatal. Minha gestão na unidade foi exclusivamente graças a uma pessoa extremamente importante em toda a minha formação, que é o Dr. Donizetti, que disse que estaria ao meu lado nesse novo desafio. Foi uma grande surpresa eu ter sido escolhida, e digo que a vida nos leva para que as melhores coisas aconteçam na hora que têm que acontecer.”

Oportunidades que mostram o motivo de ser

“Enquanto fazia a coordenação da UTI Neonatal do Hospital Pequeno Príncipe, também tive a oportunidade de atuar com outro perfil de pacientes neonatos em outra instituição de saúde. Essa experiência me deu uma noção perfeita da medicina. Os pacientes de lá eram muito diferentes dos pacientes daqui. No nosso Hospital, a unidade de terapia intensiva atende casos complexos, que precisam de muita investigação, que envolvem bebês extremamente prematuros e neonatos com malformação, que precisam de tratamento cirúrgico. E esse é meu perfil de trabalho, pacientes diferenciados. O aprendizado é constante.”

Cuidado integral e tratamento global

“O Hospital mudou e evoluiu muito ao longo desses anos, mas o que ele mantém estável é a missão. Não há diferença de atendimento no SUS e convênio – e isso não existe em lugar nenhum. Hoje, atuo como gestora das quatro unidades de terapia intensiva –  UTI Neonatal, UTI da Cardiologia, UTI Geral e UTI Cirúrgica – e é gratificante ver a expertise de todas as equipes multidisciplinares que atuam de forma individualizada em cada leito. Busco contribuir para que a gente continue atendendo do jeito do Pequeno Príncipe: com um cuidado integral, completo e único. Um dos pontos que sempre cobro quando vou às unidades é a atenção à família, pois ela é parte integrante de todo o processo – desde diagnóstico até o tratamento [que é global].”

Histórias que marcam

“Teve um bebê que me marcou muito, dentre tantas outras histórias. A menina chegou até nós com menos de 24h de vida, e o casal se desdobrou em atenção até o dia do seu falecimento. No dia que a bebê chegou, a mãe estava inconsolável. Quando me olhou, ela disse: ‘Não há o que fazer, né?’ E eu disse: ‘Não havia até então, mas a partir de agora vamos fazer sim.’ Vemos, diariamente, histórias de famílias querendo interromper o sofrimento, jamais a vida. Mesmo com condições extremamente difíceis e sabendo das sequelas, tratamos cada criança porque temos certeza de que essas famílias fechavam um ciclo que precisavam. Encontrei essa família no shopping, e eles me abordaram, a mãe me disse: ‘Faz oito meses que nossa família está se recompondo, mas que eu ainda vou na sua UTI lembrar o quanto foi importante os quatro anos de vida.’ Isso me faz sempre refletir que a medicina é fantástica, mas também tem limite. Esse limite, entretanto, não inclui o cuidado. O cuidado vai ser até quando a criança precisar de nós e pudermos dar a ela uma vida sem dor e com qualidade.”

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