Juliana Polli: a profissional que realizou o sonho de fazer faculdade

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Juliana Polli: a profissional que realizou o sonho de fazer faculdade

“Tenho muito orgulho da minha história. Foram muitas escadas para subir, mas eu cheguei mais longe do que eu imaginava que chegaria. Sou um orgulho para a minha família, pois fui a primeira a fazer faculdade, e também sempre incentivo todos a estudarem.”
08/11/2022
enfermeira Juliana Polli
Juliana Polli entrou no Hospital como servente de limpeza e teve a chance de realizar um sonho: fazer faculdade e se tornar enfermeira.

 

A trajetória de Juliana Polli está diretamente ligada ao Pequeno Príncipe, pois iniciou na instituição antes mesmo de pensar em cursar a graduação de Enfermagem. Há 13 anos, ela entrou no Hospital como colaboradora da Hotelaria, na função de servente de limpeza. Durante sua jornada, Juliana se encantou com a área da saúde e realizou um sonho: fazer faculdade. Por meio das bolsas de estudo oferecidas pela instituição aos colaboradores, ela se inscreveu no vestibular de Enfermagem da Faculdades Pequeno Príncipe e hoje é enfermeira da Unidade de Internação – Posto 43. Conheça mais sobre essa história de inspiração.

Chegada ao Pequeno Príncipe

“Cheguei na instituição por meio de uma colega que atuava aqui. Na época, eu trabalhava como babá, mas ia para o trabalho no mesmo ônibus do transporte coletivo que ela. Achava muito bonito a logomarca do Pequeno Príncipe, que via no uniforme dela. Então, deixei meu currículo aqui, e me chamaram para fazer entrevista para vaga de recepcionista. Quando cheguei, a vaga já tinha sido preenchida, e disseram que não tinha outra oportunidade que se encaixasse com o meu perfil. Mas havia uma vaga para trabalhar na Hotelaria, como servente de limpeza. Tinha um filho pequeno na época e não pensei duas vezes em aceitar. Assim começou minha história com o Pequeno Príncipe.”

Novos desafios

“Depois de um tempo trabalhando no Hospital, fiz um curso de Auxiliar de Enfermagem e, na sequência, iniciei o Técnico em Enfermagem. Durante esse tempo pude contar com o apoio fundamental do Centro de Educação Infantil da instituição, pois não tinha onde deixar meu filho. Deixando meu pequeno no CEI, pude permanecer trabalhando no Pequeno Príncipe. Esse suporte foi essencial para mim, e eu sou muito grata por isso. Nessa mesma época, uma irmã, que atuava na instituição, soube que eu estava cursando o Técnico em Enfermagem e me chamou para fazer uma prova e ingressar na equipe de auxiliares de enfermagem. Quando comecei a atender os pacientes, me apaixonei! Estava muito feliz, e era um mundo novo para mim. Ao terminar o curso, fiz uma nova prova e me tornei técnica de enfermagem no Pequeno Príncipe. O que eu não sabia é que a vaga era na UTI Neonatal. Lembro de falar para a irmã, que me acompanhou aqui na instituição, que a única vez que tinha estado em uma UTI era para limpar a janela. Tinha medo, achava que não era para mim. E ela me disse: ‘Amanhã você está de folga, mas segunda, quando chegar, pode ir direto para a UTI Neonatal.’ No fim, fiquei por 11 anos cuidando dos bebês. Digo que entrei e saí chorando, porque é uma história linda e emocionante que vivi lá dentro.”

A conquista de um sonho

“Sempre quis fazer uma faculdade, e a instituição me deu o suporte que eu precisava para realizar esse sonho. Soube, por meio de uma colega de trabalho, que o Pequeno Príncipe oferecia bolsas de estudo para colaboradores que estivessem há um determinado tempo na instituição. Então troquei de turno, fiz o vestibular da Faculdades Pequeno Príncipe, passei e consegui a bolsa de 50% para cursar Enfermagem. E hoje eu já sou pós-graduada e estou pensando na minha segunda especialização.”

Histórias que marcam

“Para mim, o Pequeno Príncipe significa lar. Tenho muitas histórias aqui! O que me toca muito é que os pais são muito agradecidos pelo nosso trabalho e criam laços de confiança, porque sabem que cuidamos com carinho e amor. Muitos pais também voltam na instituição para agradecer o cuidado com os filhos, pois nem sempre podemos curar, mas sempre podemos cuidar. Outra questão que me marca muito é que nós não temos distinção entre convênio, SUS e particular. Nós atendemos todos igual. Sou feliz com o que eu faço. Não é fácil atuar em um hospital pediátrico, é um desafio que venço todos os dias. Esses tempos, chegou uma mãe no posto e pediu para falar com a enfermeira responsável. Quando eu entrei no quarto e a mãe me viu, ela começou a chorar muito. Ela disse que ficou emocionada porque tinha me conhecido quando eu atuava na UTI Neonatal e ela já tinha ouvido eu dizer que queria ser enfermeira.”

“Tenho muito orgulho da minha história. Foram muitas escadas para subir, mas eu cheguei mais longe do que eu imaginava que chegaria. Sou um orgulho para a minha família, pois fui a primeira a fazer faculdade, e também sempre incentivo todos a estudarem.”

Exemplo para outros profissionais

“Tenho muito orgulho da minha história. Foram muitas escadas para subir, mas eu cheguei mais longe do que eu imaginava que chegaria. Sou um orgulho para a minha família, pois fui a primeira a fazer faculdade, e também sempre incentivo todos a estudarem. Vi que depois que entrei na faculdade, outras pessoas da minha família também foram encorajadas. Vejo que sou uma inspiração aqui no Hospital também. Uma das vezes em que fui na cozinha do Hospital, uma colaboradora me disse assim: ‘Eu estou pensando em começar a estudar também, porque soube da sua história, que você era da Hotelaria e conseguiu fazer faculdade. Eu também quero.’ Essas histórias me motivam ainda mais!”

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