Otorrinolaringologia é referência em implante coclear no Paraná

Notícias

ALTA COMPLEXIDADE | Serviço de Otorrinolaringologia

A especialidade é referência em implante coclear no Paraná. Saiba mais sobre o serviço na série de alta complexidade
19/12/2022
Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe é referência em implante coclear no Paraná
O Serviço de Otorrinolaringologia conta com uma sala própria no Centro Cirúrgico com equipamentos exclusivos e uma estrutura especial para o atendimento do público infantojuvenil.

Entre os procedimentos pediátricos, as cirurgias otorrinolaringológicas são comuns e rotineiras, desde a retirada de amígdalas até as mais complexas, como as cirurgias de base de crânio. O Serviço de Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe é referência nacional pela alta complexidade dos casos tratados, e a instituição é a única exclusivamente pediátrica do país habilitada pelo Ministério da Saúde para realizar implante coclear pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2021, a especialidade realizou 20 implantes cocleares – sendo 70% pelo SUS –, 3.552 consultas ambulatoriais e 2.708 cirurgias. Desde a década de 1930, o então Hospital de Crianças já possuía um Serviço de Oftalmotorrinolaringologia – na época, as patologias oculares e otorrinolaringológicas eram tratadas por um profissional especialista em doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta. A partir de 1994, com a formalização do Serviço de Otorrinolaringologia, as crianças e adolescentes passaram a ter acompanhamento por uma equipe focada no diagnóstico e tratamento – clínico e cirúrgico – das doenças de ouvido, nariz, garganta, laringe e pescoço.

O serviço conta com uma sala própria no Centro Cirúrgico com equipamentos exclusivos e uma estrutura especial para o atendimento do público infantojuvenil, que vai de bebês até adolescentes. Além dos médicos otorrinolaringologistas pediátricos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros são fundamentais no tratamento que envolve as cirurgias de implante coclear, seja para monitorar e adaptar o paciente, como para ajustar o grau de audição e orientar o desenvolvimento da linguagem.

Um marco importante ocorreu em 2011, quando a especialidade realizou com sucesso as primeiras cirurgias de implante coclear do Paraná pelo SUS. De acordo com o médico responsável desde a formalização do Serviço de Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe, Lauro João Lobo Alcântara, essa credencial faz com que o Pequeno Príncipe seja referência nesse tipo de procedimento no Brasil. “Recebemos muitos pacientes do nosso estado, mas de outras partes do país também, como a Região Norte e Nordeste. Nosso diferencial em tratar crianças e adolescentes com síndromes complexas com humanização e excelência proporciona isso”, ressalta.

O Serviço de Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe é referência nacional pela alta complexidade nos casos tratados
Em 2021, a especialidade realizou 2.708 cirurgias e 3.552 consultas ambulatoriais.

Implante coclear
O procedimento é indicado para crianças e adolescentes com perda auditiva severa ou profunda, que não têm um resultado efetivo utilizando aparelho auditivos convencionais. A cirurgia de implante coclear consiste em inserir na parte interna do ouvido um dispositivo eletrônico composto por um aparelho receptor interno e um eletrodo, que segue até a cóclea – responsável pela função auditiva e localizada na região do ouvido interno, semelhante à concha de um caracol. Externamente fica um dispositivo, que contém microfones para captar o som e transmitir para a parte interna do implante, acoplado à parte interna via ímã sobre a pele.

“Esse conjunto de equipamentos passa a fazer a função da cóclea, codificando os sons, transformando os sinais sonoros em impulsos bioelétricos, caminhando para as vias centrais auditivas”, explica o chefe do serviço. O procedimento dura, em média, de uma hora e meia a duas horas em cada orelha e é pouco invasivo. A parte interna do aparelho é introduzida no momento da cirurgia, já o dispositivo externo é ativado após 30 dias devido ao período de cicatrização.

Segundo o médico, o procedimento deve ser realizado o mais precocemente possível, assim que o diagnóstico é feito e se observa que não há resultado com o aparelho auditivo convencional. Em crianças abaixo de 1 ano, faz-se necessária uma equipe muito experiente em cirurgia pediátrica, pois tanto a anestesia quanto o procedimento se tornam mais delicados. A precocidade do procedimento é fundamental para se aproveitar o tempo ideal de desenvolvimento cerebral, seja para audição, seja para linguagem, por isso a idade não deve ser um fator limitante.

O Pequeno Príncipe conta com uma equipe multiprofissional especializada no público infantojuvenil e toda a estrutura necessária para realizar o diagnóstico, o procedimento cirúrgico, o acompanhamento pós-cirúrgico e a reabilitação dos pacientes.

 Serviço de Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe é referência no Paraná
Serviço de Otorrinolaringologia fornece acompanhamento focado no diagnóstico e tratamento – clínico e cirúrgico – das doenças de ouvido, nariz, garganta, laringe e pescoço.

Cirurgia de base de crânio
Esse procedimento é complexo porque tem o objetivo de tratar lesões, grande parte tumores, situadas em um local profundo na base do crânio e face (ouvido e cavidade nasal, por exemplo), os limites entre a face, pescoço e sistema nervoso central. Regiões que são rotineiramente examinadas pelos médicos otorrinolaringologistas, não somente pela audição e equilíbrio, mas também pela saúde das cavidades nasais e dos seios paranasais.

Entre as doenças mais comuns em crianças que comprometem a base do crânio está a displasia fibrosa e outros tumores ósseos, que são caracterizados pela substituição do tecido ósseo e da medula óssea por um tecido fibroso, levando a lesões, fraturas e deformidades; além disso, os tumores de linhagem compatível com tecido do sistema nervoso central como meningoceles, gliomas e estesioneuroblastomas, que habitualmente surgem como uma massa de tecido anormal que pode ocasionar obstrução nasal, dor ou até mesmo sangramento nasal.

O nasoangiofibroma juvenil, que é um tumor raro não canceroso – mas com comportamento agressivo – que cresce na região dos seios da face, podendo espalhar-se e envolver a base de crânio, também é visto com recorrência pelos especialistas pediátricos do Pequeno Príncipe. Hoje, com o avanço da tecnologia, é possível acessar a região por meio da nasofibroscopia, que é um aparelho constituído por um tubo – rígido ou flexível – com uma câmera na extremidade que auxilia no diagnóstico. O procedimento é realizado por meio de técnicas endoscópicas com o auxílio de ópticas rígidas e sistema de imagem.

“Hoje, nós conseguimos chegar até o local da doença por meio do nariz. Vamos deslocando até soltar todo o tumor. Em alguns casos, quando a massa é muito grande, é preciso fazer uma abertura na gengiva para auxiliar nessa soltura, mas de modo geral conseguimos fazer via transnasal”, detalha Lauro Alcântara. Quando o tumor é pequeno, a retirada é feita pelo nariz. Nos casos mais graves, a retirada é pela boca.

Esse também é considerado um procedimento que envolve uma equipe multidisciplinar focada na criança e no adolescente, pois além dos otorrinolaringologistas, os cirurgiões de cabeça e pescoço e neurocirurgiões pediátricos também podem contribuir para um resultado satisfatório e seguro para os pacientes.

Em 2021, o Serviço de Otorrino realizou 20 procedimentos de implante coclear e 3.552 consultas ambulatoriais
Além dos médicos otorrinolaringologistas pediátricos, outros profissionais como fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros, são fundamentais no tratamento de pacientes da especialidade

Traqueoplastia
O procedimento é realizado para desobstruir a região interna da traqueia. No Pequeno Príncipe, grande parte das cirurgias de estenose de traqueia é realizada em pacientes que ficam um longo período entubados e precisam ser colocados em ventilação artificial. Nesses casos, um tubo é inserido na via aérea para ser conectado a máquinas que farão a respiração.

Muitas vezes, os tubos posicionados na traqueia geram um processo de cicatrização que evolui para uma estenose – fechamento do órgão que atua como um canal para passagem do ar. “Em alguns casos, é possível fazer o processo de dilatação da traqueia com endoscopia. Mas geralmente o problema não é resolvido e a cirurgia se faz necessária”, esclarece o otorrinolaringologista. Durante a cirurgia, é possível desobstruir a traqueia por meio de uma prótese ou enxerto, fazendo com que o órgão fique aberto e proporcione que a criança ou adolescente respire pelas vias normais.

Serviço de Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe
Parte da equipe do Serviço de Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe, em 2019.

 

Acompanhe os conteúdos também nas redes sociais do Pequeno Príncipe e fique por dentro de informações de qualidade – FacebookInstagramTwitterLinkedIn e YouTube.

+ Notícias

27/01/2023

Hanseníase: atenção aos sinais e sintomas auxilia diagnóstico

Neste Dia Mundial de Combate à Hanseníase, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância de se buscar os serviços de saúde logo no aparecimento dos primeiros sinais e lembra que a doença tem cura
25/01/2023

Gastrosquise: diagnóstico é possível pelo ultrassom na gestação

O Hospital Pequeno Príncipe é referência no tratamento cirúrgico da doença, que é uma malformação rara da parede abdominal ocasionada ainda na formação do feto
23/01/2023

Saiba tudo sobre viroses em crianças

Hospital Pequeno Príncipe chama atenção de famílias para quadros virais comuns durante o verão
20/01/2023

Como cuidar da saúde mental na infância e adolescência?

O Hospital Pequeno Príncipe chama atenção para o tema e sugere atitudes de pais e responsáveis para contribuir com seus filhos
18/01/2023

Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe atende de forma integral crianças e adolescentes com deficiência

A unidade conta com laboratório de marcha, parque adaptado e sala de realidade virtual
16/01/2023

ALTA COMPLEXIDADE | Serviço de Radiologia Intervencionista

A especialidade trata doenças complexas em procedimentos minimamente invasivos. Saiba mais sobre o serviço na série de alta complexidade
Ver mais