{"id":1742,"date":"2022-11-23T15:45:15","date_gmt":"2022-11-23T18:45:15","guid":{"rendered":"https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/?p=1742"},"modified":"2022-11-28T16:32:10","modified_gmt":"2022-11-28T19:32:10","slug":"pesquisa-quer-identificar-como-evitar-recaidas-no-tratamento-de-leucemias-com-tmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/10\/pesquisa-quer-identificar-como-evitar-recaidas-no-tratamento-de-leucemias-com-tmo\/","title":{"rendered":"Pesquisa quer identificar como evitar reca\u00eddas no tratamento de leucemias com TMO"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1757\" srcset=\"https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_2-300x200.jpg 300w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_2-768x512.jpg 768w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_2-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_2-1568x1045.jpg 1568w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A leucemia \u00e9 o tipo mais comum de c\u00e2ncer em crian\u00e7as, segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA). Para enfrentar a doen\u00e7a, existem algumas possibilidades de tratamento, como as quimioterapias, os transplantes de medula \u00f3ssea e as terapias celulares. Muitos pacientes, no entanto, passam pelos tratamentos, recuperam-se e tempos depois voltam a apresentar a doen\u00e7a. Identificar os fatores de risco para as recidivas em pacientes que passaram pelo transplante de medula \u00f3ssea (TMO) \u00e9 o objetivo de uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto de Pesquisa Pel\u00e9 Pequeno Pr\u00edncipe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a crian\u00e7a tem uma reca\u00edda ap\u00f3s o transplante, as possibilidades de tratamento com op\u00e7\u00f5es reais de cura se tornam escassas. Com essa pesquisa, queremos entender como tentar evitar essas reca\u00eddas, contribuindo para a melhoria das chances de cura desses pacientes\u201d, explica a m\u00e9dica e pesquisadora Polliany Pelegrina.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tra\u00e7ar esse panorama, os cientistas est\u00e3o levantando dados de pacientes de 0 a 17 anos que passaram por TMO para tratar leucemias agudas entre 2010 e 2019, em alguns dos principais centros de tratamento do Brasil, como o Hospital Pequeno Pr\u00edncipe, o INCA, o Hospital de Cl\u00ednicas da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e o Hospital Nossa Senhora das Gra\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pequeno Pr\u00edncipe<\/strong><br>Os dados do Pequeno Pr\u00edncipe j\u00e1 foram levantados. Dos 88 pacientes que se enquadraram nos crit\u00e9rios da pesquisa, 21% reca\u00edram. Conforme a literatura, a incid\u00eancia de recidivas ap\u00f3s o transplante varia de 13% a 47%, dependendo do paciente, da doen\u00e7a e das caracter\u00edsticas do transplante. \u201cJ\u00e1 identificamos alguns fatores em comum entre esses pacientes. O primeiro deles \u00e9 a necessidade de mais linhas de tratamento quimioter\u00e1pico para entrar em remiss\u00e3o da doen\u00e7a. O segundo \u00e9 n\u00e3o conseguir atingir remiss\u00e3o completa da leucemia antes do transplante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe tamb\u00e9m est\u00e1 investigando quais s\u00e3o os fatores de prote\u00e7\u00e3o, ou seja, aqueles que ajudaram os pacientes a n\u00e3o ter reca\u00eddas. Nesse sentido, destaca-se a realiza\u00e7\u00e3o de transplantes com doadores alternativos \u2013 haploid\u00eanticos (50% compat\u00edveis) e n\u00e3o aparentados. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante o acesso a exames gen\u00e9ticos e moleculares para definir alvos a serem tratados ap\u00f3s o transplante e para j\u00e1 indicar precocemente os pacientes de maior risco, encaminhando-os para o transplante. \u201cEsses exames, que no Pequeno Pr\u00edncipe s\u00e3o feitos no Laborat\u00f3rio Gen\u00f4mico, s\u00e3o fundamentais para fazer a indica\u00e7\u00e3o do TMO no momento certo. Eles tamb\u00e9m ajudam a equipe assistencial a direcionar os cuidados no p\u00f3s-transplante\u201d, observa a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de como o Laborat\u00f3rio Gen\u00f4mico est\u00e1 transformando vidas. Essa estrutura foi constru\u00edda com recursos que recebemos dos nossos investidores, especialmente dos apoiadores por meio do Gala Pequeno Pr\u00edncipe\u201d, real\u00e7a a diretora-executiva do Hospital, Ety Cristina Forte Carneiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terapias celulares<\/strong><br>Uma das grandes contribui\u00e7\u00f5es do estudo \u00e9 indicar a necessidade de novas estrat\u00e9gias de tratamento para as crian\u00e7as que apresentam reca\u00eddas, evitando assim os \u00f3bitos. Entre os novos tratamentos j\u00e1 dispon\u00edveis na medicina est\u00e1 o Car-T Cell, um tipo de imunoterapia que utiliza linf\u00f3citos T, c\u00e9lulas do sistema imune respons\u00e1veis por combater agentes patog\u00eanicos e matar c\u00e9lulas infectadas. Por meio dessa terapia, os linf\u00f3citos T s\u00e3o retirados do organismo, isolados e ativados \u2013 ou seja, \u201creprogramados\u201d para conseguirem identificar c\u00e9lulas do c\u00e2ncer. Ap\u00f3s essa \u201creprograma\u00e7\u00e3o\u201d, eles s\u00e3o inseridos novamente no organismo do paciente. As c\u00e9lulas de defesa modificadas voltam com mais for\u00e7a para o organismo para eliminar as c\u00e9lulas tumorais.<\/p>\n\n\n\n<p>A terapia com as c\u00e9lulas Car-T est\u00e1 dispon\u00edvel no Brasil desde o in\u00edcio do ano, desenvolvida por uma empresa farmac\u00eautica. No entanto, enfrenta um grande obst\u00e1culo: o financiamento. Esse tratamento&nbsp;custa cerca de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milh\u00f5es) e ainda n\u00e3o est\u00e1&nbsp;inclu\u00eddo no rol de procedimentos oferecidos&nbsp;pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n\n\n\n<p>A terapia Car-T tamb\u00e9m est\u00e1 sendo desenvolvida em alguns centros acad\u00eamicos do pa\u00eds. Por enquanto, apenas um centro, no interior de S\u00e3o Paulo, realizou tratamentos para pacientes do SUS. \u201c\u00c9 por essa modalidade que n\u00f3s precisamos lutar, porque ela se tornar\u00e1 acess\u00edvel \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que utiliza o Sistema \u00danico de Sa\u00fade\u201d, defende a m\u00e9dica respons\u00e1vel pelo Servi\u00e7o de Transplante de Medula \u00d3ssea e pesquisadora da institui\u00e7\u00e3o, Dra. Carmem Bonfim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Hospital Pequeno Pr\u00edncipe j\u00e1 est\u00e1 habilitado a realizar o Car-T Cell da ind\u00fastria farmac\u00eautica, mas sabe-se que poucos pacientes brasileiros poder\u00e3o beneficiar-se em fun\u00e7\u00e3o do alto custo. J\u00e1 para viabilizar o Car-T Cell acad\u00eamico \u00e9 necess\u00e1rio estruturar um laborat\u00f3rio de terapia celular. \u201cJ\u00e1 temos estudos para implanta\u00e7\u00e3o dessa nova e essencial estrutura e agora estamos buscando financiamento para a implementa\u00e7\u00e3o\u201d, aponta a diretora Ety Cristina.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA terapia celular e a terapia gen\u00f4mica se apresentam como um futuro brilhante para a medicina. \u00c9 nosso dever social lutar para que essas alternativas de tratamento estejam dispon\u00edveis para todos os brasileiros\u201d, frisa Carmem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1756\" width=\"375\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_1-300x200.jpg 300w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_1-768x512.jpg 768w, https:\/\/pequenoprincipe.org.br\/newsano6\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PP_News_Ed10_Gala_Materia3_1.jpg 1300w\" sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Uma hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Eloisa chegou ao Hospital Pequeno Pr\u00edncipe em julho de 2019, aos 12 anos, depois de recorrer por v\u00e1rios dias aos postos de sa\u00fade de Curitiba para descobrir o que estava provocando tanto cansa\u00e7o e dor de cabe\u00e7a. Encaminhada ao Pequeno Pr\u00edncipe, ela teve o diagn\u00f3stico de leucemia mieloide aguda confirmado, informa a m\u00e3e, Rosa Pereira.<\/p>\n\n\n\n<p>O exame que confirmou o diagn\u00f3stico foi o de imunofenotipagem, feito no Laborat\u00f3rio Gen\u00f4mico. A investiga\u00e7\u00e3o do quadro de Eloisa teve continuidade com outros exames, todos realizados de forma gratuita, assim como todo o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os exames feitos no Laborat\u00f3rio Gen\u00f4mico demonstraram que a jovem teria uma doen\u00e7a de maior risco e se beneficiaria do transplante de medula \u00f3ssea. Essa identifica\u00e7\u00e3o de risco precoce j\u00e1 ajuda a equipe a preparar o transplante rapidamente e reduzir a toxicidade de uso de mais quimioterapia.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de um m\u00eas ap\u00f3s o in\u00edcio do preparo de Eloisa, foram encontrados tr\u00eas doadores para a adolescente: dois brasileiros e um norte-americano. O doador estrangeiro tinha 95% de compatibilidade e foi o escolhido. No dia 17 de janeiro de 2020, a medula chegou ao Brasil, permitindo que Eloisa fizesse o transplante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuarenta e sete dias depois do transplante recebemos a not\u00edcia de que a medula pegou. Fizemos uma grande comemora\u00e7\u00e3o, pois esse dia foi como se ela tivesse nascido novamente\u201d, comemora Rosa. J\u00e1 se passaram quase tr\u00eas anos do TMO, e Eloisa segue bem, sem reca\u00eddas, podendo retomar a sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clique abaixo e conhe\u00e7a mais detalhes sobre a hist\u00f3ria da Eloisa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hist\u00f3rias como a da Elo s\u00f3 existem gra\u00e7as o seu apoio!\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0h0W1LMfpeo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A incid\u00eancia de recidiva ap\u00f3s o transplante varia de 13% a 47%, dependendo do paciente, da doen\u00e7a e das caracter\u00edsticas do transplante. 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