76% dos atendimentos foram realizados pelo SUS, com volume elevado de internamentos, cirurgias e procedimentos de alta complexidade

Mariah é uma das 101.873 crianças e adolescentes que tiveram sua vida transformada pelo Hospital Pequeno Príncipe em 2025. Diagnosticada ainda bebê com uma cardiopatia congênita, ela passou por cirurgias, uso de marca-passo e, em 2025, recebeu no Hospital a indicação para um transplante de coração. O procedimento foi realizado com sucesso, permitindo que Mariah pudesse voltar a fazer algo essencial para qualquer criança: brincar, correr e viver a infância com mais liberdade. A história dela traduz, em uma vida concreta, a dimensão do impacto gerado diariamente pela instituição.
O número de atendimentos prestados em 2025 dimensiona a escala de atuação do Hospital Pequeno Príncipe em um contexto de subfinanciamento da atenção pediátrica pelo SUS e de concentração dos atendimentos em poucos centros especializados no Brasil.
Mais do que volume, esse dado revela a capacidade de uma instituição que, todos os dias, sustenta uma operação de grande porte para garantir acesso a tratamentos que muitas vezes não estão disponíveis em outras regiões do país. Famílias de diferentes estados encontram no Pequeno Príncipe não apenas atendimento médico, mas uma estrutura preparada para lidar com os casos mais complexos da pediatria.
Fortalecimento do SUS
Em 2025, 76% de todos os atendimentos realizados no Hospital foram destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme as regras da Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS). Esse percentual expressivo evidencia uma escolha institucional clara: atuar onde a demanda é maior e o financiamento é mais desafiador. No mesmo período, 53,1% das cirurgias realizadas atenderam pacientes do SUS, enquanto somente 1,5% correspondeu a atendimentos particulares.
Sustentar esse nível de acesso exige eficiência operacional e apoio contínuo da filantropia. A alta complexidade pediátrica envolve custos elevados com equipes multiprofissionais altamente especializadas, tecnologia de ponta e infraestrutura hospitalar preparada para situações críticas — despesas que não são integralmente cobertas pelos repasses públicos.
Foram 1.068.857 exames em 2025, fundamentais para diagnósticos precoces, definição de condutas clínicas e para acompanhamento de tratamentos complexos. Esse volume expressa não apenas a intensidade da atuação do Pequeno Príncipe, mas a precisão necessária para garantir segurança e qualidade no cuidado com crianças e adolescentes.

Alta complexidade
A complexidade dos casos atendidos também se reflete nos internamentos. Ao longo do ano, a instituição registrou 21.637 hospitalizações, das quais 15%, ou seja, 3.245, ocorreram em unidades de terapia intensiva (UTIs). Foram crianças que demandaram vigilância contínua, tecnologia avançada e equipes treinadas para lidar com situações de alto risco.
O Hospital realizou 20.534 procedimentos cirúrgicos em 2025 de pequeno, médio e grande porte, muitos deles associados a malformações congênitas e condições que exigem atuação integrada de diferentes especialidades. A capacidade de realizar esse volume cirúrgico com qualidade e segurança posiciona o Pequeno Príncipe como um dos principais centros de referência em pediatria do país.
Entre os procedimentos mais complexos estão os transplantes pediátricos. Foram feitos 308 transplantes em 2025, incluindo órgãos, tecidos e válvulas cardíacas. Cada um deles representa uma combinação de alta especialização médica, logística sofisticada, suporte intensivo e acompanhamento de longo prazo — elementos que tornam esse tipo de cuidado especialmente oneroso e estratégico.
O cuidado contínuo também marca a atuação do Hospital. Em 2025, crianças e adolescentes passaram por 5.004 sessões de hemodiálise e 3.404 sessões de quimioterapia, além de um total de 258.554 atendimentos ambulatoriais. Esses números refletem a presença do Pequeno Príncipe na vida de pacientes que convivem com doenças crônicas e tratamentos prolongados, muitas vezes ao longo de anos.
Impacto social
Para quem investe em impacto social, o retrato de 2025 revela uma equação clara: escala elevada, complexidade assistencial e forte impacto público, sustentados por eficiência operacional e investimento social. Cada número traduz não somente atendimento, e sim a capacidade de transformar recursos em cuidado qualificado e acesso à saúde.
Em um sistema no qual o financiamento público não cobre integralmente os custos da alta complexidade pediátrica, o apoio de doadores e investidores sociais é decisivo para manter essa engrenagem em funcionamento. “Investir no Pequeno Príncipe é fortalecer o SUS, garantir excelência no atendimento e assegurar que milhares de crianças e adolescentes tenham acesso à medicina pediátrica de ponta — hoje e no futuro”, enfatiza a diretora-executiva do Hospital, Ety Cristina Forte Carneiro.
Hospital Pequeno Príncipe em números — 2025
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