Campanha Pra Toda Vida

O Hospital Pequeno Príncipe é referência no atendimento de casos de suspeita de violência desde a década de 1970, quando os profissionais iniciaram o atendimento diferenciado às crianças que chegavam à instituição com lesões incompatíveis com as histórias relatadas por seus responsáveis. Desde então, desenvolve ações de mobilização e conscientização sobre o tema.

Em 2006, essas atividades foram formalizadas como parte da Campanha Pra Toda Vida – A violência não pode marcar o futuro das crianças e adolescentes. Desde então, é realizada a mobilização da sociedade, feita a distribuição de manuais para profissionais das áreas da saúde e da educação, e organizadas campanhas para estimular a denúncia. Assim, a iniciativa procura contribuir com a redução dos casos de maus-tratos registrados no Brasil.

A Campanha Pra Toda Vida atua em três vertentes: a capacitação de profissionais da saúde e da educação para reconhecimento e denúncia dos casos de suspeita de violência; a orientação das próprias crianças sobre seus direitos e formas de autocuidado; e o incentivo à denúncia pelos diversos atores da sociedade.


Ações deste ano
Em 2017, como parte da campanha, serão distribuídos 5 mil exemplares de dois manuais sobre o enfrentamento à violência contra o público infantojuvenil. Serão 1 mil manuais voltados a profissionais de saúde distribuídos para unidades básicas de saúde e regionais de Curitiba e Foz do Iguaçu. Outros 4 mil exemplares dedicados a educadores serão entregues em creches, escolas, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) dos dois municípios.

Juntamente a essas publicações, serão entregues em cada local três kits com os livros de poesia Eu sei de mim – volume 1, voltado a crianças de três a oito anos – e Eu sei de mim, Ah! Sei sim! – volume 2, para meninos e meninas de nove a 12 anos –, de autoria de Thelma Alves de Oliveira. Ao todo, serão distribuídos 3 mil exemplares de cada volume, que dão ênfase ao autocuidado contra agressões. A impressão dos manuais e dos livros foi possível a partir de um projeto viabilizado pela Itaipu Binacional.

Paralelamente, o Hospital Pequeno Príncipe mantém a constante capacitação e atualização dos profissionais que atuam no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência. Médicos, enfermeiros, auxiliares de Enfermagem, professores e assistentes sociais da instituição, por exemplo, participam das atividades.