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Voluntária mirim do Pequeno Príncipe dá lição de altruísmo

Paciente de 9 anos decidiu dedicar tempo ao Hospital, quando vinha para suas consultas, ao perceber a importância do trabalho dos voluntários

Aberto a quem quiser se engajar na causa da saúde infantojuvenil, o Pequeno Príncipe tem um corpo de voluntários diversificado. A idade mínima para ser voluntário é de 18 anos, mas a restrição etária não é motivo para deixar de ajudar. O exemplo vem até de alguns pacientes do Hospital.

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Isabelle de Oliveira já recebeu alta da quimioterapia, mas deixou uma lição de amor pelo voluntariado

É o caso de Isabelli de Oliveira Rodrigues Pereira, de nove anos, que é paciente do Pequeno Príncipe desde 2011. A menina frequentou a instituição para tratar uma leucemia e recentemente teve alta da quimioterapia. Paralelo ao tratamento de saúde, a pequena construiu uma história de dedicação ao voluntariado.

Tudo começou quando, em um dia de aniversário no Hospital, Isabelli recebeu um presente de um grupo de voluntários. O simples gesto de carinho mudou a vida da garota, que decidiu se engajar no voluntariado do Pequeno Príncipe. Todos os dias em que tinha retorno médico agendado, a menina dedicava um tempo para distribuir desenhos e lápis de colorir para outros pacientes. Isabelli até pediu para que a mãe providenciasse um avental amarelo, semelhante ao que é utilizado pelos voluntários adultos.

A atitude positiva ajudou na recuperação da garota. “No começo, ela ia para a consulta, mas era mais difícil. Quando ela começou a ser voluntária, adquiriu um entusiasmo diferente para ir ao Hospital. Ficou mais fácil para ela passar pelo tratamento”, contou a mãe Laura de Oliveira, em uma entrevista à TV Educativa em 2012.

Hoje, as consultas já são em menor frequência: Isabelle retorna ao Pequeno Príncipe a cada seis meses. O exemplo da menina, contudo, ainda motiva aqueles que dedicam tempo para as crianças e adolescentes do Hospital. “Em todo o treinamento de integração dos voluntários, eu sempre conto a história da Isabelli. É importante que os voluntários entendam que o que eles vêm fazer aqui faz diferença para as crianças e para as famílias”, explica Mariana Santos, psicóloga do Setor de Voluntariado.

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