Simpósio de Nanobiotecnologia termina com saldo positivo

O evento, realizado pelo Complexo Pequeno Príncipe, reuniu pesquisadores brasileiros e estrangeiros e profissionais e estudantes de várias áreas

Imagem 020O II Simpósio Internacional de Nanobiotecnologia terminou nesta sexta-feira após dois dias de apresentações, troca de experiências e um curso de redação científica. O evento, realizado pelo Complexo Pequeno Príncipe, reuniu pesquisadores brasileiros e estrangeiros e profissionais e estudantes de várias áreas.

Na programação de hoje, a médica Katherine Carvalho (foto), do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, abordou o tema “Desenvolvimento de membrana nanoestruturada para veicular células e medicamentos para a regeneração de tecidos humanos”.

A pesquisa é coordenada por ela no Instituto de Pesquisa há quase três anos e consiste em desenvolver nanomembranas destinadas a reparar, restaurar e recuperar tecidos, com o uso de polissacarídeos e celulose bacteriana.

Segundo explicou, são duas linhas de pesquisa, “uma na formação de vasos no coração para recuperar o miocárdio infartado, e outra no auxílio da regeneração de queimaduras, diminuindo o tempo de cicatrização”.

Já o professor-doutor Cauê Ribeiro, da Embrapa de São Carlos, falou sobre a nanotecnologia na sanidade e nutrição animal. Ele destacou que o objetivo da nanobiotecnologia com esse foco é melhorar a qualidade e a quantidade da carne, do leite e dos derivados.

“Isso se dá com a nutrição adequada, que trabalha com a ureia na alimentação para aumento do peso, mas tendo a preocupação em controlar a dose e evitar a intoxicação do animal”, afirmou.

Esse cuidado com a saúde também se reflete na utilização de medicamentos com princípio ativo validado, visando a aumentar a eficiência da pecuária leiteira. As pesquisas se concentram, por exemplo, em doenças oculares, feridas e inflamações nos úberes dos animais.

Também apresentaram um resumo de suas pesquisas os convidados César Santana, da Unicamp; Arandi Bezerra, da UTFPR; Francine Valenga, da PUC-PR; Caroline Prando, do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, Enzo Lalli, do Institute of Molecular and Cellular Pharmacology, da França; e Adam Smith, do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe/Universidade de British Columbia.

Avaliação

Os palestrantes foram unânimes em ressaltar a importância do evento. Para Cauê Ribeiro, “diante da falta de mão de obra para a ciência e tecnologia avançada, o simpósio foi válido por trazer alunos e pessoas interessadas no tema. Isso motiva o trabalho da ciência, principalmente a nanobiotecnologia, que tem um potencial imenso”.

O professor Arandi Bezerra apontou a interação entre os participantes. “O evento foi importante porque reuniu grupos de áreas diferentes e aproximou pesquisadores. Nos últimos anos, na Região Sul, é primeiro evento desses”, disse. O mesmo pensamento tem o pernambucano Celso de Melo, que destacou a “oportunidade de interação, troca de conhecimentos e estabelecimento de futuras parcerias entre pessoas de formações distintas”.

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