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Prevenção é a melhor forma de combater o sarampo

Com mais de 650 casos confirmados no país, o Ministério da Saúde promove, entre 6 e 31 de agosto, uma campanha de vacinação com foco em crianças de 1 até 5 anos incompletos

O rash cutâneo é uma das particularidades do sarampo. A doença voltou a ser um problema no Brasil.

O sarampo voltou a ser uma questão de preocupação no Brasil.  De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, o país tem 677 casos confirmados da doença e enfrenta dois surtos – em Roraima e no Amazonas, regiões mais atingidas pelo vírus.

Com 2.724 casos em investigação, o governo brasileiro reconhece que o problema está relacionado à importação da doença – o genótipo do vírus é o mesmo que circula na Venezuela. Por conta disso, entre 6 e 31 de agosto será promovida uma campanha nacional de vacinação voltada a crianças de 1 até 5 anos incompletos.

O vice-diretor técnico e coordenador de ensino do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Junior, lembra que o sarampo é uma doença predominantemente da faixa pediátrica caracterizada, principalmente, por febre, conjuntivite, coriza e tosse.  “Esses sintomas, associados principalmente a manchas brancas que ficam na mucosa, chamadas de mancha de Koplik,  que aparecem antes de a doença se instalar, são característicos do sarampo”, fala o especialista.

O médico lembra que a vacina é a única forma de prevenção. “É uma vacina muito eficaz e faz parte do calendário do Ministério da Saúde. Todas as crianças têm que tomar a partir do primeiro ano de vida e fazer um reforço antes dos 5 anos. Adultos que não tomaram a vacina quando pequenos, ou não têm certeza se foram imunizados, devem tomá-la. Ela também fica disponível gratuitamente nesses casos”, completa  Victor Horácio.

Há sintomas comuns aos da gripe, mas que podem ser diferenciados por uma particularidade específica. “A maneira de diferenciar é pelo rash cutâneo, que são manchas na pele que vão da cabeça até o pé, ou seja, acometem o corpo todo”, reitera o médico.

O vice-diretor técnico e coordenador de ensino do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Junior, lembra que a vacina é a única forma de prevenção contra o sarampo.

Contagiosa

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa. “A transmissão é muito fácil – por via respiratória, ou seja, por gotículas de saliva que ficam no ar. Por isso, o paciente com sarampo deve ter isolamento respiratório por até 15 dias – já que normalmente o período de incubação, do contágio até aparecer os primeiros sintomas, é de 10 a 12 dias e o paciente pode estar transmitindo antes mesmo do aparecimento dos sintomas”, completa o médico Victor Horácio de Souza Costa Junior.

O tratamento do sarampo é somente sintomático – remédio para febre e dor, além do isolamento respiratório. “A complicação mais frequente são as otites médias, que devem ser tratadas paralelamente. Em crianças desnutridas ou que já apresentem outras complicações médicas, o sarampo pode evoluir a graves infecções”, finaliza o especialista.

 

Vacinas protegem e evitam doenças

A médica e coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar (SECIH) e do Serviço de Imunizações do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Giamberardino, lembra que as vacinas são essenciais para garantir uma vida saudável. “Elas reduzem a mortalidade, as sequelas e evitam doenças. É uma forma de prevenção primária”, comenta.

Depois da água tratada, completa a especialista, as vacinas são a melhor proteção contra as doenças. “São incalculáveis os problemas provocados pela não vacinação. É até uma questão de negligência, como prevê o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É como andar de carro sem o cinto de segurança”, diz.

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