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Representantes da associação Raid Latécoère-Aéropostale, parceira da Fundação Saint-Exupéry, conhecem o Hospital Pequeno Príncipe

Além de acompanhar os trabalhos da instituição em prol da saúde infantojuvenil, os visitantes também reforçaram seu compromisso em manter viva a memória e o trabalho do escritor francês

Representantes da Raid Latécoère-Aéropostale com o diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro, e a diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro.

Um encontro repleto de histórias e memórias tomou conta do Hospital Pequeno Príncipe no dia 8 de maio. Representantes da Raid Latécoère-Aéropostale, organização francesa fundada em 2007, vieram à instituição conhecer as atividades realizadas há 99 anos em favor de meninos e meninas de todo país.

A entidade, criada pelo Aeroclube Pierre-Georges Latécoère e financiada pelos Fundos Latécoère, tem uma importante ligação com a história do escritor Saint-Exupéry, cujo personagem principal dá nome ao maior hospital exclusivamente pediátrico do país. O grupo remonta à antiga Companhia Latécoère Aéropostale, da qual o autor fez parte como aviador, e que completaria um século em 2018.

Em sua missão, a Raid Latécoère-Aéropostale tem por objetivo também manter viva a memória do criador do Pequeno Príncipe. O grupo, que também é parceiro da Fundação Saint-Exupéry, conheceu a UTI Neonatal e ainda fez uma surpresa para a paciente Isadora Barros, que em 2017 recebeu a visita do cantor britânico Ed Sheeran. “Aqui no Hospital Pequeno Príncipe, nós tivemos um acolhimento absolutamente maravilhoso e muito caloroso de toda a equipe. Tenho certeza que a instituição carrega com dignidade o nome da obra do autor Saint-Exupéry, levando adiante todos os seus valores. Conseguimos ver hoje, através das atividades, das crianças e do ambiente que esses valores reinam aqui dentro. Eles são muito bem transmitidos, fazendo com que passem de geração a geração”, comenta o presidente da organização, Hervé Berardi.

Aviação

A Raid Latécoère-Aéropostale tem como missão revisitar o patrimônio aeronáutico francês, apoiando projetos humanitários ligados à área e à educação. Além disso, os representantes viajam pelas antigas linhas da Latécoères Aéropostale. Em cada lugar visitado, procuram trocar informações e conhecimentos com a população local, com o objetivo de resgatar histórias da época e homenagear os pilotos que por ali passaram.

Para o diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro, a visita reforça laços e abre possibilidade para parcerias futuras. “Assim como a Raid Latécoère-Aéropostale, somos parceiros da Fundação Saint-Exupéry, que nos permitiu, em 2015, a criação da Biblioteca O Pequeno Príncipe. Esse resgate histórico promovido pela entidade, às vésperas do nosso centenário, é inspirador e nos motiva a buscar formas de divulgar ainda mais nossas iniciativas em favor da infância e da adolescência mantendo sempre presente os ideais e a memória do escritor francês”, completa.

Exposição traz o universo do Pequeno Príncipe para os pacientes

Como parte da visita da organização Raid Latécoère-Aéropostale, o Hospital Pequeno Príncipe mantém aberta, até o dia 24 de maio, a exposição “Sou da Minha Infância”, inspirada no clássico de Antoine de Saint-Exupéry. A mostra fotográfica, que ocupa a entrada do internamento e a Praça do Bibinha,  é composta por 8 imagens, realizadas em 2015, nas dunas da Praia do Campeche, em Florianópolis. O trabalho, de autoria da fotógrafa Mari Merlim e da pesquisadora Mônica Corrêa, contou com a participação especial do menino Arthur de Sena Nunes que, com o ensaio, passou a ser chamado de “Pequeno Príncipe brasileiro”.

A exposição faz parte do projeto Saint-Exupéry no Brasil e no Brasil de Saint-Exupéry, que tem por objetivo  manter viva a passagem do renomado escritor francês por terras brasileiras. De acordo com Mônica Corrêa – que traduziu dois livros do autor e se dedica ao estudo de suas obras –, quando Saint-Exupéry era piloto da Aéropostale, antiga companhia aérea francesa, o Brasil estava na sua rota, com destaque para a capital catarinense. Sua presença em Florianópolis foi marcante entre as décadas de 1920 e 1940.

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