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Protocolo Preaut auxilia na identificação precoce do autismo

O Hospital Pequeno Príncipe trouxe para debate entre profissionais da saúde e educação as perspectivas atuais para detecção e intervenção precoce de problemas psíquicos ainda na Primeiríssima Infância

Um transtorno que afeta 1 a cada 160 crianças no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), merece toda a atenção da ciência. O projeto Preaut, criado na França, se dedica à identificação precoce de bebês com risco de apresentar autismo.

A médica Terezinha Rocha de Almeida, que coordena a pesquisa Preaut – Eixo Maceió, em encontro realizado sobre o tema no Pequeno Príncipe.

Atualmente, o grande desafio das famílias é descobrir o quanto antes a existência de transtornos psíquicos nos filhos. Porém, geralmente o diagnóstico ocorre após os 3 anos ou mais, quando a reversão dos prejuízos se torna mais difícil, pois o autismo já é considerado instalado. “O protocolo Preaut auxilia os profissionais da saúde e educação a identificarem indícios de que o bebê tenha o risco de uma evolução autística a partir do quarto mês e antes dos três anos. Secundariamente, toda vez que pesquisamos sinais de risco de autismo, podemos encontrar outros sinais que levem a outros transtornos de desenvolvimento”, destacou a médica Terezinha Rocha de Almeida, neuropediatra, neurofisiologista, diretora médica do Núcleo de Atenção a Crianças Especiais (NACE) e coordenadora da pesquisa Preaut – Eixo Maceió, que participou recentemente de um encontro no Hospital Pequeno Príncipe.

Profissionais da área da saúde e educação participam de encontro sobre atualização e novas perspectivas do protocolo Preaut.

O objetivo dessa intervenção interdisciplinar precoce é melhorar a qualidade de vida das crianças atingidas por esse transtorno e também dessas famílias. “Nem sempre consegue-se impedir o aparecimento do autismo, mas é possível minimizar os sintomas com as terapias, tentando colocá-las no canal da normalidade. Com relação à minha experiência de capacitação com os profissionais, posso dizer que foi muito eficaz. Pois começaram a surgir mais casos de autismo em bebês, do que em crianças, que é quando o transtorno já está cristalizado”, finalizou Terezinha Rocha de Almeida.

O objetivo dessa intervenção interdisciplinar precoce é melhorar a qualidade de vida das crianças atingidas por esse transtorno e também dessas famílias. “Nem sempre consegue-se impedir o aparecimento do autismo, mas é possível minimizar os sintomas com as terapias, tentando colocá-las no canal da normalidade. Com relação à minha experiência de capacitação com os profissionais, posso dizer que foi muito eficaz. Pois começaram a surgir mais casos de autismo em bebês, do que em crianças, que é quando o transtorno já está cristalizado”, finalizou a médica.

Sobre o projeto Integra

A iniciativa do Hospital Pequeno Príncipe busca oferecer o acesso ao diagnóstico diferencial e ao tratamento interdisciplinar a crianças e adolescentes com transtorno ou deficiência mental, intelectual, múltipla e de autismo. A iniciativa é colocada em prática com recursos provenientes do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS). O Integra garante a pacientes vindos de Curitiba e municípios da região metropolitana avaliações diagnósticas (neuropsicológica e clínica) e tratamento especializado, com sessões de fonoaudiologia e terapia ocupacional. A terapêutica é individualizada e personalizada, e definida de acordo com as necessidades de cada menino e menina.

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