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Pré-natal e acompanhamento regular de pediatra ajudam no tratamento de cardiopatias congênitas

Neste Dia Mundial do Coração, 29 de setembro, o Hospital Pequeno Príncipe chama a atenção para cuidados essenciais que podem aumentar a sobrevida de bebês com doenças cardíacas graves

Ainda barriga da mãe, João Gabriel Nadolny foi diagnosticado com TGA – Transposição DSC_0050das Grandes Artérias, quando a aorta e artéria pulmonar estão em posições trocadas. Os cuidados precoces foram fundamentais para que hoje, 50 dias após o nascimento, sua história já fosse marcada por grandes vitórias. E não é para menos, o pequeno João já superou uma cirurgia cardíaca de seis horas no segundo dia de vida, um mês de UTI, dez dias de internamento e, agora, aproveita o seu décimo dia em casa.

O bem-estar do paciente deve-se a um pré-natal cuidadoso, que possibilitou o diagnóstico de cardiopatia congênita a tempo de não prejudicar o desenvolvimento da criança no útero da mãe. O acompanhamento mensal de uma cardiologista também foi decisivo para que a equipe médica pudesse programar os primeiros procedimentos para uma melhor qualidade de vida ao pequeno João.

A cardiologista do Hospital Pequeno Príncipe, Cristiane Binotto, explica que por meio de uma ecocardiografia, realizada entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação, é possível identificar problemas no coração do bebê e a necessidade de uso de medicamento nas primeiras horas de vida. “O diagnóstico fetal modifica a evolução de cardiopatias graves. É importante ressaltar que, além de aumentar as chances de sobrevida dos pacientes, o diagnóstico e tratamento precoces podem evitar, no futuro, sequelas neurológicas, pulmonares, motoras, entre outras”, alerta a cardiologista.

“Para nós, o tratamento da equipe multidisciplinar do Hospital Pequeno Príncipe representou uma verdadeira benção de Deus. Agradecemos a dedicação, atenção e apoio dos profissionais que são verdadeiros anjos”, comemora a mãe de João Gabriel, Graziela Nadolny.

Pequeno Príncipe no tratamento de doenças congênitas
O Hospital Pequeno Príncipe recebe crianças de todo o país para tratamento de cardiopatias congênitas. A instituição é um dos poucos centros no Brasil com um serviço especializado em cardiologia pediátrica. O paciente tem desde a consulta com o cardiologista, até a estrutura para realizar um transplante de coração. O serviço conta com uma equipe multidisciplinar, com destaque para 25 cardiologistas pediátricos; seis residentes; duas equipes cirúrgicas com dez cirurgiões; uma equipe de eletrofisiologia com três cardiologistas pediátricos; e um hemodinamicista.

Atendimentos cardiológicos em 2014
Mais de 8.500 consultas;
6.900 ecocardiogramas;
3.500 exames de eletrofisiologia, como holter, teste de esforço e Tilt test;
360 hemodinâmicas;
450 cateterismos;
700 cirurgias;
800 pacientes na UTI Cardiológica.

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