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Pequeno Príncipe antecipou a não utilização de instrumentos e aparelhos com mercúrio em suas unidades

Precursora de políticas públicas, a instituição aboliu definitivamente o elemento químico de suas unidades em 2013. Desde o início deste ano, a fabricação, importação e comercialização de produtos que utilizam coluna de mercúrio está proibida no Brasil.

Desde o dia 1º de janeiro deste ano está proibida, em todo o país, a fabricação, a importação e a comercialização de termômetros e de esfigmomanômetros (aparelhos para verificar a pressão arterial) que utilizam coluna de mercúrio para diagnóstico em saúde. A medida, publicada no Diário Oficial da União em março de 2017, também inclui a proibição do uso desses equipamentos em serviços de saúde, que deverão fazer o descarte adequado.

Ciente da importância dessa medida, o Complexo Pequeno Príncipe implantou, em 2011, o Programa Mercúrio Livre, que objetiva transformar todas as suas unidades em ambientes livres deste elemento químico. A ação faz parte da coalizão internacional Saúde sem Dano, que trabalha para que o setor da saúde seja menos impactante ao meio ambiente, sem comprometer a segurança e o cuidado do paciente.

Para o diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro, um hospital do porte da instituição deve servir de exemplo e antecipar políticas públicas. “Sabendo do mal que o mercúrio faz ao meio ambiente e pode fazer à saúde de todos, fazemos questão de repercutir essa ideia com diversas ações há muitos anos para fazer essa transição cultural com os nossos colaboradores e até mesmo com os responsáveis pelos pacientes – que muitas vezes traziam o termômetro com mercúrio de casa. O Pequeno Príncipe está livre de mercúrio desde 2013. Depois de muito estudo e conversa decidimos não comprar mais o termômetro e aparelho de pressão que tivesse o químico”, comenta.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a determinação, aprovada pela própria pasta e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cumpre o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção de Minamata, que debateu os riscos do uso do mercúrio para a saúde e para o meio ambiente.

A convenção, assinada pelo Brasil e por mais 140 países em 2013, tem como objetivo eliminar o uso de mercúrio em diferentes produtos. A medida, no entanto, não veta o uso doméstico de termômetros de mercúrio para quem já possui o equipamento.

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