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O trabalho voluntário faz parte da história centenária do Pequeno Príncipe

Na véspera do Dia do Voluntário Paranaense, celebrado neste 27 de setembro, descubra como a união e dedicação de cidadãos e empresas socialmente responsáveis são fundamentais na rotina da instituição

Rita Lous (ao centro, de azul), coordenadora do Setor de Voluntariado do Hospital Pequeno Príncipe, com a equipe da área: trabalho inspirador em prol da saúde infantojuvenil.

O trabalho voluntário foi fundamental para a construção da história centenária do Pequeno Príncipe. Desde 1919 até os dias de hoje, o comprometimento de pessoas que dedicam seu tempo, carinho e habilidades faz a diferença em favor de meninos e meninas de todo Brasil.

Com a proximidade do Dia do Voluntário Paranaense, comemorado neste 27 de setembro, a instituição celebra o apoio de cidadãos e empresas socialmente responsáveis em prol da saúde infantojuvenil. “Os voluntários têm um papel fundamental no Hospital, fazem parte da nossa história. São 100 anos em que, diariamente, contamos com a atuação deles, que proporcionam aos pacientes o essencial à infância: o brincar com carinho e alegria. Em nome de cada menino e menina atendido no Pequeno Príncipe, agradeço e parabenizo os voluntários, que com seus sorrisos e dedicação nos ajudam a transformar vidas”, comenta a diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro.

Há 25 anos no Hospital, a coordenadora do Setor de Voluntariado do Pequeno Príncipe, Rita Lous, ressalta que – no contato com os voluntários – aprendeu que a persistência vale a pena. “Desde que comecei a trabalhar aqui, em 1994, percebi nitidamente a importância do trabalho voluntário na história dos hospitais. Presenciei muitas transformações  e aprendi com eles que por mais atribulada que a vida seja, por mais que se passe por momentos difíceis, é possível encontrar o melhor de si para disponibilizar  ao outro por meio de um trabalho em que a recompensa se faz subjetivamente”, observa.

Atividades

Construído a partir do sonho de voluntárias da sociedade curitibana, integrantes do Grêmio das Violetas, que deu origem à Cruz Vermelha do Paraná, o Pequeno Príncipe conta, atualmente, com 300 voluntários. Diariamente, são inúmeras as atividades desempenhadas na instituição (veja o quadro que ilustra a reportagem). Em 2018, por exemplo, foram 100.904 atendimentos realizados.

No ano passado, foram 16.753 horas de trabalho voluntário com 1.067 participantes. “Acredito que todos que têm alguma relação com o trabalho voluntário reconhecem, sem dúvida, que auxilia muito a quem é dedicado, mas ainda mais para quem realiza. É uma parceria que só agrega à vida”, reforça Rita Lous.

Para quem pensa em atuar como voluntário, a primeira dica é ter disposição. “Em segundo lugar,  é preciso considerar o que representa o trabalho voluntário para nossa instituição e o que o fundamenta, pois as atividades são baseadas nesses princípios. A partir deste ponto, uma vez identificado com a nossa causa, o trabalho flui de maneira enriquecedora”, reitera a coordenadora do Setor de Voluntariado do Hospital Pequeno Príncipe.

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O exemplo de dona Ety

Presidente voluntária da Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, mantenedora do Complexo Pequeno Príncipe, há mais de 50 anos, Ety Gonçalves Forte é um exemplo inspirador. Com amor e dedicação tornou possível e digno o atendimento hospitalar a milhares de crianças e adolescentes, influenciando a trajetória de gerações de paranaenses e brasileiros.

Para “Dona Ety”, como é carinhosamente chamada por todos, com o 100º aniversário do Pequeno Príncipe é ainda maior o compromisso de oferecer o melhor atendimento a todas as crianças e adolescentes. “Fazemos isso usando os recursos que recebemos de forma séria e transparente. Estamos sempre de portas abertas para mostrar o nosso trabalho, convite que fica aqui reforçado a todos os nossos apoiadores”, fala

Em toda sua jornada, a presidente contou com o apoio da sociedade. “Dos tempos em que eu batia de porta em porta aos dias de hoje.  E eu acredito que essa acolhida tem uma explicação: a comunidade está sempre disposta a ajudar quando você tem uma boa causa e sabe usar com responsabilidade o que recebe”, comenta.

“A presença de dona Ety, desde o início do Setor de Voluntariado, traz uma referência simbólica forte e ética  até os dias atuais a todos, colaboradores e voluntários, que muitas vezes retornam como voluntários por terem tido uma história com a instituição, marcada por amor, alegria e comprometimento. Essas histórias reforçam ainda mais a identidade do Hospital e sua missão. Fazer parte disto é muito gratificante”, completa a coordenadora do Setor de Voluntariado do Pequeno Príncipe, Rita Lous.

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