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O Imposto de Renda pode transformar vidas

Contribuintes que declaram por formulário completo podem destinar até 6% do IR – a pagar ou restituir – em prol de instituições como o Hospital Pequeno Príncipe. O prazo final é 28 de dezembro

De uma maneira simples e prática, parte do Imposto de Renda – a pagar ou a restituir – pode contribuir com a saúde de crianças e adolescentes de todo Brasil. Se você quer fazer do acerto de contas com o “leão” uma possibilidade de fazer o bem, vale lembrar que pessoas físicas podem, desde que declarem por formulário completo, destinar até 6% do IR em benefício de organizações filantrópicas e outras iniciativas. Para pessoas jurídicas, o percentual é de 9% da declaração por lucro real a seis projetos distintos, sendo 1% ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA). O prazo final é 28 de dezembro.

Para quem pensa em contribuir, mas ainda tem muitas dúvidas sobre o assunto,  uma boa dica é o “Guia Sobre Benefícios Fiscais nas Doações para os Fundos e Programas”, disponibilizado para download gratuitamente no site da Receita Federal. Bastante desconhecida ainda por boa parte dos contribuintes, essa possibilidade de doação tornou-se fundamental para os trabalhos de instituições como o Hospital Pequeno Príncipe, que há quase um século se dedica à assistência e pesquisa em prol de crianças e adolescentes de todo Brasil.

Com a grave crise vivida por hospitais filantrópicos e o subfinanciamento verificado na área da saúde, o apoio de toda sociedade é fundamental para a manutenção dos trabalhos. Atualmente, apenas 25% do orçamento do Pequeno Príncipe é proveniente do governo, sendo que a instituição destina cerca de 70% da sua capacidade de atendimento para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O apoio de toda sociedade é fundamental para a manutenção das atividades do Hospital Pequeno Príncipe.

“Contamos com a sensibilidade do cidadão que tem a oportunidade de destinar parte do imposto devido para apoiar a causa do direito à vida e à saúde das crianças. O processo é simples e permite ao doador acompanhar como o recurso é utilizado. E para nós as doações pelo Imposto de Renda são de fundamental importância. Sabemos que há um potencial de pelo menos R$ 5 bilhões em imposto que não é doado. Esse valor transformaria milhares de vidas na saúde ”, reforça a diretora executiva da instituição, Ety Cristina Forte Carneiro.

Em 2017, a captação representou 17% da receita do Pequeno Príncipe, o maior hospital pediátrico do Brasil. “Sem os recursos captados, nós teríamos fechado com um prejuízo de R$ 25 milhões e não teríamos condições de oferecer a estrutura que temos e todo o processo de modernização que estamos investindo”, complementa a diretora.

A instituição tem utilizado a Renúncia Fiscal há mais de uma década e ajudou a propagar esse mecanismo para muitas empresas e cidadãos. Para auxiliar possíveis doadores, desenvolveu um site próprio – www.doepequenoprincipe.org.br – e conta ainda com o apoio de personalidades e empresários de destaque no cenário nacional.

Na prática

Um dos apoiadores do Pequeno Príncipe é Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde. Importante nome da área econômica brasileira, o profissional lembra que a instituição é um exemplo de eficiência que pode inspirar o setor público e multiplicar boas práticas. “Apenas cerca de 2% do potencial de Renúncia permitido é utilizado. É uma adesão muito baixa para algo que é simples de ser feito e dá resultado. Digo isto por experiência própria. Neste ano, escolha sua causa e destine parte do seu Imposto de Renda Devido a organizações sérias”, comenta.

O comprometimento de empresas e cidadãos transforma vidas. Aos 6 meses, Jalisson Lian Duarte da Costa, de Itapejara d’Oeste, cidade do interior do Paraná, apresentou um problema nos rins e foi transferido para tratamento de hemodiálise no Hospital Pequeno Príncipe. “Quando chegamos aqui, já me senti bem. É um hospital de criança, parece um lugar encantado. Depois de 3 anos e 9 meses fazendo hemodiálise, meu filho entrou na fila de transplante de rim e, aos 4 anos, fez o procedimento. Nesse período, usamos a Casa de Apoio, o Família Participante, tudo pelo SUS. Nunca gastei um centavo aqui, nem com os medicamentos, que são muito caros. Hoje, aos 8 anos, a qualidade de vida dele é ótima, é uma criança ativa. O atendimento no Hospital é muito bom. Se não fosse o Pequeno Príncipe, o Jalisson nem estaria mais aqui com a gente”, explica Joice Duarte, mãe do garoto.

Jalisson, de Itapejara d’Oeste, interior do Paraná: depois do sucesso do transplante de rim, realizado no Pequeno Príncipe, o garoto, hoje com 8 anos, tem uma rotina como a de qualquer outra criança da sua idade.

 

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