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O combate ao preconceito é o desafio no Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Mesmo com a evolução dos tratamentos, a intolerância ainda é uma barreira a ser superada

laco-aids-bigOs primeiros casos de aids – uma doença crônica causada pelo vírus HIV, que afeta o sistema imunológico – surgiram em 1977. Depois de quase 40 anos, os tratamentos avançaram muito e permitem que os portadores levem uma vida praticamente normal. O preconceito, por outro lado, aumenta diariamente. Pensando nisso, nesta quinta-feira, 1.º, é lembrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

De acordo com a infectologista do Hospital Pequeno Príncipe, Marina Assahide, a intolerância é histórica. “Antigamente, a aids estava associada a prostituição, ao homossexualismo e ao uso de drogas.  Hoje, isso não tem nada a ver. Os portadores são empresários, donas de casa e até esportistas, por exemplo”, destacou.

Aids em crianças

A transmissão do vírus de mãe para filho reduziu 36% nos últimos seis anos. Os dados do Ministério da Saúde apontam para uma maior conscientização sobre a doença. “A diminuição do índice é reflexo de uma ampliação do teste pré-natal e do uso de medicamentos para gestantes, que reduzem o contágio de mãe para filho de 28% para 1%”, explicou a infectologista.

Apesar disso, a desinformação e a ausência de um trabalho mais atuante das redes de saúde ainda são as principais causas da aids pediátrica. “Infelizmente, pessoas do interior acabam vivendo mais essa realidade. Muitos, inclusive, recebem o diagnóstico aqui no Pequeno Príncipe mesmo, depois de apresentarem alguns sintomas da doença”, disse. Entre as características da enfermidade estão o inchaço do abdômen, insuficiência no crescimento, diarreia intermitente, entre outros.

O tratamento da aids envolve o uso de medicamentos durante toda a vida. “Apesar disso, a enfermidade deve ser tratada normalmente, como uma doença crônica comum”, afirmou a médica. Ela ainda aponta alguns cuidados que devem ser tomados. “Também se faz necessário o uso de preservativos durante as relações sexuais e não compartilhar agulhas e seringas que não estejam esterilizadas”, reiterou.

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