“Não podemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje” - Complexo Pequeno Príncipe

Complexo, Hospital

“Não podemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje”

Grata em trabalhar no maior hospital pediátrico do país, a cozinheira Marcia Sokoski Masur venceu a COVID-19 e leva como aprendizado a importância de se fazer tudo com muito amor

Quando a pandemia do coronavírus começou, não se tinha ideia de que duraria tanto tempo e que as rotinas se alterariam de forma repentina. Para a cozinheira Marcia Sokoski Masur, de 49 anos, foi um desafio aprender a trabalhar com novos protocolos e, principalmente, estender os cuidados rigorosos também na vida pessoal. Chegar em casa, tirar os sapatos, higienizar as mãos, tomar banho e trocar de roupa se tornaram hábitos diários para proteger a si e a quem se ama.

Em meio à nova rotina, a profissional percebeu o preconceito com o fato de atuar em um hospital. “Muita gente que não trabalha na área da saúde, acredita que o vírus está só aqui. Mas é o contrário. Nós seguimos protocolos, regras e normas a fim de proteger e proporcionar segurança a todos os pacientes, familiares e colaboradores. As pessoas não se cuidam tanto quanto aqui dentro”, desabafa a cozinheira.

No dia 22 de julho, ao vir trabalhar de ônibus para o Pequeno Príncipe, Marcia sentiu muito cansaço, procurou o setor de Medicina do Trabalho, fez o teste e o resultado foi positivo para a COVID-19. Apesar do susto, a profissional não teve sintomas tão intensos e permaneceu em isolamento domiciliar com o marido e a filha, que não se contaminaram pela doença. “No primeiro dia, tive febre, dor de garganta e muita dor no corpo. Além disso, não senti cheiro e nem paladar. Segui todas as orientações de cuidado para não transmitir o vírus aos meus familiares”, completa.

A vitória da vida

Ao se recuperar, Marcia sentiu extrema gratidão a todos que torceram por sua melhora. “Eu postei no meu Facebook que ‘nós vencemos a COVID-19’, porque muita gente orou por mim, até me emociono ao falar. Aqui no Hospital, em especial, eu tive todo o cuidado necessário”, relata. Nesses momentos, qualquer palavra e atitude faz a diferença.

“O setor de Medicina do Trabalho me acompanhou desde o momento que consultei e as profissionais me ligaram todos os dias. A Susiane, da Central de Apoio ao Colaborador Pequeno Príncipe (CAC PP), me mandou álcool em gel e uma cesta desejando parabéns, pois passei isolada durante meu aniversário, em 28 de julho. Então só posso agradecer, pois o Hospital cuidou muito.”

Agradecer pelo hoje

Após sua recuperação e retorno ao trabalho, Marcia começou a ver a vida com outros olhos e a dar mais valor para o que é simples. “A gente sente falta de ter as pessoas por perto, sair para passear, ir à igreja. Às vezes, deixamos para depois visitar alguém, falar um ‘eu te amo’, mas não podemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje.”

Para a colaboradora, trabalhar em um hospital é uma missão muito especial e ela é grata todos os dias. “Não adianta ter o melhor médico para fazer um transplante, se a higiene não fizer o trabalho certo, se nós não mandarmos o alimento correto, se a enfermagem não seguir a prescrição. Todos somos uma engrenagem que só funciona se estivermos juntos. A gente ajuda a salvar vidas, então o aprendizado é fazer bem feito, com amor e cada vez melhor”, finaliza.

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