Mudança de hábitos é o melhor remédio no combate ao diabetes - Complexo Pequeno Príncipe

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Mudança de hábitos é o melhor remédio no combate ao diabetes

O Hospital Pequeno Príncipe, neste Dia Mundial do Diabetes (14/11), reforça a importância da boa adesão dos pais e pacientes no controle da doença, sobretudo nesta fase de pandemia

Avanços permitem um melhor controle do problema.

No Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância da atenção dos pais e responsáveis para os sintomas da doença. Nos últimos anos, há um aumento considerável do número de crianças com diabetes tipo 1 no país e, por conta do coronavírus, os cuidados devem ser redobrados.

Levantamentos feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, na década de 1990, uma em cada 15 mil crianças tinha a doença. Atualmente, a proporção é de uma para cada 8 mil. Fora isso, uma pesquisa da International Diabetes Federation (IDF), em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), apontou a realidade dos pacientes com diabetes no Brasil na pandemia.

Entre os mais de 1,7 mil entrevistados, foi constatado:  59,5% apresentaram redução nas atividades físicas; 59,4% observaram variação na glicemia; e 38,4% adiaram ou cancelaram suas consultas médicas. “Sabe-se que a doença não é fator de risco para a COVID-19, mas um diabetes descontrolado, por conta do isolamento social, das mudanças nos hábitos alimentares, redução das atividades físicas e outras situações impostas pelo coronavírus, pode agravar a evolução do problema”, ressalta  a médica endocrinologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Rosângela Réa.

O diabetes do tipo 1, o mais comum em crianças, ainda não tem cura e precisa ser tratado com a reposição de insulina. “Mas avanços, como as ‘canetas’ com agulhas ultrafinas, bombas que substituem as picadas de insulina e sensores para controle da glicemia sem precisar furar o dedinho, têm possibilitado seguir com o tratamento mais facilmente e reduzir enormemente a ocorrência de complicações da doença”, completa a especialista.

Vale lembrar que a doença demanda uma grande participação dos pais e pacientes. “Um passo importante é a aceitação da doença e a adoção de uma dieta balanceada, rica em legumes e verduras e pobre em alimentos processados e ultraprocessados, combinada com uma boa quantidade de atividades físicas”, aponta Rosângela Réa.

No caso de lactentes e bebês, a irritabilidade e o choro excessivo são sintomas comuns de diabetes. “Os bebês que se alimentam exclusivamente de leite materno e querem mamar a toda hora, mostrando-se irritados e chorando excessivamente, podem estar com diabetes. Nesses casos, apesar de se alimentarem frequentemente, eles não ganham peso como esperado. Além disso, a troca de fraldas se torna mais frequente e elas ficam mais pesadas, podendo ocorrer assaduras que não se resolvem da maneira habitual. Esses dados devem servir de alerta para o diagnóstico de diabetes e os lactentes devem ser imediatamente levados ao médico”, finaliza a especialista.

A médica endocrinologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Rosângela Réa, traz orientações importantes neste Dia Mundial do Diabetes.

Conheça os sintomas do diabetes na infância

* Cansaço frequente, falta de energia para brincar, muito sono e preguiça. A criança pode comer bem, mas mesmo assim começa a emagrecer de forma repentina.

* A criança faz muito xixi à noite e pode voltar a urinar na cama.

* A criança sente sede até nos dias mais frios, mas a boca permanece seca.

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