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Complexo, Hospital

Incidentes com animais venenosos aumentam com o calor

Alguns cuidados são fundamentais para evitar problemas com aranha marrom, abelhas e outros insetos

No verão a história sempre se repete: o número de incidência de animais peçonhentos é maior e, por conta disso, o cuidado deve ser redobrado. De acordo com dados do Hospital Pequeno Príncipe, de dezembro a março de 2014 as ocorrências com crianças e adolescentes subiram 7% em relação aos outros meses do ano. Isso acontece por causa do aumento do metabolismo desses seres, que se tornam mais ativos. “No verão, as condições climáticas estimulam a reprodução desses animais, que aumentam em quantidade e causam mais danos”, explica o pediatra infectologista Victor Horácio

O médico lembra que, em Curitiba e região metropolitana, o animal com maior incidência é a aranha marrom. Apesar de não ter como característica o comportamento agressivo, ela gosta de locais úmidos, escuros e quentes, por isso acaba se inserindo em ambientes domésticos. “As aranhas não têm como objetivo agredir as pessoas, mas o contato com os seres humanos gera nelas uma ação defensiva”, diz Horácio.

Os acidentes com a aranha marrom geralmente ocorrem quando a pessoa, ao se vestir ou enquanto dorme, comprime o aracnídeo contra a pele. Apesar da picada ser pouco dolorosa e nem sempre ser imediatamente percebida pela pessoa, é preciso ter cuidado. “As principais características da lesão são vermelhidão, mancha roxa, inchaço, coceira, bolhas e dor em queimação. É muito importante buscar ajuda o quanto antes, porque a evolução da picada é rápida”, enfatiza o médico.

Para evitar problemas com os animais venenosos, o segredo é manter sempre o ambiente limpo e os objetos organizados. “Só existe umtabela_animais_venenososa solução, a limpeza. É preciso evitar objetos amontoados, limpar atrás dos móveis e colocar os cobertores no sol. Nas casas em que há muitas árvores, por exemplo, é necessário varrer as folhagens também”, salienta o pediatra.

Além da aranha marrom, outros animais preocupam os médicos. É o caso das abelhas, serpentes e lagartas, que em 2014 foram responsáveis, respectivamente, pelo maior número de ocorrência de acidentes com crianças e adolescentes.

 

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