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Higienização das mãos: um gesto simples que ajuda a salvar muitas vidas

Renomado especialista, Didier Pittet visitou o Hospital Pequeno Príncipe nesta quinta-feira, 20, e reforçou a importância de criar uma cultura em torno do tema para a mudança de comportamento das pessoas no dia a dia

A higienização das mãos deve ser a estratégia número um para prevenir doenças associadas a infecções em hospitais. Essa ideia foi defendida pelo médico epidemiologista e diretor do programa de Controle de Infecção do Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, Didier Pittet. Ele – que é colaborador das estratégias de Segurança do Paciente da Organização Mundial da Saúde (OMS) – visitou o Hospital Pequeno Príncipe nesta quinta-feira, 20. A vinda da autoridade no assunto marcou a instituição do Dia da Higiene das Mãos do Hospital Pequeno Príncipe, a ser lembrado anualmente em 20 de novembro.

Segundo ele, o cuidado com a higienização das mãos é algo simples que pode salvar até oito milhões de vidas por ano. “É muito claro que se você educar pacientes, membros da família e os pais, incluindo esse simples gesto de higienizar as mãos, pode melhorar a qualidade geral de saúde da população”, afirmou. “Estudos realizados em diferentes lugares no mundo e, em particular nos países menos desenvolvidos, apontam que a falta de higiene das mãos está associada a diversas doenças e também à morte”, completou. visita_didier_petit_20_11_2014 (167)

Pittet defendeu a criação de uma cultura sobre o tema dentro dos hospitais. “Isso leva tempo. Mas implementando uma cultura, por meio da educação, da inovação e do monitoramento de dados, as pessoas passam a mudar de comportamento, aumenta-se a adesão delas à prática e, consequentemente, diminuem as taxas de infecção”, ressaltou. “E é preciso inovar para chamar a atenção dos profissionais da saúde para esse assunto”, acrescentou.

Ele falou sobre uma ação inovadora feita em 2009 para o lançamento do dia de promoção da higienização das mãos. Com o envolvimento de enfermeiras que trabalham com o médico, surgiu a ideia de uma dança. Em um trabalho em conjunto da sua equipe de saúde com dançarinos profissionais, foi produzido um vídeo (clique aqui e confira), que já teve mais de 250 mil visualizações no YouTube e estimulou outras pessoas a criar suas próprias versões da dança. “Isso significa que temos um “viral” na internet, o que é bom, pois a criatividade pode ser expressa, as pessoas estão felizes e dá a cada instituição onde isso foi elaborado a capacidade de dizer ‘sim, nós fizemos algo original e podemos ser vistos’”, disse.

Ações no Pequeno Príncipe
A coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar (SECIH) do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Giamberardino, apresentou na ocasião o que tem sido feito para envolver os profissionais da instituição com a causa da higiene das mãos e as estratégias que estão sendo adotadas para melhorar os controles de infecção. “Buscamos criar um ambiente seguro para pacientes e colaboradores, e para isso fazemos, por exemplo, treinamentos sobre a higiene das mãos nas UTIs e enfermarias”, salientou.

Visita no Pequeno Príncipe

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O médico epidemiologista e diretor do programa de Controle de Infecção do Hospital Universitário de Genebra, Didier Pittet, visitou nesta quinta-feira alguns setores do Pequeno Príncipe. Ele conheceu a estrutura das UTIs Geral e Cirúrgica, da área de Oncologia e de internamento geral, onde interagiu com pacientes. “É um lugar singular por ser um hospital pediátrico e, obviamente, tudo foi criado a fim de ser muito eficiente. Acima de tudo, o mais importante em uma instituição hospitalar não é só um sistema, mas sim as pessoas que trabalham nele. E posso dizer que aqui elas estão muito entusiasmadas com seu trabalho e em compartilhar suas dificuldades e seus sucessos. É um hospital muito ocupado e vejo famílias e pacientes que estão felizes em estar aqui. E isso é um sinal muito bom”, opinou.

Quando higienizar as mãos?

Ao iniciar o turno de trabalho; antes e após as refeições; após tossir ou espirrar; antes e após ir ao banheiro; antes do preparo de alimentos; após realizar a limpeza do ambiente; antes do preparo e manipulação de medicamentos; antes do contato com o paciente; antes da realização do procedimento asséptico; após riscos de exposição a fluidos corporais; após contato com o paciente; após contato com as áreas próximas ao paciente.

 

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