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Filme “Ferrugem” propõe discussão atual e necessária sobre a realidade dos adolescentes na internet

O longa-metragem paranaense, vencedor do Festival de Cinema de Gramado, estreia em todo Brasil nesta quinta-feira, dia 30, e traz à tona temas como o suicídio e o cyberbullying

Aly Muritiba no set de “Ferrugem”: discussão pertinente sobre a realidade dos adolescentes no mundo virtual.

Com excelente repercussão internacional e após vencer o Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes do país, o longa-metragem paranaense “Ferrugem”, dirigido por Aly Muritiba, estreia em todo Brasil nesta quinta-feira, dia 30, e traz à tona discussões importantes sobre a rotina dos adolescentes no mundo virtual. A trama, com locações em Curitiba, no litoral do Paraná e em São Paulo, gira em torno das consequências do vazamento de um vídeo íntimo no WhatsApp e aborda temas como o cyberbullying e o suicídio.

Para a coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Angela Bley, a prevenção é a melhor forma de evitar situações como essa. “No caso das crianças, deve haver um monitoramento mesmo, estar muito próximo de tudo que fazem no ambiente virtual. No que diz respeito aos adolescentes, é preciso diálogo e conversar abertamente sobre os perigos escondidos em certas atitudes na rede”, fala.

A exemplo do que propõe “Ferrugem”, a especialista lembra que é preciso deixar claro que todos os atos têm consequências. “Diante de um vazamento de imagens íntimas, por exemplo, deve haver muito apoio e diálogo por parte da família e da escola. O ideal é que seja feito um trabalho anterior, justamente para impedir que fatos como esse venham a ocorrer”, diz.

Consciente das particularidades da adolescência, Aly se propôs a trazer à tona o impacto provocado pela internet nesta fase conturbada da vida. “Neste meio, podemos ser o que quisermos. Podemos criar e propagar uma autoimagem que eventualmente é falsa, apesar de satisfatória na superfície. No meio virtual, somos todos felizes, lindos, magros, seguros. No entanto, a vida real segue acontecendo lá fora e se não formos educados para a frustração, para a tristeza e para o erro quando as coisas fogem do programado, elas são sentidas como demasiadamente insuportáveis”, comenta Muritiba.

Para a coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Angela Bley, o apoio e o diálogo são fundamentais para superar situações como as retratadas pelo filme “Ferrugem”.
  • Confira o trailer:

 

 

 

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