Complexo, Hospital

Exposição de paciente do Hospital Pequeno Príncipe é exemplo de talento e superação

Ainda nas primeiras horas de vida, Marya Fernanda Rodrigues, hoje com 13 anos, contou com o apoio da instituição para enfrentar a mielomeningocele e recebeu – durante o tratamento – o estímulo necessário para desenvolver o amor à arte

Marya com o recreador Suryan: estímulo artístico faz a diferença no tratamento.

Nas primeiras horas de vida, o Hospital Pequeno Príncipe foi decisivo na vida de Marya Fernanda Rodrigues, 13 anos, que vive em Rio Negrinho, município de Santa Catarina. Diagnosticada com mielomeningocele, doença rara que atinge 1 a cada 1.000 recém-nascidos, a menina contou com o suporte da instituição para enfrentar o problema e também para desenvolver o talento artístico.

Desde o dia 26 de outubro, a garota, que também é atendida pelo Programa de Apoio, Proteção e Assistência às Crianças e Adolescentes com Mielomeningocele (Programa Appam) – Centro de Reabilitação e Convivência do Hospital Pequeno Príncipe, expõe no hall de entrada da instituição (acesso pela Rua Desembargador Motta) suas obras, que utilizam materiais recicláveis. A mostra segue aberta ao público até o dia 10 de novembro.

Estimulada pelo recreador Suryan Gilbert Barone, que desenvolve oficinas artísticas no Programa Appam, a menina revelou através das artes plásticas seu talento, força e coragem para enfrentar qualquer desafio – inclusive para encarar a viagem de 3 horas (1h30 de ida e 1h30 de volta), uma vez por semana, para participar das atividades realizadas em São José dos Pinhais. “Amo fazer meus quadros, é um hobby para mim e sempre vai ser. Em casa, tenho um quarto só para fazer as minhas obras”, disse a artista.

Utilizando sobretudo as sobras de materiais trazidas pelo pai da fábrica de papel em que ele trabalha, as obras de Marya encantam pelas cores, formas e volumes “Ela gosta de experimentar e o diferencial dela é a assimetria. Tem muito potencial e um estilo próprio”, comentou o recreador Barone.

Além das incríveis telas, a arte fez nascer uma nova Marya. “Ela se descobriu e teve uma grande evolução no desenvolvimento pessoal. Ela aprendeu que pode criar novas coisas e decidir o que quer ou não”, explicou Michele Aparecida de Oliveira Rodrigues, mãe da paciente.

 

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