Complexo, Faculdades, Instituto de Pesquisa

Evento do Complexo Pequeno Príncipe coloca a pesquisa científica em destaque

Encontro de pesquisa e pós-graduação contou com apresentações de alunos dos programas de mestrado e doutorado, bem como com palestras internacionais


Dois dias de intensa programação científica. Assim foi o XI Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e da Faculdades Pequeno Príncipe, realizado nos dias 24 e 25 de outubro no auditório do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar). A programação contou com apresentações de alunos dos programas de mestrado e doutorado em Biotecnologia Aplicada à Saúde da Criança e do Adolescente, bem como com palestras internacionais.

O diretor científico do Instituto de Pesquisa, Bonald Cavalcante de Figueiredo, fez uma avaliação positiva do evento, que teve a participação de cerca de 100 pessoas. “Neste ano, fizemos o encontro fora do Instituto e da Faculdades, e as pessoas presentes se sentiram realmente em um evento científico. Elas estiveram sempre unidas e participaram ativamente das discussões”, pontuou. “E nós dedicamos esse evento aos 100 anos do Pequeno Príncipe, que, junto a outros vários acontecimentos, está celebrando o centenário da instituição”, completou.

Ao tratar do ponto de vista científico do evento, o diretor ressaltou a qualidade dos mais de dez trabalhos apresentados durante os dois dias do encontro. “Tivemos excelentes apresentações dos nossos alunos. Todos eles apresentaram novidades científicas e uma boa lista de publicações. Os estudantes estão realmente empenhados em tocar as suas iniciativas e encontrar o caminho deles dentro de seus projetos”, destacou.

Palestras internacionais
A programação do XI Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação teve duas palestras internacionais transmitidas via web. A primeira participação foi do professor de Oncologia e de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Georgetown (Washington, D.C., nos Estados Unidos), Bassem R. Haddad, que apresentou uma discussão sobre o passado, o presente e o futuro.

Ele salientou que os dias atuais representam um momento empolgante para um pesquisador estar envolvido com a genética e a genômica. “Esse é um tempo em que muitas das promessas que nós ouvimos em um passado recente e também em um passado mais distante, sobre como tirar proveito dos avanços científicos em genética para melhorar a saúde dos pacientes, estão se tornando realidade”, afirmou.

Haddad também dedicou parte da sua palestra para falar a respeito das lições que ele aprendeu ao longo dos anos de dedicação à pesquisa científica. Não ignorar a literatura ao desenvolver os seus estudos; valorizar o time de pesquisa e colaborar com colegas e mentores; construir uma rede de relacionamentos dentro e fora da instituição onde atua; amar o que se faz; encontrar um bom mentor; e cuidar da própria saúde – encontrando um equilíbrio entre a vida dentro e fora do laboratório – foram algumas delas. Associado a essas lições, ele lembrou quais são os quatro pontos para o sucesso no campo da ciência. “Paciência, habilidade, sorte e dinheiro”, disse.

A segunda palestra foi proferida pela cientista Mirvat Surakhy, que contou a sua trajetória de sucesso no campo da ciência e os desafios da sua carreira em bioinformática, da sua atuação na Palestina até a chegada na Universidade de Oxford (Oxford, no Reino Unido). Hoje, ela é pesquisadora de pós-doutorado na instituição e, a partir de janeiro de 2020, passará a atuar na área de bioinformática no Jenner Institute, da mesma universidade.

Mirvat também deu dicas para alcançar o sucesso na carreira, como a paixão pela ciência, apreciar o trabalho que se faz, não postergar tarefas, ser organizado e gerenciar o tempo, ter flexibilidade, não ficar frustrado se o experimento não funcionar – e, nesse caso, descobrir o porquê – e ter uma rede de apoio, formada por amigos e familiares. “As lições que eu deixo são: é preciso correr o risco, aproveitar as oportunidades e fazer o seu melhor”, enfatizou.

Os avanços da pesquisa, pós-graduação e inovação no Brasil
O diretor do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), João Batista Calixto, trouxe, durante palestra realizada no último dia do encontro, temas como inovação tecnológica e a necessidade de interação entre universidades e empresas, além da importância do financiamento à pesquisa e o crescimento da pós-graduação. Calixto é um dos nomes de destaque da ciência e inovação em Santa Catarina e é crítico em relação à política de cortes nas bolsas científicas atualmente no Brasil.

O cientista, que é responsável pela pesquisa que em 2005 fez chegar ao mercado o primeiro anti-inflamatório 100% brasileiro e feito com base de plantas nativas do Brasil, ressaltou que a inovação é a chave da ciência. “Precisamos aprender a valorizar mais a qualidade do que a quantidade. Para se fazer inovação, é preciso errar muito até conseguir obter um resultado com êxito. É muito difícil ver que a alta cúpula do país não dá valor à ciência, que é a base de tudo. A minha sugestão é que a gente tem que persistir e mudar esse quadro”, enfatizou.


Apoios fundamentais
O XI Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e da Faculdades Pequeno Príncipe foi uma realização do Complexo Pequeno Príncipe, por meio do Instituto de Pesquisa, e contou com a atuação fundamental de uma comissão formada por 11 alunos dos programas de mestrado e doutorado. O evento teve o patrocínio do Setcepar e o apoio das seguintes empresas: Induslab, Kasvi, Mind the Graph, Núcleo de Aprimoramento Científico (NAC), PeproTech e Greiner Bio-One.

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